Teia Digital

FELIZ 2017! O ANO E AS ESPERANÇAS SÃO NOVAS – por Silvio Persivo

Desperta para a vida. O ano é novo, cada dia também. “O destino traz um festival de bolhas coloridas. São todas incríveis, encantadoras flutuando em muitas direções, refletindo vários tons atravéz do translúcido. Até que…até que você encontra a última que faltava estourar. Piii-Piiii-Piii-Piii…São oito da manhã” (Clarissa Brunholo).

DICA PARA UM GRANDE RÉVEILLON

Uma virada de ano fantástica você pode ter, aqui Porto Velho, no “Happy New Years TRS”. O The Rising Sun Experience é o local ideal para se ter uma passagem de ano bem a nossa cara: seleta e de muito bom gosto. Além do menu especial de virada, o espumante e a champanhe estão com desconto. Melhor não se paga entrada e o DJ Mauro Marcelo comanda a pista exclusiva para 70 pessoas. Lembre-se que o número de pessoas é limitado e passe o réveillon na casa mais charmosa da cidade. TRS: Av. dos Imigrantes, n.° 5021 – Park Alphaville – Porto Velho/RO Telefone: (69) 9 9952-2018.

EFEITO COLATERAL DA CRISE

Por falar em Réveillon, como efeito colateral da crise, se tivemos, já no Natal, a busca de alternativas mais simples de decoração, ou como aconteceu com Porto Velho, até mesmo o abandono de qualquer decoração, neste fim de ano, em Rondônia e no Norte, os comerciantes se queixam de que a venda de fogos está mais fraca. Os adeptos da pirotecnia estão trocando os fogos maiores e mais coloridos por outros mais baratos e mais barulhentos. Em suma: os céus do Norte no fim do ano terão menos luzes e mais barulho. Também a ceia de Ano Novo está sendo afetada com uma pesquisa maior dos preços e o surgimento de alternativas mais baratas. Um exemplo claro é, quando se fala de carnes, a ascensão da carne de porco e do frango e até mesmo a opção por frango temperado, peixes mais baratos e até mesmo pacotes de linguiça. E os efeitos se estendem até às bebidas. Cervejas e espumantes em promoção estão sendo alvos dos que organizam as festas de fim de ano para reduzir os custos.

CARNAVAL, DESPEDIDA E ESTRÉIA

Não posso deixar de anotar que, ontem (30), de noite, no Mercado Cultural, o Ernesto Melo, um dos maiores nomes da música local, realizou, com muito sucesso, no Projeto “A Fina Flor do Samba” o 1º Grito do Carnaval 2017. Foi uma ótima despedida de 2016 com a parceria do maestro Sargento Neto que apresentou sua Banda, aos presentes, pela primeira vez.

NOVO SALÁRIO MÍNIMO

Foi anunciado pelo Governo Federal, e publicado no Diário Oficial da União de ontem (30), o Decreto assinado pelo presidente da República, Michel Temer, com o novo valor do salário mínimo, está. O mínimo passou  de R$ 880,00 para R$ 937,00 e começa  a valer a partir de 1° de janeiro de 2017.

GERAÇÃO PLENA DA HIDRELÉTRICA DE SANTO ANTONIO

Está sendo veiculado, na televisão aberta, um vídeo de comemoração da  50ª turbina pronta em dezembro deste ano, última unidade geradora da ampliação, da Hidrelétrica Santo Antônio que, assim, alcança sua capacidade plena de geração. Depois de oito anos de construção, no rio Madeira, em Porto Velho, a hidrelétrica alcançou os previstos 3.568 Megawatts de potência instalada – energia de fonte limpa e renovável, suficiente para o consumo de mais de 45 milhões de brasileiros. E das  44 turbinas, além de abastecer as demais regiões do país, seis turbinas dedicadas exclusivamente para abastecer o sistema regional (Rondônia e Acre), contribuindo para a segurança e estabilidade do sistema elétrico regional. A comemoração é válida e a publicidade chega em boa hora mostrando um lado de Rondônia pouco conhecido para o resto do País.

NEM TUDO, PORÉM, ESTÁ DENTRO DO CRONOGRAMA

Se os consórcios, como é comum n iniciativa privada, correram para cumprir seus compromissos, o mesmo não ocorreu com o governo. Assim a exploração total do potencial de geração das hidrelétricas de Jirau (3.750 MW) e Santo Antônio (3.568 MW) mesmo com a efetiva entrada em operação das instalações que compõem o segundo bipolo do Madeira, prevista para 31 de janeiro, haverá um gargalo provocado pelo atraso na conclusão das linhas em 500 kV Araraquara 2-Taubaté e LT Araraquara 2-Fernão Dias, a primeira construída exclusivamente pela concessionária paranaense Copel e a segunda em parceria com Furnas, subsidiária da Eletrobras. A previsão é que haja uma restrição de escoamento das usinas do Madeira da ordem de 3.850 MW em janeiro, podendo chegar a 6.098 MW em junho de 2017. Portanto, apesar de prontas as usinas, o atraso nas duas importantes obras de transmissão em São Paulo vai comprometer a exploração total da geração de energia 2017. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) reconhece que essas linhas são fundamentais para o escoamento total da energia produzida no Norte para a região Sudeste.

FALTA POLÍTICA PÚBLICA PARA A ENERGIA SOLAR

Segundo Rodrigo Sauaia, presidente-executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o Brasil tem potencial para gerar 164GW de eletricidade em painéis solares instalados em residências, mais do que os 149GW produzidos pelo sistema elétrico brasileiro em 2015. Qual a razão para que os 6 mil sistemas fotovoltaicos instalados nas residências, gerarem apenas 70MW? A resposta está no investimento elevado para instalação que desestimula uma energia que é mais limpa e mais barata no longo prazo. O que falta mesmo é crédito a um juros atraente. Se houvesse uma linha de financiamento deste tipo, a previsão é de que mais de 70% das famílias comprariam um equipamento de energia solar fotovoltaica.

PRODUÇÃO BRASILEIRA DE DIAMANTES DEVE DOBRAR

A exploração da primeira jazida de diamantes primários do país, iniciada em 2016, em Nordestina na Bahia, deve fazer o Brasil dobrar a produção e a exportação de pedras neste ano e elevar os valores atuais entre cinco e dez vezes nos próximos anos. Em 2015, a produção brasileira de diamantes foi em torno de 31,8 mil quilates, um total de US$ 1,5 milhão. A produção mundial, de acordo com o Sistema de Certificação do Processo de Kimber-ley (que controla mundialmente os dados de produção, importação e exportação), foi de 127,34 milhões de quilates, no valor de US$ 13,7 bilhões. No mesmo ano, o Brasil exportou cerca de 34,7 mil quilates ao valor total de aproximadamente US$ 5,7 milhões, ao passo que a exportação mundial foi de 351,4 milhões de quilates ao valor de US$ 42,4 bilhões.

FELIZ 2017! O ANO E AS ESPERANÇAS SÃO NOVAS

É fim de ano. O tempo, o senhor da razão, nos brinda com novas oportunidades e fecha mais um ano. Aqui, agora, quero agradecer a todos os que nos ajudaram a usufruir de mais um ano, amigos, companheiros de trabalho, leitores assíduos ou ocasionais. Feliz 2017! Que possamos ter, no próximo ano, uma vida muito melhor. Até os novos dias que, impreterivelmente, virão.

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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