Agronegócio

Embrapa apresenta tecnologias sustentáveis em agricultura tropical a 32 países africanos

Evento “O Brasil e a África no Agro”, promovido pelo MRE, abordou várias formas de cooperação de forma a disseminar o modelo agrícola brasileiro para aquele continente

A Embrapa apresentou tecnologias sustentáveis em agricultura tropical para embaixadores de 32 países africanos no evento “O Brasil e a África no agro”, promovido pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), nesta quarta-feira (13/10), no Palácio do Itamaraty. O encontro teve como objetivo apresentar aos representantes diplomáticos várias formas de cooperação – técnica, acadêmica, tecnológica, financeira e empresarial – com vistas a disseminar o modelo de sucesso do Brasil na área de agricultura tropical para aquele continente. A Empresa esteve representada pelo Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento, Guy de Capdeville.

Durante o painel voltado à cooperação tecnológica, o pesquisador Alexandre Amaral apresentou tecnologias sustentáveis com potencial de transferência para a África. Entre elas, destacam-se os sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), adotados em mais de 11 milhões de hectares no Brasil, com capacidade de aumentar a produtividade sem expansão do uso de terras. Além da ILPF, Amaral ressaltou os benefícios do Sistema de Plantio Direto (SPD), o uso de tecnologias digitais na agricultura, como drones e robôs, e a biofortificação. Sobre essa última, o pesquisador afirmou que é uma solução tecnológica com grande potencial de benefício para os países africanos, pois não depende de mudanças nos hábitos alimentares da população, visto que se baseia na fortificação de produtos que já fazem parte da sua dieta.

Amaral enfatizou ainda as vantagens da Embrapa como parceira internacional. Segundo ele, a Empresa tem permissão para manter representações no exterior, o que permite a rápida e diferenciada resposta da Embrapa às oportunidades de cooperação científicas e negócios. O pesquisador destacou ainda que as parcerias com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), além de centros de pesquisa e universidades têm permitido importantes interações tanto no âmbito de cooperação para o desenvolvimento, quanto para a interação na fronteira do conhecimento, quanto para o licenciamento de ativos no exterior e a atração de investimentos estrangeiros. “Hoje temos mais de 150 acordos internacionais com 127 instituições de mais de 50 países”, pontuou, lembrando que a África é uma das prioridades para a Embrapa no que se refere à cooperação hoje.

O assessor da DE apresentou um breve histórico do desenvolvimento da agricultura no Brasil nas últimas cinco décadas que se mistura com a criação da Embrapa. “A pujança do agro brasileiro é fruto de investimentos em C&T e capacitação de pessoal nessa área”, afirmou. A ciência que move a agricultura do País resultou em números impactantes, entre os quais destacam-se: o aumento de 65 vezes na produção de carne de frango; 509% de grãos; 315% de arroz e 240% de milho e trigo.Os três principais pilares do desenvolvimento agrícola brasileiro são: a transformação de solos ácidos e pobres em terras férteis, a tropicalização de plantas e animais e a criação de uma plataforma de desenvolvimento sustentável. Amaral afirmou que estamos vivenciando hoje o fenômeno de tropicalização do trigo no Cerrado. “Há resultados impressionantes na região que mostram uma produtividade de 8 toneladas por hectare, o que é o dobro da média internacional, de aproximadamente 3 a 4 toneladas por hectare, além da qualidade altíssima do grão para o processamento”, complementou.

No mesmo painel, participou a CEO da startup NAILA IoT, Nayana Machedo. Ela apresentou as soluções tecnológicas desenvolvidas pela empresa, que aliam robótica e sustentabilidade para reduzir o uso de água e fertilizantes na agricultura.

Estreitar laços em segurança alimentar e desenvolvimento sustentável

O Ministro das Relações Exteriores, Carlos Alberto Franco França, destacou na abertura do evento que o objetivo é estreitar os laços entre o Brasil e os países africanos, especialmente com foco na segurança alimentar e desenvolvimento sustentável. Dados das Nações Unidas apontam que apenas 13% do continente terá condições alimentares até 2030. Ele afirmou aos embaixadores presentes que: “O Brasil dispõe de práticas a oferecer. A trajetória do País na agricultura tropical ao longo das últimas cinco décadas, quando passou de importador de alimentos para um dos mais importantes players do agro mundial, está à disposição do continente para enfrentar os desafios alimentares”.

O Secretário-Executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Marcos Montes, que representou a Ministra Tereza Cristina no evento, ressaltou que a agricultura é o principal vetor de desenvolvimento dos países para cumprir os objetivos previstos pela Agenda 2030. Segundo Montes, dois pilares são fundamentais para aliar segurança alimentar e desenvolvimento sustentável: a elaboração de políticas pró-desenvolvimento e o fortalecimento de um ambiente que estimule a inovação tecnológica. “Vale destacar que a parceria é uma via de mão-dupla, ou seja, paralelamente a transferência de conhecimentos e tecnologias por parte do Brasil, é fundamental que a África se abra como mercado para comercialização de produtos nacionais”, afirmou o Secretário.

O Embaixador de Camarões e decano do grupo africano, Martin Mbeng, ressaltou que a cooperação entre o Brasil e o continente já vem sendo implementada com sucesso há mais de 20 anos. “Muitas tecnologias da Embrapa foram transferidas para beneficiar os cultivos de algodão e milho, por exemplo, e estão em uso na agricultura africana, que é a atividade de maior importância econômica, responsável por 15% do PIB do continente”, frisou. Mbeng lembrou ainda que hoje há 250 milhões de pessoas na África em condições de insegurança alimentar. “Ao mesmo tempo, o continente mantém 6% de todas as áreas agricultáveis do Planeta. A colaboração com o Brasil pode nos tornar a cesta de alimentos do mundo”, pontuou.

A deputada federal Bia Kicis (PSL/DF) e o vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Gedeão Pereira, também ressaltaram a importância da Embrapa para o fortalecimento do agro brasileiro e reforçaram a necessidade da maior interação entre Brasil e África para o desenvolvimento sustentável do agro mundial e cumprimento da Agenda 2030.

Cooperação técnica é um instrumento privilegiado de desenvolvimento

O presidente da ABC, Embaixador Ruy Pereira, apresentou a importância da cooperação técnica para os diplomatas africanos. Segundo ele, a cooperação técnica é um instrumento privilegiado de desenvolvimento. Desde o início dos anos 2000, a África tem crescido como polo econômico fundamental nesse sentido. Segundo Pereira, a transferência de conhecimento é capaz de estimular o desenvolvimento de capacidades autônomas.

O Embaixador ressaltou que hoje há 32 acordos de cooperação técnica com os países africanos, com 75 projetos em andamento. “A África ocupa lugar de destaque na cooperação internacional brasileira, com um terço dos projetos em execução atualmente no exterior”, pontuou.

Cooperação acadêmica, financeira e empresarial

Durante o evento, foi realizado ainda um painel sobre cooperação acadêmica, com a participação do representante do Centro de Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Daniel Vargas, e da professora da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) Jaqueline Sgarbi. Ela ressaltou oportunidades de capacitação para alunos de países africanos e ele falou sobre a necessidade de fortalecer a cooperação em ações de PD&I capazes de acelerar a transição para a economia verde.

No painel sobre cooperação financeira, a CEO do Standard Bank, Natália Dias, apresentou as oportunidades de financiamento para agricultores africanos de todos os portes, pequeno, médio e grande. Segundo ela, a instituição financeira é a única de origem africana presente em outros países. “Hoje o setor de agronegócio é o que possui maior potencial para avançar e a África pode ser vista como um grande mercado para exportação dos produtos brasileiros”, acrescentou.

O último painel reuniu representantes de empresas e associações para apresentar aos embaixadores africanos possibilidades de cooperação empresarial. Participaram o gerente de agronegócios da Apex-Brasil, Márcio Rodrigues, e os representantes da Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ), Icce Garbelini; Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Isis Sardela; Instituto Daniel Franco, Daniel Franco (presidente) e da Sempre Sementes, Igor Reis (diretor). Eles destacaram tecnologias e capacitações disponíveis nas áreas de suínos, aves e melhoramento genético.

Todos os painéis foram moderados pelo Diretor do Departamento de Promoção do Agronegócio do MRE, Embaixador Alexandre Ghislene.

FONTE: ASSESSORIA EMBRAPA

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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