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Festa transmitiu o Coronavírus para 30 pessoas e pode contaminar milhares em Porto Velho

FESTA TRANSMITIU O CORONA VÍRUS PARA 30 PESSOAS E PODE CONTAMINAR MILHARES EM PORTO VELHO

O número de contaminados pelo corona vírus deu um salto, apenas em Porto Velho, nesta segunda. Até a noite de domingo, eram apenas 42 os casosque haviam sido detectados com a doença, incluindo os do interior do Estado.

No início da noite da segunda, esse número já estava beirando os 80 e caminhando para 100, deixando de cabelos em pé os responsáveis pela saúde pública. E ao menos 30 destas pessoas, com casos já confirmados, participaram de uma grande festa, realizada no centro da cidade, no sábado, dia 4 de abril, onde um ou mais de um dos participantes estavam com o vírus e passaram para dezenas.

Podem haver ainda muito mais casos, a partir dessa festa, feita já quando os cuidados contra a doença exigiam o isolamento. As más notícias não param por aí. Uma pessoa presente ao  evento confidenciou à coluna que muitos dos participantes à comemoração, infelizmente, eram médicos, enfermeiros e outros profissionais da área da saúde, exatamente os que têm as maiores informações sobre os riscos de transmissão da doença. Reuniões, agrupamentos, festas, comemorações e até velórios são ocorrência onde há enorme risco de transmissão do vírus.

A festa realizada no sábado, dia 4 passado, reuniu um grande numero de amigos, muitos trocando apertos de mão, abraços e confraternizando, numa aglomeração que é um verdadeiro centro de enorme risco para que o perigoso vírus. Ali, ele encontrou o local e o grupamento certo para se disseminar.

Nesta segunda-feira, noite adentro, equipes da saúde estavam tentando levantar maiores informações sobre a reunião festiva e, ao mesmo tempo, com alto risco. Pelo menos 30 pessoas que estiveram no encontro já tiveram seus exames confirmados como positivos. Agora, a batalha é descobrir todos os presentes, saber quais dentre eles, ainda não examinados, podem estar com o vírus e os contatos familiares e pessoais de cada um.

Como cada pessoa contaminado pode, potencialmente, passar o vírus para outras 18 pessoas, apenas entre as 30 já haveria preocupação, principalmente, com 540 porto velhenses passíveis de ter a doença.

E se cada um doa 540 a passarem para outros 18, seriam 9.720 os atingidos. Ou seja, uma festa feita numa hora errada, contra todas as orientações sobre proibição de aglomerações e  ainda com a presença de gente da área da saúde, pode desencadear uma cadeia de contágio que pode atingir milhares de pessoas.

Exatamente numa cidade onde o corona vírus estava sob controle e o número de casos era o menor do país. Agora, não se sabe o que pode acontecer nos próximos dias. Lamentável!

UM ANO DA PAU OCO: DANIEL AINDA PROTESTA

O ex governador Daniel Pereira não se cala, quando se trata da Operação Pau Oco. Ela aconteceu em 12 de abril do ano passado e o envolveu, como acusado num pretenso esquema de corrupção durante seu mandato como governador, no final de 2018. Desde o primeiro momento, Daniel contestou a ação, a prisão de algumas pessoas que atuavam na Sedam à época (pessoas inclusive da confiança e amizade dele) e se dizia vítima de um complô.

Nestes doze meses, sempre que instado a falar sobre o assunto, ele contestou a ação e a forma como foi tratado, ele e sua família, em sua própria casa, durante a ação policial autorizada pela Justiça. Meses depois da Pau Oco, começaram a aparecer na mídia algumas gravações de delegados e pelo menos um membro do Ministério Público, colocando sob suspeita todo o procedimento. Daniel lembra, aliás, que tanto os delegados envolvidos na operação como o representante do Ministério Público foram afastados do caso.

Jamais o seriam, sublinha, se tudo nela tivesse sido feito corretamente. Também protestou contra o fato do processo ter sido mandado ao STJ, através de uma legislação já cancelada pelo STF há longo tempo. Diz que quem deveria estar dando explicações agora são membros da polícia, do Ministério Público e do Judiciário e reafirmou que foi vítima de uma armação, praticada “por uma organização criminosa” que, segundo ele, “agia dentro da polícia”. O caso, tanto tempo depois, ainda ferve.

ECONOMIA NA UTI, SEM RESPIRADOR

Nessa semana, em Rondônia, alguns prefeitos começam a afrouxar algumas medidas de isolamento, desde que dentro do que determina o decreto de calamidade pública do governo. Ariquemes tentou, mas a Justiça não permitiu. Decisão do TJ considerou que as decisões da saúde mundial estão acima das decisões locais, como as do governo de Rondônia. Ji-Paraná e Vilhena também cancelaram vários itens dos decretos anteriores, permitindo a abertura de parte do comércio.

Claro que os dois casos também vão bater nos tribunais, porque, nesse momento, quem está mandando no país é o Judiciário, que tem impedido medidas tomadas tanto em nível federal, quanto estadual e municipal, para afrouxar um pouco a calamidade pública e permitir que parte das pessoas voltem a trabalhar, para poderem comer.

Não se sabe, no correr do caso, quem realmente está certo. Só o futuro dirá se os que defendem o isolamento total estavam corretos, mesmo que o Pais quebre ou se os que pensam o contrário é quem estavam com a razão. Em breve saberemos também se a decisão de afrouxar os decretos de calamidade, em algumas cidades (se a Justiça deixar) foi um risco corrido em vão ou se foi feito o mais certo, para que a economia brasileira não morra na UTI, sem respirador!

ESCOLA DO LEGISLATIVO E AS CESTAS BÁSICAS

Um dos muitos exemplos de solidariedade e amor ao próximo está sendo dado pela Escola do Legislativo. Trabalhadores do mercado informal, receberão apoio enquanto durar a crise do corona vírus, para terem o que comer.

A Escola do Legislativo vai realizar uma grande campanha de coleta de cestas básicas, para serem distribuídas exatamente entre as famílias mais necessitadas.

O diretor da Escola, Fábio Ribeiro, diz que a arrecadação começa logo e que todas as cestas básicas recolhidas serão distribuídas àquelas pessoas que, sem ter qualquer renda, estão prestes a passarem fome.

A iniciativa tem apoio do presidente Laerte Gomes, da Mesa Diretora e de todos os parlamentares. A Escola já tem uma relação de famílias cadastradas, que passarão a receber os alimentos o mais urgente possível.

EMPRESAS: A TEORIA SE ENCONTRA COM A REALIDADE

Vai começar a bater o desespero. Nos próximos dias, quando as empresas tiverem que começar a fazer os pagamentos das suas contas (algumas não conseguiram ainda honrar o salário dos funcionários, parados há cerca de um mês), a teoria vai se encontrar com a prática.

Ou seja, o isolamento exigido pelas autoridades sanitárias vai começar, claramente, a mostrar sua outra faceta, em direção ao quebra-quebra de empresas, principalmente se a crise do corona vírus continuar por mais algumas semanas ou meses. Duas entidades patronais – a Fecomércio, cujo nome já resume quem representa e o Singaro, o sindicato dos atacadistas – entraram na Justiça, com pedido de liminar, para      que seus associados não paguem tributos estaduais durante seis meses.

Está incluído no pedido, o não cumprimento de acordos de parcelamento de dívidas para com os cofres da Sefin. Caso atendidas essas duas entidades, certamente abrirão as portas para dezenas de outras, correndo-se o risco de esvaziamento dos cofres do Estado. As empresas e seus empregados da iniciativa privada estão pagando a conta pelo corona. Sem arrecadação de impostos, o Estado terá como cumprir seus compromissos, incluindo aí o pagamento em dia do salários do funcionalismo? Essas e muitas outras perguntas ainda não têm respostas. Mas as terão em breve.

ELEIÇÃO: SAI? NÃO SAI? QUANDO SAI?

O tempo avança e os preparativos da eleição programada para outubro, nos 1.570 municípios brasileiros, continuam dentro dos prazos projetados pela legislação eleitoral. Mas tudo pode mudar, como o Brasil e o Mundo mudaram, por causa do corona vírus. A ministra Rosa Weber já avisou que a eleição sai sim e que não será suspensa, como pedem vários setores da sociedade. O próximo presidente do TST, ministro Luis Roberto Barroso, que assume em maio, também tem repetido que a eleição sai.

Nessa semana, contudo, o tom otimista começou a dar lugar a frases mais conservadoras. O próprio Barroso disse, em entrevista à rede de TV CNN, que há sim a possibilidade de mudanças no calendário eleitoral de 2020, devido à pandemia do corona, mas deixou claro que é muito resistente a essa possibilidade.

Caso seja necessária alguma mudança, o futuro presidente do TSE afiançou que “defendo é que, se houver necessidade de se postergarem as eleições, que seja pelo prazo mínimo indispensável, para que elas possam se realizar com segurança para a população”, disse o ministro.  Ele diz que não realizar as eleições municipais seria “um grande risco à democracia”.

Ou seja, por enquanto, não se sabe se sai, se não sai e se sai, quando sai a disputa municipal deste ano.

VIOLÊNCIA EDACERBADA DOMINA NOSSA CAPITAL

Enquanto só se fala em corona vírus, a violência campeia nas cidades brasileiras. Em Porto Velho, só nesse final de semana, os criminosos tiraram quatro vezes e meia mais vidas do que as duas, lamentavelmente perdidas  pela Covid 19. Foram nove vítimas, a maioria jovens. Entre elas, o jovem Beto Andreoli, filho do casal Paulo Andreoli, ele um dos empresários mais importantes das comunicações do Estado, dono do site Rondoniaovivo.

A família Andreoli foi apenas uma das que choraram seus mortos, de forma abrupta, selvagem, covarde. Também voltaram, com toda a força, as gangues dos anos 80 e meados de 90, que se rivalizavam nos bairros.

Guerreavam entre si, num verdadeiro banho de sangue, até que policiais duros, com carta branca para agirem, acabaram com essa vagabundagem, que tomava conta de várias regiões da Porto Velho daqueles tempos.

Agora muito mais organizadas, com o pomposo nome de facções, com muito dinheiro de roubos, assaltos e assassinatos praticados aqui fora, mas planejados de dentro das cadeias, os grupos criminosos se confrontam pelo domínio do poder e pelo tráfico de drogas, nos bairros mais distantes e pobres, principalmente e em conjuntos habitacionais de famílias entre as mais carentes, para imporem-se pelo medo.

À MERCÊ DA CRUELDADE E DA MORTE

Quando os interesses das facções são contrariados pelos rivais, a guerra começa. E ai de quem estiver no meio do fogo cruzado. Três menores de 17 anos, um quarto de 18 e outro de 19 estão entre os mortos.

É simbólico: parte da nossa juventude está sendo exterminada aos poucos. Os maiores problemas se concentram exatamente onde são obrigados a viverem os mais pobres.

Quando não atirados em áreas sujas, putrefatas de esgoto ou outras sujeiras e que, além disso ainda alagam, destruindo o pouco que eles têm, são os que se amontoam em conjuntos habitacionais mal planejados, mal cuidados, muito mal policiados, as maiores vítimas.

O caso do Orgulho do Madeira é o melhor dos piores exemplos. Os moradores foram jogados num verdadeiro novo e gigante bairro da Capital, com uma infraestrutura sofrível. Deixaram uma vida de miséria e sub habitações, para morar num lugar melhor, mas onde quem manda são os criminosos.

De vez em quando, como nesta segunda, a polícia vai lá e faz uma limpa na bandidagem. Dias depois, eles estão de volta. A Covid 19, mais dia menos dia vai passar. Mas o pesadelo dos pobres de Porto Velho e tantas outras capitais brasileiras será eterno, enquanto durarem tantas leis e tanta gente protegendo bandidos, mas deixando o cidadão comum refém  do martírio, da crueldade, da morte.

PERGUNTINHA

Não dá uma grande tristeza, quando se vai um gênio da música popular brasileira como Moraes Moreira, deixando o país jogado nas mãos de excrescências culturais como sertanejo universitário e outros tipos deprimentes de música?

 

AUTOR: SERGIO PIRES /  COLUNA OPINIÃO DE PRIMEIRA

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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