Eleições

Fernando Máximo confirma ida ao PL e disputa pelo Senado; rejeita rixa com Scheid e nega tentativa de golpe de Estado no 8 de Janeiro

Deputado afirma que “inventaram” rixa por vaga, nega imposições em articulação política e classifica como “impossível” tese de golpe; ao falar de ministros, condiciona medidas ao resultado de investigações e pede “nada de exageros”

No momento em que o cenário eleitoral de Rondônia começa a se reorganizar com a abertura da janela partidária, o deputado federal Fernando Máximo afirmou, em entrevista exclusiva ao Rondônia Dinâmica, que a mudança de sigla está definida e que pretende formalizar a filiação ao PL dentro do prazo legal, que se encerra em 5 de abril. Ele declarou que, nesse mesmo movimento, se coloca como pré-candidato ao Senado pela legenda, em alinhamento com o grupo que tem o senador Marcos Rogério como pré-candidato ao governo do Estado. As informações são do site Rondônia Dinâmica.

“Então nesse período a gente vai fazer a filiação ao PL. E aí também como pré-candidato ao Senado pelo PL”, afirmou. Ao explicar a saída do União Brasil, disse que a construção interna se tornou inviável. “Naquele momento  [refere-se às eleições municipais de 2024] ali ficou difícil construir com o partido que eu estava, que era a União Brasil. E comecei a namorar, a procurar outros partidos para poder tentar achar aquilo que era mais… e ia mais na minha linha de pensamento”, declarou.

Durante a conversa, o repórter mencionou rumores de uma suposta disputa interna por espaço dentro do mesmo campo político, citando diretamente o nome de Bruno Scheid. Máximo rejeitou qualquer conflito pessoal ou imposição. “Criaram essa confusão aí, alguém inventou essa história. E nunca teve isso, nunca tive rixa com ele, nunca tive briga com ele, nunca impus condição de ou eu ou ele. Não vejo problema nenhum de ser os dois”, afirmou, acrescentando que a narrativa de veto ou exigência não corresponde aos fatos.

A entrevista avançou para um dos pontos mais sensíveis do atual debate eleitoral: a pandemia de Covid-19. O repórter introduziu a pergunta citando que Adaílton Fúria, do PSD, pré-candidato ao governo, tem utilizado a condução da crise sanitária como mote em entrevistas, afirmando que teria batido de frente com o Estado ao manter o comércio aberto durante o período mais crítico. Diante desse questionamento, Máximo, que foi secretário de Saúde do Estado à época do pico da pandemia, afirmou que a condução em Rondônia foi pautada por equilíbrio.

“Rondônia foi um dos estados que mais manteve [o comércio] aberto do país. Com cautela, com cuidado. Você não pode ser nem 8 nem 80”, declarou. Ele afirmou que o momento exigiu decisões baseadas no que chamou de controle de danos. “Nós fizemos o que foi preciso fazer naquele momento para salvar o máximo número de pessoas”, disse, sustentando que a equipe trabalhou com os recursos disponíveis diante de uma doença nova, sobre a qual havia incertezas técnicas.

Ainda sobre a pandemia, o deputado abordou a discussão em torno da cloroquina. “Uso ou não uso? Não vou impor, nem exigir, nem excluir. Já que é um medicamento barato, que não faz mal e que pode ser que resolva alguma coisa, fica a critério do médico e a critério do paciente. Se o paciente quiser e o médico quiser, faz. Se não quiser, não faz”, afirmou, dizendo que não adotou postura de imposição nem de proibição.

Outro bloco central da entrevista tratou dos atos de 8 de janeiro e da defesa de anistia para os condenados. Máximo afirmou que, na avaliação dele, a tipificação como golpe de Estado não se sustenta nas circunstâncias descritas. “Foram mais de 1.500 pessoas presas, nenhum arma apreendida. Zero arma. Impossível o golpe de estado. Domingo, quando os poderes estavam fechados. Impossível o golpe de estado”, declarou. Ao mesmo tempo, disse que considera erradas as depredações, mas defende proporcionalidade nas penas. “Eu concordo que todos deveriam responder proporcionalmente. Quebrou janela, quebrou um relógio, quebrou uma parede, pichou”, afirmou.

Questionado se, eleito senador, encamparia pautas como impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, o deputado condicionou qualquer medida ao resultado de investigações formais. “Investigação deve acontecer. Vai chegar a impeachment? Depende do que vai dar na investigação. Eu acho que ninguém é Deus. Ninguém deve estar acima da lei”, declarou, acrescentando que qualquer providência deve ocorrer “dentro da Constituição Federal”, sem “exageros” ou acusações sem base legal.

Na parte final da entrevista, Máximo detalhou a atuação parlamentar e a destinação de recursos. Ele afirmou ter colocado quase R$ 260 milhões em emendas em Rondônia, sendo mais de R$ 172 milhões na área da saúde. Segundo ele, os valores contemplam construção de unidades hospitalares, ampliação e reforma de Unidades Básicas de Saúde, aquisição de equipamentos médicos de maior complexidade, compra de medicamentos e custeio de cirurgias eletivas. Ao mencionar os números, sustentou que a maior parte das emendas foi direcionada para projetos estruturantes, com foco na ampliação da capacidade de atendimento.

Entre os programas citados, destacou o projeto de avaliação oftalmológica nas escolas públicas, que envolve triagem médica, exames especializados e entrega gratuita de óculos personalizados a estudantes. De acordo com o parlamentar, 16 mil crianças já foram atendidas em diferentes municípios do estado. Ele descreveu que cada aluno passa por consulta com oftalmologista, realiza exames e, quando há prescrição, escolhe a armação, que é produzida de forma individualizada antes da entrega. O projeto, segundo afirmou, integra saúde e educação, com impacto direto no rendimento escolar.

Máximo também mencionou o programa voltado ao tratamento da obesidade com uso do medicamento Mounjaro, implantado inicialmente em Vilhena e Ji-Paraná e com recursos já destinados para Porto Velho. Segundo relatou, a iniciativa não se limita ao fornecimento do medicamento, mas envolve acompanhamento multiprofissional com médico, endocrinologista, nutricionista, educador físico e psicólogo, além de exames laboratoriais periódicos. Ele afirmou que o tratamento é estruturado por seis meses, com acompanhamento semanal, e que o objetivo é reduzir complicações associadas à obesidade, como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Na agricultura, o deputado citou a destinação de tratores, implementos agrícolas e caminhões para apoio ao pequeno produtor rural. Como exemplo, mencionou uma carreta para transporte de calcário, avaliada em cerca de R$ 1,5 milhão, destinada a atender produtores que não têm condições de arcar com o frete. Segundo ele, o equipamento pode beneficiar dezenas de agricultores por viagem, reduzindo custos e ampliando a produtividade.

Na causa animal, destacou o programa de castração que, conforme informou, deve alcançar 18 mil procedimentos até abril. Ele afirmou que o projeto contempla machos e fêmeas, incluindo animais de rua, e que a iniciativa envolve parceria com protetores independentes e entidades locais. Máximo relacionou o programa à redução de acidentes envolvendo motociclistas e cães soltos, mencionando impactos indiretos na rede hospitalar.

O deputado também citou repasses para instituições que atendem pessoas com deficiência e transtornos do espectro autista. Segundo ele, todas as 38 APAEs de Rondônia receberam recursos de seu mandato, além de entidades como AMA, Pestalozzi e associações regionais voltadas ao atendimento especializado. Ele afirmou que realiza visitas frequentes às instituições para acompanhar a aplicação das emendas e verificar a execução dos serviços prestados.

Encerrando a entrevista, Máximo reiterou que a formulação de projetos de lei e a destinação de recursos, segundo ele, nascem de conversas com mães de autistas, produtores rurais, associações e sindicatos, e que considera essencial acompanhar presencialmente as obras e programas financiados com verba pública, sustentando que a fiscalização direta faz parte da responsabilidade do mandato.

FONTE: RONDONIA DINAMICA

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: BRASIL É O 8º MERCADO DE MÚSICA GRAVADA DO MUNDO – Por Silvio Persivo

    Com um faturamento de R$ 3,958 bilhões, crescimento de 14,1%, segundo a Pró-Música Brasil, o Brasil se tornou o 8º maior mercado de música gravada do mundo em 2025. Do total do faturamento cerca de R$ 3,4 bilhões vieram do streaming, que aparece como principal motor das receitas do setor.  Neste cenário, a Associação Brasileira da Música Independente (ABMI) amplia sua agenda de conexões comerciais por meio do BMK (Brazil Music Market), um projeto voltado à aproximação de artistas, selos e empresas com profissionais e oportunidades da indústria musical. Em outubro, são previstas ações no Formemus, no Espírito Santo, e, em novembro, na Semana Internacional de Música de São Paulo (SIM São Paulo). Para Talita Cordeiro, diretora-geral da ABMI, o avanço do mercado brasileiro precisa se traduzir em oportunidades concretas para as empresas independentes. A discussão envolve o acesso a novos mercados, a construção de parcerias comerciais e a capacidade de transformar a circulação internacional da música brasileira em negócios sustentáveis. FONTE: COLUNA TEIA DIGITAL –  POR SILVIO PERSIVO

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