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Espaço alternativo para transferência de Lula existe e está pronto

Diretor do Departamento Penitenciário conta que um espaço limpinho e cheiroso, além de seguro, foi oferecido como opção para a prisão do ex-presidente

O ex-presidente Lula completou uma semana preso na carceragem da Polícia Federal de Curitiba. O tempo foi suficiente para virar de ponta-cabeça a rotina do departamento policial e seu entorno pela presença de imprensa nacional e estrangeira, de grupos de manifestantes a favor de sua prisão e acampamento de movimentos que pedem a sua libertação.

A brusca interferência na rotina do local fez com que policiais procurassem o juiz Sergio Moro, responsável pela Lava Jato, para pedir que Lula fosse transferido para outra prisão, de preferência fora do perímetro urbano. Moro teria manifestado disposição em deixá-lo onde está por mais um tempo. Mas uma mudança não está descartada.

Se policiais federais não querem Lula por perto, o diretor do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen) diz que está pronto para receber o ex-presidente. Luiz Alberto Cartaxo Moura afirmou que já tem lugar reservado para o petista no Complexo Médico Penal de Pinhais, presídio que desde março de 2015 acomoda presos da Lava Jato. “O espaço para ele está pronto”, diz. Hoje a sexta galeria do presídio abriga 13 detentos enviados para lá por Sergio Moro.

Há condições de acomodar o ex-presidente Lula no Complexo Médico Penal?

– Sem problemas. O espaço para ele está pronto. Isso existe. Ele terá prerrogativas de ex-presidente. Ele pode optar pelo convívio ou pelo não convívio [com outros presos], porque não sabemos as consequências das inimizades que ele possa ter lá dentro. Então se ele quiser ficar isolado ou se quiser ter um ou dois companheiros de cela é possível também. Quem vai decidir isso [ficar sozinho ou com outros presos] é ele e a defesa dele. Na Polícia Federal ele não tem possibilidade de estudar, possibilidade de trabalhar, possibilidade de ter remissão pela leitura [abatimento de dias de pena a cada livro lido]. A área que ele ficaria seria absolutamente segura.

Seria a sexta galeria?

– Tem uma outra opção, próxima [da sexta galeria]. Um espaço que existe lá há algum tempo e está desativado. Mandei reativar, está pronto. Se for necessário, será utilizado. O que me preocupa na decisão de uma remoção dele é o ambiente externo. Se eu tiver cobertura da Polícia Militar na área externa, não tem com o que me preocupar. Aqui em Curitiba as nossas unidades militares estão em áreas residenciais. O mesmo problema que foi gerado na Polícia Federal [acampamento] irá ser gerado na frente dos quartéis se fosse conveniente mandá-lo para uma unidade militar. O Complexo Médico Penal passa a ser uma opção viável para evitar esse tipo de problema, porque está dentro do mato e há possibilidade de realizar um bloqueio e acomodar os movimentos sociais sem qualquer tipo de problema, desde que haja cobertura da Polícia Militar para isso.

O senhor já foi procurado sobre esse assunto?

– Já. Recebi uma consulta da Secretaria de Segurança (quinta, dia 12) se seria possível custodiá-lo e eu falei que sim. Estou aguardando a decisão do juiz. O Sergio Moro vai precisar dele para outras audiências, porque tem pelo menos mais dois processos em andamento. Tem o do apartamento de São Bernardo e tem o do sítio [de Atibaia] também.

CONFIRA: Um raio-X do presídio que abriga os presos da Lava Jato

Desde quando o Depen se prepara para receber Lula?

– Desde quando começaram os julgamentos no Supremo a respeito do assunto, a gente tinha que estar preparado e nós tomamos providências práticas internas lá no CMP. Começamos a reservar um espaço que tem que ser separado dos demais, salvo se ele quiser ir para o convívio normal.

Como é a sala reservada?

– É uma sala sete de por quatro metros, cama, banheiro, mesa, cadeira, janela externa, coisa que ele não está tendo na Polícia Federal.

Houve dificuldade de adaptação da cadeia em relação aos presos da Lava Jato, em 2015?

– Não houve dificuldade de adaptação porque eles são mais fáceis de lidar. É muito pior você lidar com um líder do PCC do que com o presidente da República. O Lula é um santo perto de um cara desses. O Cunha é um anjo perto de um cara desses. Ele não tem potencial de violência, não gera preocupação. A preocupação que gera para nós é com cuidados em relação ao tratamento. Nem tanto mar, nem tanto a terra. Eu não posso permitir regalias em hipótese alguma, mas ao mesmo tempo eles são presos especiais que requerem outros cuidados por conta desta condição. Eu não posso permitir que haja uma falha de segurança e a gente perca um preso desses, por exemplo. Seja por alguém matar ou se o preso fugir, eu viro notícia internacional.

Quais foram as mudanças?

– Nenhuma. As celas foram apenas limpas e pintadas . A comida é a mesma, igual a de todo o sistema. Já havia sistema de banho quente. Sempre foi banho quente, porque é uma unidade médica.

Hoje a sexta galeria abriga que tipo de preso, além dos da Lava Jato?

– São presos idosos, cadeirantes, de colarinho branco e cíveis, que são os que ficam devendo pensão alimentícia. Não oferecem riscos.

Houve doações dos presos da Lava Jato para outros presos?

– Isso para o CMP inteiro. A sexta galeria é uma galeria limpa, arrumada, tudo em ordem, tudo cheiroso. Não tem cheiro de cadeia porque não se lava roupa lá dentro. Essa roupa úmida que não seca é que dá esse cheiro de cadeia, de bolor. Eles mandam lavar fora. A família leva e traz de volta. O sujeito usa durante a semana quatro camisas, três calças e está resolvido. A roupa íntima, meias e cuecas, eles ainda lavam. Mas lavam e já secam. Eles têm as lideranças lá. Hoje parece que é o Cunha e o André Vargas que dão as cartas e todo mundo obedece e cada um faz o seu papel para ficar tudo limpinho e organizado lá.

Eles se adaptaram?

– Eles trouxeram a cultura de uma vida de hotéis cinco estrelas e residências de alto padrão e querem que aquilo se aproxime o máximo possível da realidade deles.

Há diferença ou privilégio na entrada de material ou alimentos para os presos da Lava Jato?

– O que diferencia é a qualidade [do que a família leva para o preso]. Bolacha, por exemplo, é permitida a entrada de seis pacotes de bolacha de até 200 gramas por semana. O preso pobre é bolacha Maria. O rico é Bon Gouter. Essa é a diferença. O pobre leva amendoim e o rico leva pistache.

Os presos da Lava Jato adquiriram linguagem ou gestual dos outros presos?

– Eles não foram submetidos ao convívio geral. O convívio deles é com eles mesmo, é uma situação bem diferenciada.

FONTE: FOLHAPRESS

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RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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