Teia Digital

Executivo terá aumento médio bem menor que os outros poderes – Por Silvio Persivo

Está na hora de, ao menos, perceber o brilho delas. “No fundo de um buraco ou de um poço, acontece descobrir-se as estrelas” (Aristóteles).

AGENDA EMPRESARIAL PRETENDE MELHORAR O COMÉRCIO DE RONDÔNIA

A Confederação Nacional do Comércio (CNC), em parceria com a Federação do Comércio de Rondônia (Fecomércio – RO) e seus Sindicatos Patronais Filiados, realizou na quarta-feira (08) discussões sobre a Agenda Institucional do Comércio – mapa referencial que trará temas de interesse da classe empresarial para o desenvolvimento econômico do comércio. A reunião, de maneira virtual e presencial, aconteceu em Vilhena, com a participação de empresários dos segmentos de bens, serviços e turismo que compuseram os grupos temáticos de Ambientes de negócios, Tributação, Infraestrutura, Regulação, Educação e Bem-estar. Durante o encontro, presidido pelo vice-presidente da Fecomércio/RO, Pedro Jucá, os empresários presentes realizaram a criação de um documento composto por diagnósticos dos problemas e respectivas soluções. Um dos pontos mais incisivos dos empresários foi a questão da segurança pública que tem sido o ponto mais nevrálgico nos centros comerciais com sensível aumento da criminalidade inclusive sendo o motivo de fechamento de diversas empresas que foram vítimas de sucessivos assaltos, daí ter sido tratado como um tema prioritário. O vice-presidente da Fecomércio/RO, Pedro Jucá, avaliou que “O encontro de hoje é muito significativo para o avanço econômico do nosso Estado, pois os documentos gerados demonstram a força coletiva da classe empresarial em torna-se agente propositivo – e não apenas passivo – das resoluções. Com a orientação da CNC, e o posterior apoio dos parlamentares federais, vislumbramos novos cenários para os anseios dos empreendedores do comércio de bens, serviços e turismo, bem como a possibilidade de mais geração de empregos e fomento da classe trabalhadora”. O evento foi um momento de construção da agenda que visa melhorar o ambiente de negócios e fomentar propostas de políticas públicas. Depois de formatadas, as propostas serão encaminhadas aos parlamentares para defesa do desenvolvimento econômico do comércio de Rondônia.

EXECUTIVO TERÁ AUMENTO MÉDIO BEM MENOR QUE OS OUTROS PODERES

Para o bem, ou para o mal, a realidade é que o período do governo Jair Bolsonaro foi o único mandato presidencial a registrar queda nas despesas, desde 1997, com pessoal e encargos sociais do Executivo, Legislativo e Judiciário. No total os gastos recuaram de R$ 383,8 bilhões, em 2018, para R$ 343,4 bilhões em 2022, em valores corrigidos pela inflação. Os dados atualizados pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) são do Tesouro Nacional. A falta de reajustes no período de pandemia de covid-19 limitou o custeio. É evidente que isto não vai se repetir no atual governo, não apenas pelas circunstâncias diferentes (o atual governo não enfrenta uma pandemia), mas também porque já foram feitos novos aumentos salariais no Judiciário e no Legislativa e, em breve, embora seja sempre bem menor, serão feitos novos aumentos no Executivo. Não se pode deixar de lembrar também que, antes do 2º turno das eleições presidenciais, o ex-ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que os funcionários públicos poderiam ter aumento real –acima da inflação– de 2% em 2023. Para o outros poderes foi dado um aumento bem maior, mas tudo indica que o Executivo, com o anunciado possível aumento de 6%, terá um acréscimo menor do que se Bolsonaro governasse.

EVOLUÇÃO DOS EMPLACAMENTOS DE CARROS ELÉTRICOS

O setor de carros elétricos no Brasil tem crescido significativamente nos últimos anos e deve continuar crescendo forte em 2023. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico, em janeiro de 2023, os emplacamentos de veículos leves elétricos alcançaram 4.503 unidades, um aumento de 76% em relação ao mesmo período do ano anterior, e 241% em comparação com janeiro de 2021.  Para Ricardo David, sócio-diretor da Elev, empresa que fornece soluções para a eletromobilidade, a eletrificação de veículos é uma realidade que veio para ficar e não deve ser ignorada. “O cenário atual é próspero e precisamos buscar cada vez mais formas de incentivar essa indústria. O Brasil tem um potencial gigantesco para crescer nesse mercado, seja na produção dos automóveis ou no exemplo de um país que tem como principal característica uma frota que usa energia limpa”, afirmou o executivo. A transição para a eletrificação de veículos é uma oportunidade para o Brasil reduzir a sua pegada de carbono, além de estimular impactos positivos na economia e na qualidade de vida das pessoas. É preciso assinalar que este crescimento tem uma grande participação da China, pois cada vez mais empresas do gigante asiático têm investido no Brasil e com as melhorias recentes da autonomia e da resistência dos veículos chineses, há uma tendência de vermos cada dia mais brasileiros buscando marcas como a BYD ou a CAOA Cherry.

FRANQUIAS TIVERAM FORTE CRESCIMENTO EM 2022

Em 2022, o mercado de franquias brasileiro recuperou-se e deu sinais de crescimento segundo o balanço anual da ABF- Associação Brasileira de Franchising. O faturamento das redes no País superou, pela primeira vez, os R$ 211 bilhões, passando de R$ 185,068 bilhões em 2021 para R$ 211,488 bilhões em 2022, um crescimento nominal de 14,3%, índice superior aos 12% projetados pela ABF. Com isto, desde o pico da pandemia, são oito trimestres ininterruptos de crescimento. Na comparação com 2019, o crescimento do franchising foi de 13,2%, naquele ano a receita foi de R$ 186,755 bilhões. Já no quarto trimestre de 2022, cuja comparação se deu com igual período do ano anterior, a alta da receita foi de 12,6%, alcançando R$ 63,800 bilhões. Quando comparado ao quarto trimestre de 2019, o crescimento chega a 16,1%. Em 2022, o setor registrou ainda expansões expressivas em número de unidades, redes de franquia e empregos diretos, o que corrobora o robusto desempenho do setor no ano. Entre os principais fatores que contribuíram para este desempenho estão o forte retorno do comércio e atividades presenciais ao longo de todo o período, a recuperação da taxa de emprego, o avanço da digitalização e de outros canais de venda, principalmente o delivery, e os ganhos advindos das lições da pandemia (principalmente em relação à maior eficiência e adaptabilidade).

AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

  • A Opinião dos colunistas colaboradores são de sua inteira responsabilidade e não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: BRASIL É O 8º MERCADO DE MÚSICA GRAVADA DO MUNDO – Por Silvio Persivo

    Com um faturamento de R$ 3,958 bilhões, crescimento de 14,1%, segundo a Pró-Música Brasil, o Brasil se tornou o 8º maior mercado de música gravada do mundo em 2025. Do total do faturamento cerca de R$ 3,4 bilhões vieram do streaming, que aparece como principal motor das receitas do setor.  Neste cenário, a Associação Brasileira da Música Independente (ABMI) amplia sua agenda de conexões comerciais por meio do BMK (Brazil Music Market), um projeto voltado à aproximação de artistas, selos e empresas com profissionais e oportunidades da indústria musical. Em outubro, são previstas ações no Formemus, no Espírito Santo, e, em novembro, na Semana Internacional de Música de São Paulo (SIM São Paulo). Para Talita Cordeiro, diretora-geral da ABMI, o avanço do mercado brasileiro precisa se traduzir em oportunidades concretas para as empresas independentes. A discussão envolve o acesso a novos mercados, a construção de parcerias comerciais e a capacidade de transformar a circulação internacional da música brasileira em negócios sustentáveis. FONTE: COLUNA TEIA DIGITAL –  POR SILVIO PERSIVO

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