Esporte

Empresa da família de senador “das pedaladas” prepara mudanças e funcionários temem desemprego

Eucatur, que pertence a família do senador Acir Gurgacz vai mudar quadro societário; Veja ainda, Gurgacz indica para segundo escalão do MTE condenado pelo TCU

Tá tudo errado

Os sindicatos de Rondônia realmente precisam mudar suas diretorias. Praticamente todas as entidades sindicais estão com débitos em função de processos judiciais. Além do Sindisaúde, que está praticamente quebrado, o Sinjur, dos servidores do judiciário deve mais de meio milhão de reais em honorários que não foram pagos e agora corre o risco de perder o edifício sede. Interessante observar que todos os descontos sindicais são feitos nos contracheques, mas contas, pelo visto, não estão sendo pagas.

O mesmo problema

Acontece com o Sindisaúde. Esta semana os sindicalizados vão às urnas para escolher uma nova diretoria (ou insistir com os mesmos de sempre). Vamos torcer para que os eleitores não se deixem levar por velhas promessas de grupos que já ocuparam a direção do sindicato no passado e são diretamente responsáveis pela atual condição da entidade.

Enquanto isso

Fortes rumores revelam que a Eucatur deverá passar por mudanças em seu quadro administrativo, inclusive com mudanças de sócios e CNPJ. Essas alterações seriam em função das eleições de 2018. Não é novidade nenhuma que a empresa responde a mais de uma centena de processos e ela pertence à família do senador Acir Gurgacz (PDT), virtual candidato ao governo em 2018. Essa mudança seria uma forma de tentar “desgrudar” o nome do senador dos problemas judiciais da empresa.

A questão

É que tem muito funcionário com medo de perder o emprego devido a essas mudanças. Normalmente nos finais de ano a Eucatur disponibilizava até 300 ônibus extras para atender a demanda. Esse ano isso não aconteceu e eles ainda colocaram os motoristas em férias coletivas, o que sinaliza uma queda nas vendas de passagens aéreas.

Operação Articulados

Atualmente dois problemas sérios atormentam a família Gurgacz na justiça, uma ação que tramita na justiça federal por suposta fraude financeira em uma operação de mais de R$ 19 milhões que foi descoberta pela Polícia Federal. Em 2008 agentes da PF realizaram buscas e fizeram apreensões na residência do empresário Assis Gurgacz, pai do senador Acir Gurgacz. Na época foram apreendidos U$ 13 mil, além de R$ 11 mil em dinheiro e documentos fiscais em Cascavel (PR) e Ji-Paraná (RO). Segundo a denúncia, a Eucatur teria apresentado ao Basa (responsável pelo empréstimo) sete ônibus articulados (que faziam o transporte urbano em Manaus – AM) apreendidos, fabricados em 1993, com documentos ideologicamente falsos, constando que esses veículos teriam sido fabricados em 2004.

Outra ação

Tramita no Tribunal de Contas da União e Justiça Federal e diz respeito a um convênio entre a Fundação Assis Gurgacz (FAG) e o Ministério das Comunicações,em 2004. Segundo a denúncia os acusados desviaram R$ 4.571.825,50 em valores atualizados, do Governo Federal. O desvio teria ocorrido em um convênio firmado com o Ministério das Comunicações. O objetivo era instalar cinco telecentros comunitários para que jovens carentes tivessem acesso à informática. Quatro desses telecentros seriam móveis, cada um com 12 computadores. Auditorias realizadas, no entanto, mostraram que a população destinatária nunca teria sido atendida. O grupo de Assis Gurgacz teria superfaturado os equipamentos e simulado a aquisição de ônibus que já seriam do mesmo grupo (Eucatur). Também está documentado o uso da modalidade convite para licitações com valores acima de R$ 80 mil, o que seria proibido. Licitações teriam sido pagas com cheques em valores abaixo de R$ 100 mil para não chamar a atenção. Além disso, segundo o MPF, os bens licitados não foram localizados.

Os acusados

Entre eles o senador Acir Marcos Gurgacz, além de seu pai Assis Gurgacz, e Jaqueline Gurgacz apresentaram defesa prévia com quatro argumentos. Todos foram rejeitados pela juíza federal Lilia Côrtes de Carvalho de Martino, em decisão publicada em abril do ano passado. As empresas “Comercial Destro” e “Via Pax Informática”, também apresentaram defesas, sem que suas justificativas fossem aceitas. As alegações feitas pelos réus, na tentativa de que a juíza rejeitasse a denúncia do Ministério Público Federal foram consideradas improcedentes. Para Lilia Côrtes há fortes indícios de crime. Em seu despacho ela destacou, “verifica-se que a petição inicial aponta a existência de fortes indícios da prática de atos de improbidade pelos Réus, consistentes em ilegalidades na utilização dos recursos públicos federais advindos do convênio realizado entre o Ministério das Comunicações e a Fundação Assis Gurgacz, cujo objetivo era executar ações no âmbito do Programa De Inclusão Digital.” Já houve condenação pelo TCU que tenta receber a execução desde 2012. Foi essa condenação que gerou a inelegibilidade de Assis Gurgacz, impedindo-o de ser suplente, pela segunda vez, de Acir Gurgacz no senado.

Acir Gurgacz

Ficou nacionalmente conhecido no final do ano passado quando ignorou parecer do Tribunal de Contas da União em relação as chamadas “pedaladas fiscais” da presidente Dilma Roussef e apresentou relatório favorável à aprovação dessas contas pelo Congresso, que deverão ser analisadas agora em fevereiro. Mas, a julgar por alguns de seus indicados, Gurgacz demonstra que de fato, não dá muita bola para decisões do TCU.

Ocupando espaço

Ao mesmo tempo, Gurgacz vai garantindo espaços em Brasília com o PDT. São dele, por exemplo, as indicações de Ruy Parra Motta para o cargo de assessor do ministro Manuel Dias (trabalho e emprego) e Rodrigo Nogueira para a subsecretaria de Orçamento e Gestão do MTE. Ruy Motta não pode ocupar cargo público por contar em uma lista de condenados pelo TCU. Ele tem que devolver aos cofres públicos, mais de R$ 600 mil ao Fundo Nacional de Cultura. Quando foi presidente da extinta Fundação Cultural do Estado (Funcer), foi firmado um convênio com o Ministério da Cultura para a compra de equipamentos da Casa de Cultura Ivan Marrocos. Segundo o TCU, durante fiscalização no local, foram encontradas irregularidades como a não apresentação do extrato bancário para comprovar a movimentação dos valores vinculados ao convênio. Diversos itens que haviam sido pagos não foram encontrados, nem nos estabelecimentos dos fornecedores, conforme teria informado Ruy Motta. Mesmo com a ficha suja, ele ocupa um dos cargos mais importantes do Ministério do Trabalho, graças a indicação de Gurgacz. Ruy é servidor da Assembleia Legislativa e teve sua cedência renovada em janeiro deste ano. Ele recebe atualmente, além do salário, um auxílio moradia de mais de R$ 5 mil.

Registro

Tomou posse neste segunda-feira em Brasília como Conselheiro Federal da OAB/RO, o advogado Elton Assis, em seu segundo mandato na função. Também foram empossados como conselheiros Elton Fulber e Breno de Paula. Como suplentes tomaram posse Raul Fonseca, Veralice Veris e Fabrício Jurado. Na presidência da CAARO assumiu Rochilmer Rocha.

Tá difícil

O Porto Velho Shopping, empreendimento da Ancar está cada dia pior. Os banheiros do cine Araújo estão horríveis, quebrados e com mau cheiro. O shopping, para economizar com recursos humanos, implantou totens para pagamento do estacionamento, mas eles vivem “em manutenção”. Ao mesmo tempo, os guichês estão operando com uma funcionária apenas, o que termina gerando filas imensas. Para piorar, algumas lojas resolveram “inovar” e montam em suas portas araras ou cestas com produtos “em promoção”. Está virando um feirão. Total desleixo por parte da direção. Se eu fosse dono, demitia geral.

Tragédia

Um acidente aéreo pode ter vitimado o empresário Robson Guimarães, diretor presidente da Bigsal, de Ji-Paraná. Ele havia saído de Florianópolis (SC) por volta das 5h50 desta segunda-feira com destino à Ji-Paraná quando seu avião monomotor caiu no mar. Até o fechamento da coluna, equipes de resgate procuravam o empresário e seu piloto, Marlon Neves em toda a área do acidente. Apenas destroços da aeronave foram achados por pescadores. Robson era um grande filantropo e na semana passada havia feito uma doação para a construção do centro cirúrgico do Hospital do Câncer, em Porto Velho. A cobertura completa do acidente AQUI!

Clínica Mais Saúde informa – Alzheimer pode ser transmitido entre pessoas

A controversa teoria de que “sementes” do mal de Alzheimer podem ser transmitidas entre pacientes durante procedimentos cirúrgicos envolvendo a doação de tecido humano pode ser reforçada por um estudo divulgado esta semana. Os cientistas encontraram uma ligação entre pacientes que receberam enxertos de tecidos nervosos algumas décadas atrás e a presença de uma proteína no cérebro que normalmente é vista nos primeiros estágios do mal de Alzheimer. A pesquisa corrobora outro levamento publicado em setembro, que afirmava que as pessoas que receberam injeções de hormônio do crescimento durante a infância abrigavam “sementes” do mal de Alzheimer no momento de sua morte, várias décadas mais tarde. O novo estudo foi realizado com amostras cerebrais armazenadas de oito pacientes que receberam enxertos de tecidos na Áustria e na Suíça, mas que haviam morrido de uma outra doença cerebral, a doença de Creutzfeldt-Jakob (CJD). Ela é conhecida por ser transmitida durante operações que envolvem o tecido nervoso extraído de cadáveres humanos. No ano passado, um estudo destacou que um pequeno grupo de pessoas que haviam recebido na infância injeções de hormônio do crescimento preparado a partir de cadáveres humanos, e que morreram devido à CJD, também continham proteína beta-A no cérebro. À época, o diretor do Departamento de Doenças Neurodegenerativas da Universidade College London, John Collinge, explicou que poderia haver novas rotas para o desenvolvimento do mal de Alzheimer, através de instrumentos cirúrgicos contaminados ou produtos médicos.

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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