Cidades

“Eu conquistei meus votos”, diz Hildon Chaves ao avaliar eleições; prefeito fala de obras, promessas e avanços na Prefeitura

“O Brasil nunca passou por um momento desse. Na verdade, é um sentimento de revolta com a classe política e ninguém está preparado para responder o que aconteceu nesse primeiro turno”, disse o prefeito Hildon Chaves em visita ao RONDONIAGORA nesta segunda-feira (14), ao analisar a cenário das eleições 2018. O gestor ainda fez uma análise da sua administração, destacando obras, pontos positivos e elencando seu maior desafio nesses dois anos de governo.

Ao ser questionado se a ascensão do candidato Marcos Rocha (PSL) teria alguma semelhança com a disputa à Prefeitura de Porto Velho, quando ele aparecia somente com 9% das intenções de voto nas pesquisas dos principais institutos em 2016, Hildon Chaves diz que são situações diferentes e não há como haver comparação. “Eu conquistei todos os meus votos, diferente dele (Marcos Rocha) que levou por causa do Bolsonaro. Marcos Rocha é um cheque em branco. Você não sabe o que a pessoa vai fazer. Não é um cheque em branco que a pessoa vai preencher e pagar uma conta. É um cheque em branco para fazer o que ele quiser. Eu acho que agora é hora da população, pelo menos, olhar, ver em quem votar, conhecer as propostas”, avaliou.

Para o prefeito, a renovação da Câmara Federal pode ser ainda mais benéfica para Porto Velho, uma vez que quatro deputados eleitos são moradores da Capital – Mariana Carvalho (PSDB); coronel João Chrisóstomo (PSL); Mauro Nazif (PSB) e Léo Moraes (Podemos), e cada parlamentar teria R$ 15 milhões de emenda anual. Conforme Hildon, a bancada atual destinou várias emendas e os quatro, junto com o “Expedito Neto (PSD), que tem base política mais no interior, mas tem relação direta comigo ou com Porto Velho, acredito serão bons para nossa cidade. E Porto Velho precisa manter um olhar atento para a bancada federal, porque todos os governadores que passaram por aqui nos últimos anos, governaram de costas para Porto Velho. Eu não sei se é porque o prefeito da capital é um potencial candidato a governador ou senador e por isso tentam matar na casca, nem que para isso tenha que se matar a cidade. Eu não sei se é essa a questão. Então se eu puder replicar aqui o que aconteceu em vários momentos no Amazonas, no Acre e em vários estados onde o prefeito da Capital é do mesmo partido do governador, esse seria o desenho perfeito para Porto Velho, isso pode acontecer agora ou não. O Confúcio, na minha eleição, prometeu 100 Km de asfalto para o Pimentel, no primeiro turno, depois prometeu 100 Km para o Léo Moraes e para mim não veio nenhum”, destacou o prefeito ao afirmar que o candidato Expedito Júnior (PSDB), seria mais interessante para conquistar as melhorias para Porto Velho, pois já existe um relacionamento de amizade entre os dois.

“O coronel Marcos Rocha, eu o conheço também, não tenho nada contra ele, mas é uma incógnita. Porto Velho precisa de ajuda, pois é uma capital de Estado, onde 58% das ruas não são asfaltadas”, enfatiza o prefeito afirmando que esses problemas, junto com a falta de saneamento, afetam também a área da saúde e deixam a população expostas a doenças tanto no verão quanto no inverno. “A população de Porto Velho vem sendo castigada há muito tempo, então precisa de uma postura firme do governo”.

“Eu conquistei meus votos”, diz Hildon Chaves ao avaliar eleições; prefeito fala de obras, promessas e avanços na Prefeitura

Obras 

Segundo o prefeito, Porto Velho tem obras em execução em vários pontos da cidade. Citou o asfaltamento e drenagem do Bairro Mariana; asfaltamento e, na sequência, drenagem dos bairros Flamboyant e Conceição; programa de recapeamento na região Central da cidade. “No programa todo, são 10 Km de recapeamento na região Central. Mas é importante deixar claro que o nosso programa de asfaltamento ficou comprometido por conta da alta do petróleo, que deixou nossas atas em desacordo com o mercado. As empresas que nos entregavam asfalto não conseguiram nos entregar mais porque teriam prejuízo. Então, já refizemos uma parte da licitação e falta fazer outra ainda, porque não previa essa oscilação do petróleo, mas ainda assim neste ano concluímos a Goianésia. E temos em andamento a obra do CIE, Padrão, drenagem e asfaltamento da Raimundo Cantuária até a Mané Garrinha. E a maior obra de drenagem do Flamboyant, que pega boa parte da Zona Leste da Capital, e a revitalização da EFMM e asfalto no Bairro Mariana”, disse.

Outras obras que ainda devem começar ou serem ampliadas são recapeamento de mais de 70 Km de via em Porto Velho, com recurso de emenda parlamentar (parte dos R$ 32 milhões) que será ainda licitado ou o 5º BEC irá fazer. Em fase de aprovação, já no Ministério da Integração, estão os projetos dos bairros Lagoa e Igarapé; a continuidade da Rio de Janeiro até o Orgulho do Madeira, e a continuidade da Calama até o Cristal da Calama, com recurso da emenda impositiva de bancada. “É coisa segura, coisa que já tem o recurso”.

PPP

Bastantes defendidas pelo prefeito, as Parcerias Público Privadas (PPPs) estão em fase de estudos e as mais avançadas são a de água e esgoto e iluminação, que devem entrar em fase de contratação até março do ano que vem. Nesse caso, a prefeitura irá escolher o melhor projeto mediante critério objetivos. Os estudos não geram custos para a Prefeitura, se optar pelo cancelamento. “A empresa ganha pelos critérios e vai ter direito de explorar o serviço. São obras de grande porte, então, é preciso empresas bem estruturadas. Terá que ter uma agência reguladora que, possivelmente, será a Agência de Desenvolvimento”.

Alagamentos

Com a aproximação do período de chuvas, é comum o portovelhense conviver com alagações, mas Hildon Chaves garante que onde a prefeitura está trabalhando, os transtornos neste ano já serão menores. “Deve resolver uma parte esse ano e definitivamente ano que vem. Esse ano (início) já alagou menos no Flamboyant. Não posso garantir que 100% da drenagem vai estar pronta porque estamos trabalhando na drenagem principal, que seria o equivalente a espinha dorsal, as costelas são as drenagens laterais, mas eu acredito numa melhora significativa. Para resolver a alagação em Porto Velho é fazer drenagem, o que representa metade do custo do asfaltamento. Por exemplo, para levar a Calama até o Cristal da Calama, a previsão é de R$ 11 milhões e são apenas três quilômetros. Esse valor porque a drenagem está muito longe e ela pesa muito”, esclareceu, destacando que para fazer a drenagem em toda a capital seriam necessários cerca de R$ 500 milhões.
Segundo o prefeito, hoje a prefeitura tem crédito para fazer grandes obras, pois conseguiu melhorar a nota de avaliação de D para BBB, abrindo as portas e Banco Mundial e outras formas de financiamentos a longos prazos.

Arrecadação

A reforma administrativa realizada no começo da gestão ajudou a reduzir custos, mas o combate ao desperdício é o que faz melhorar a aplicação dos recursos. “A folha de pagamento sobe, por crescimento vegetativo. Mas fizemos ajustes de administrativos. No primeiro semestre de 2016, foram gastos R$ 16 milhões de combustíveis. No mesmo período do ano seguinte, mesmo com 2 mil Km de estradas recuperadas, mais 45 Km de asfaltado, 20 Km de recapeamento, limpeza da cidade inteira, gastamos R$ 8 milhões. Na manutenção de veículos e máquinas, a gestão anterior gastou R$ 14 milhões, nós gastamos R$ 3,5 milhões e recebemos as máquinas no estado de miséria e neste ano até agora gastamos R$ 3,8 milhões. Foi uma economia considerável e com essa racionalização dos nossos gastos, a prefeitura compra mais barato porque implantamos a cronologia da ordem de pagamento, então o fornecedor de bens e serviços sabe que vai receber”.

Para tentar melhorar a arrecadação municipal, a prefeitura está realizando o a atualização da Planta Genérica de Valores (PGV) que irá revisar os valores de IPTU na Capital.

Sobre a redução dos comissionados, o prefeito explica que enviou o projeto de lei para a Câmara de Vereadores, solicitando autorização para reduzir 10% dos valores dos cargos comissionados, mas até hoje não foi aprovado.

Transporte escolar

Os problemas com o transporte escolar, existentes desde o início da gestão, resultaram em um pedido de afastamento do prefeito na Câmara de Vereadores. Hildon considera que o pedido “parece uma encomenda”. Ao Jornal, ele detalha que as três empresas que prestavam o serviço de transporte escolar são problemáticas, e um foi descredenciada, entrando uma nova, do Estado do Acre, que ganhou as linhas de União Bandeirantes e Rio Pardo. “Esse pedido fala que estaria colocando a vida das crianças em risco porque os veículos são velhos, mas as duas empresas têm ônibus com mais de 12 anos de idades e essa tem 9 anos, que seria a frota mais nova. Então, é risível, o pedido é inepto”, avalia, afirmando que a licitação definitiva do serviço de transporte escolar está em andamento.

Saúde

“Hoje já diminuiu muito a reclamação por saúde em Porto Velho. Elogios, você não vai encontrar em lugar nenhum do Brasil, isso é um problema nacional. O país assumiu a missão de universalização da saúde na CF de 1988 e a cada dia que passa a atribuem mais ônus para os municípios e a União se omite mais. E está difícil fechar essa conta”, reafirma o prefeito.

Entre as melhorias, ele diz que as unidades de saúde apresentam muitos problemas na parte elétrica, o que danifica equipamentos, a Emdur está reformando este setor.

Sobre a expectativa de implantar as OSS, Hildon disse que houve uma reação negativa muito forte, então a opção foi por construir um caminho alternativo com os trabalhadores da saúde. “Hoje a secretária é uma enfermeira do quadro da Semusa. Eu diria que os nossos servidores da saúde estão administrando a saúde em Porto Velho, praticamente sem interferência do prefeito, sem interferência externa. Nós trouxemos dois secretários externos e não deu certo e eu estou dividindo essa responsabilidade com os nossos servidores. O adjunto é do quadro também. Então estou apostando as nossas fichas nesse caminho e me parece que está indo bem”.

Falando sobre essa reação negativa, o prefeito avalia que “há é uma falta de entendimento conceitual. Eu diria que ela não está descartada. Eu poderia na unidade de Jaci-Paraná, onde eu não tenho pessoal, fazer um projeto piloto. Isso não é uma coisa que você implanta do dia para a noite. Hoje nós temos um gasto de saúde em torno de 28%, quando obrigatório é de 15%. Essas OSS não acontecem rapidamente. Onde foi implantado é uma questão de 15 a 20 anos para fazer uma transição de um modelo desse, porque o pessoal estatutário continua, eles podem ou não trabalhar numa modelo desse. Houve uma reação negativa tão forte”.

Promessas não cumpridas

“Minha dificuldade é o Centro de Abastecimento Agrícola (Ceasa), é o que está mais atrasado. Talvez eu consiga cumprir parcialmente, mas estamos com uma atuação muito intensa no campo e uma coisa compensa a outra. Nós já escavamos 200 mil metros de tanque de peixe, temos o pro-café, já levamos mais de 2 mil toneladas de calcário, aumentamos a produção de inhame. Entendi que primeiro preciso fortalecer essas agriculturas que são seguras”.

Pontos fortes

“Organização da máquina administrativa. Nós devemos concluir a administração com pelo menos 200km de asfalto, já finalizamos 50% da iluminação, como estrada da Penal, dos Periquitos, a limpeza da cidade, articulação política para a retomada da obra dos viadutos, e dou crédito para crédito para cada um dos representantes/parlamentares, não interessa se é aliado ou não. E com isso já trouxemos mais de R$ 150 milhões de emenda para Porto Velho”.

FONTE: RONDONIAGORA.COM

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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