Resenha Politica

Expedito desfiliado do PSDB há meses; o habilidoso e extravagante Junior Gonçalves; Marcos Rogério não deve disputar o governo – Por Róbson Oliveira

DESFILIAÇÃO 

Embora haja especulação para todos os gostos sobre as eventuais candidaturas em 2022, o que é absolutamente natural, pouco sabem que Expedito Junior não sairá a nada pelo PSDB, pois está desfiliado do partido há mais de três meses. O ex-senador está aguardando o melhor ambiente político para anunciar a filiação ao PSD, partido presidido por Expedito Neto, seu rebento. O PSD, aliás, deverá receber várias filiações nos próximos meses, inclusive alcaides que vislumbram colocar o nome na disputa de 2022.  

CPI 

A Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado apresentou finalmente hoje o conteúdo do voto do relator Renan Calheiros sobre as responsabilidades dos agentes públicos e privados do desastre sanitário com que nossas autoridades lidaram com a pandemia da Covid 19. O principal personagem nesse cenário de horrores que levou a óbito mais de seiscentos mil brasileiros é sem dúvida o presidente Jair Bolsonaro. As condutas descritas no parecer são absolutamente objetivas e exigiriam num país mais sério sanções compatíveis com os crimes, mas poucos acreditam que haja de fato uma responsabilidade em decorrência das irresponsabilidades políticas do Governo Brasileiro face ao caos sanitário.  

HÁBIL 

“A melhor maneira de predizer o futuro é inventá-lo”, é uma frase emblemática que traduz fielmente os movimentos dos bastidores feitos pelo atual Chefe da Casa Civil, Junior Gonçalves, com uma habilidade digna dos mais experientes no ofício da política. Coube ao jovem de gosto extravagante no vestuário, atrair para a influência do governador coronel Marcos Rocha nomes que ampliam o espectro eleitoral do grupo governamental visando a reeleição. A ex-vereadora da capital Cristiane Lopes, Lucas Falador, entre outros, são alguns nomes importantes para as eleições 2022 que Junior conseguiu levar para o grupo, já que o futuro é uma invenção das ações do presente, como exprime a frase acima.  

APROXIMAÇÃO 

O grupo liderado pelo senador Acir Gurgacz (PDT), até então em cima do muro em relação ao governo do coronel, começa a se aproximar da administração a partir de conversas entabuladas pelo chefe da Casa Civil. Em razão dessas movimentações políticas de Junior Gonçalves, ao que parece, pessoas próximas ao senador estariam sendo indicadas para compor cargos no Detran.  

SENADO 

Com a saída de Expedito Junior do ninho tucano, os governistas começam a emitir sinais em direção à deputada federal Mariana Carvalho para que componha a chapa majoritária do governo, como candidata ao Senado. Por enquanto são cenários que estão sendo desenhados e conversados, uma vez que tais junções dependerão também das federações partidárias a serem formadas no plano nacional. Ainda assim, mesmo com eventuais restrições legais, há espaço para apoios informais driblando as amarras legais que a lei eleitoral nova impôs. E quem também foi escalado para atrair os tucanos foi Junior Gonçalves.  

CONFORMIDADES 

No plano nacional a deputada tucana de Rondônia Mariana Carvalho tem sido uma entusiasta do governo federal do capitão, votando nas matérias de interesse de Jair Bolsonaro. Para se encantar com o governo estadual do coronel é só um plus, já que no plano ideológico as congruências entre eles são harmônicas. 

ENQUETE 

Mesmo não contendo elementos científicos para aferir de forma inconteste qual deputado federal da nossa bancada tem o melhor desempenho no Congresso Nacional, a enquete promovida pelo site rondoniaovivo sobre qual deles é mais bem avaliado, revela detalhes importantes para que se avalie cenários futuros. 

FERRAMENTAS 

Os percentuais obtidos pelo deputado federal Léo Moraes em relação aos seus pares comprovam que a enquete está bem próxima da realidade e o credencia a voos maiores, haja vista ser o parlamentar mais engajado nos temas nacionais e locais e aquele que melhor utiliza as plataformas digitais. Ferramentas que vão ser fundamentais nas eleições vindouras.   

CONFLITO 

Houve muita reação contrária à decisão judicial da ministra Carmem Lúcia que concedeu uma liminar suspendendo a ação policial para desocupar uma fazenda em Extrema “invadida” por sem terras. É compreensível a reação contrária à liminar, mas verdade seja dita: a ministra agiu corretamente para evitar que excessos pudessem ser perpetrados já que em Rondônia, estado predominantemente agrário, conflitos dessa natureza têm terminado em tragédias.  

CRIMINALIZAÇÃO 

Embora haja registros históricos de violência no campo protagonizadas por latifundiários, inclusive contra comunidades indígenas, a maioria dos órgãos governamentais veem a luta pela ocupação da terra como movimento de marginais. Criminalizar os movimentos populares é mais fácil do que resolver a questão fundiária e mais barato mandar o estado baixar o sarrafo do que assentar os deserdados. É verdade que no meio desses movimentos existem infiltrados com ânimos ideológicos e que atuam para promover o terror, mas nem todos são bandidos.  

ESPECULAÇÃO 

Cada dia que passa mais se escuta de pessoas próximas do senador Marcos Rogério que ele desista de disputar as eleições de governador. A exposição que conseguiu na CPI da Covid o colocou em visibilidade com o eleitor bolsonarista e, Rondônia, é um oásis da espécie. O problema é que o senador disputa o mesmo eleitor com o governador Marcos Rocha que, aliás, é tão ou mais Bolsonaro do que o senador. Uma disputa entre eles, para o governo, corre o risco de levar ambos ao naufrágio, já que Confúcio Moura, Léo Moraes e Hildon Chaves assistem de longe a briga dos dois pela paternidade.   

AUTOR: RÓBSON OLIVEIRA – COLUNA RESENHA POLITICA –  JORNALISTA 

  • A opinião dos colunistas colaboradores são de sua inteira responsabilidade e não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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