Resenha Politica

Euma Tourinho – estão incomodados com o colete que usa, do que com o conteúdo que carrega no bolso do vestuário- Por Robson Oliveira

PESQUISA

Se depender dos dados, ao que parece, extraídos pela assessoria do prefeito da capital de uma pesquisa que pulula por aí, a sucessão para o paço municipal está definida em razão da sua influência sobre os votos e o eleitor. Pelo release, será uma eleição homologatória da ungida para sucedê-lo pelos quatros próximos anos. É óbvio que a candidata apadrinhada de Chaves passa a ser uma forte candidata com probabilidades de vitória, mas cravar que é imbatível por tais circunstâncias vai uma distância incomensurável para quem é do ramo eleitoral. O instituto responsável pela pesquisa é respeitado e sempre atendeu clientes importantes da capital em outras campanhas.

CENTELHA

Diz o adágio que em eleição e mineração o resultado é conhecido somente após a apuração. Na literatura eleitoral brasileira há inúmeros registros de pesquisa apontar um vitorioso e, após as urnas apuradas, o resultado ser bem distinto daquele previsto nos percentuais pesquisados. O próprio Hildon Chaves é um exemplo desta máxima quando saiu vencedor de um pleito quando poucos acreditavam. Reprisar a mesma gabolagem é esquecer que na política basta uma mínima centelha para uma candidatura virar cinzas.

PESQUISAS

Nas eleições estaduais passadas a maioria das pesquisas apontavam que Marcos Rocha venceria ainda no primeiro turno levando à vitória, junto consigo, a candidata ao Senado e quase todas as vagas da Câmara Federal. Apuradas as urnas no primeiro turno de 2022,  a profecia estatística não se confirmou.

CEDENDO

Para sair vitorioso na reeleição, a turma de Rocha foi obrigada abrir o cofre estadual aos prefeitos, negociar espaços no governo com opositores e apelar na surdina por alguns votos envergonhados das esquerdas, se não teria perdido para Marcos Rogério, candidato que foi ao segundo turno com Marcos Rocha tecnicamente empatados.

CHOQUE

Não fosse essa tropa de choque de políticos de todos os matizes pedindo votos para o governador Marcos Rocha, além de uma certa empáfia do adversário em dialogar com outras forças partidárias, certamente o resultado poderia ter sido outro. Lembrando ainda que, na véspera do segundo turno, todas as pesquisas divulgadas indicavam Marcos Rogério favorito, mas o resultado final todos sabem qual foi. Campanha tem começo, meio e fim, embora alguns iniciem a campanha pelo final.

IMPONDERÁVEL

A administração de Hildon Chaves na capital é boa sim. Fez muito mais que todos os antecessores juntos e estabeleceu algo até então inédito no município que é iniciar e concluir as obras (raras são as exceções) em tempo consideravelmente razoável. Merece por justiça o reconhecimento dos munícipes. O problema é achar que é uma unanimidade: o que não é. Erra, no entanto, ao somar as variáveis pesquisas de aprovação com aquela indicada como regular. É uma soma que na estatística é cientificamente equivocada. O problema de eleição é o imponderável, um detalhe importantíssimo que dificilmente as pesquisas colhidas um dia anterior às eleições identifica.

EXPERIÊNCIA

Quem transita no mundo e submundo das eleições no município de Porto Velho aprende na marra que nem sempre o resultado final das eleições é aquele monitorado dia a dia. Porto Velho tem um eleitor complexo que não aceita o garroteamento prévio, e vota munido de observação atenta aos debates, ao perfil do candidato e às propostas objetivamente consideradas na campanha. A experiência ensina também que um número robusto de inscritos para votar decide o voto nos últimos três dias da eleição. Portanto, até a última semana das eleições os candidatos terão que administrar as campanhas de olho nos números que monitoram o dia anterior à campanha.

BIRUTA

Isso não significa que as pesquisas de forma geral erram. Erram também, mas a média é o retrato do dia em que os dados são colhidos. Portanto, são dados mutáveis que se ressignificam conforme as circunstâncias políticas de cada momento em que são tabulados. É também uma ferramenta indispensável ao candidato que capta aquilo que o eleitor pensa e quer na administração. Não é algo vulgar como alguns pensam, é um poderoso dado para uma campanha na mão de quem sabe abstrair dos dados ocultos aquilo que poucos veem. Sem tais dados, bem interpretados, o candidato fica à mercê de improvisos feito biruta de aeroporto que se move inesperadamente em razão dos ventos. Razão pela qual alguns candidatos perdem uma eleição aparentemente ganha num soprar dos ventos.

SAÚDE

A saúde pública, em qualquer pesquisa que se aplique em Rondônia, aparece como a principal carência da população. As críticas ao sistema de saúde pública estadual são a única unanimidade e sem indicativo de melhoria. Ao contrário, piora a cada dia sem quem nenhum governante consiga apresentar dados alvissareiros.

VISÃO

As unidades hospitalares, principalmente o Pronto Socorro João Paulo II, funcionam em condições desumanas. A área da saúde continua a ser o grande desafio aos candidatos à prefeitura, que, nas campanhas, prometem as mais variadas soluções, mas quando vencem, deixam nas mesmas condições que encontraram. Saúde pública exige espírito público e competência de gestão para aplicar de forma correta e eficiente os parcos recursos disponíveis a salvar as vidas dos munícipes. Quem administra recursos destinados à área não pode gerenciar com uma visão privada do setor, uma vez que mais importante que o lucro é a vida de quem mais necessita de assistência.

HEURO

No final semana a TV Record veiculou uma matéria exatamente sobre as péssimas condições do hospital João Paulo II, além de críticas acerbas à obra prometida de construção do Heuro, em Porto Velho.

DESCASO

A matéria está sendo distribuída nos mais variados grupos de WhatsApp, especialmente pelos pré-candidatos a prefeitos de oposição. O seu conteúdo revela o descaso dos nossos governantes com o erário e o desprezo com o eleitor mais carente da pirâmide social. É uma obra prometida pelo atual governador em duas eleições consecutivas, envolta em suspeitas de irregularidades no processo que escolheu a empresa vencedora do leilão destinado à sua construção. É uma matéria com endereço e alvo definidos, mas retrata o quanto nossos políticos mentem aos eleitores para conseguir o voto.

INVESTIGAÇÕES

Há inúmeros procedimentos investigativos em andamento sobre as condições da saúde pública em Rondônia e eventuais atos de improbidade. Em breve a população será informada sobre alguns destes procedimentos que estão adiantados na persecução penal. Há um caso curioso envolvendo inclusive uma agente pública de segurança que supostamente fornecia informações confidenciais a um grupo investigado por ser fornecedor do estado. É uma investigação que tende a escalar o STF em razão dos laços sanguíneos com uma autoridade com prerrogativa de foro, com dados investigatórios, segundo a coluna apurou, compartilhados com outras esferas onde os procedimentos estão em apuração.

GUAJARÁ

Menos de uma semana após o retorno à titularidade da prefeitura de Guajará-Mirim, a Justiça Estadual voltou a afastar a prefeita Raissa Bento por suspeita de fraudes às licitações, usurpação de função pública, violação do sigilo funcional, entre outros. O município de Guajará-Mirim tem sido vítima de administrações desastrosas que eventualmente confundem o público com o privado sem o menor pejo. Uma pérola onde árabes, judeus, entre outras etnias, construíram uma história que ainda encanta os rondonienses. É uma pena que as castas políticas do município não tenham percebido que a Pérola do Mamoré merece um alcaide tão digno quanto os antepassados pioneiros. Administração Pública de Guajará, infelizmente, tem sido um problema de polícia. Já que a política insiste em  ficar a margem da lei. Todos esperam que desta vez a prefeita não volte nunca mais.

FLORESTA TIPO B

Mesmo sendo criticado exaustivamente pelos setores mais extremados da política estadual, o senador Confúcio Moura (MDB), de forma silenciosa, conseguiu convencer o governo federal a revisar o Decreto nª 11.688, que afetava mais de 70 mil produtores rurais rondonienses com medidas ambientais restritivas, principalmente à regularização fundiária e ao crédito. Com a mudança os produtores rurais poderão regularizar suas propriedades junto ao INCRA e adquirir toda a assistência técnica governamental, além de financiamentos nas esferas pública e privada. Uma revogação que silencia os críticos do senador por uma suposta traição ao setor produtivo.

  PERFIL

A pré-candidata a prefeita da capital Euma Tourinho (MDB), juíza aposentada, começa a se movimentar com desenvoltura sem os apoios ostensivos dos partidários. Não fez ainda comentários públicos que revelem quais as linhas gerais das propostas para a administração; mas, por natureza, é ousada e possui temperamento forte o suficiente que pode chamar a atenção do eleitor nos debates.

COLETE

Conhecida nos meios forenses pela contundência, nos meios sociais pela temperança, é uma incógnita na política. No entanto, é bom não subestimar a emedebista porque já vi um filme parecido com o mesmo perfil. Falta-lhe orientação mais apurada para que a desenvoltura seja leve e firme, sem cair na ingenuidade da obviedade. Tudo indica que alguns setores estão mais incomodados com a bobagem do colete que usa do que com o conteúdo que carrega no bolso interno do vestuário.

RESENHA POLITICA – POR ROBSON OLIVEIRA

 

 

 

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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