Esporte

E-mails e relatórios podem complicar situação de Confúcio Moura

Trechos de relatório da inteligência da Polícia Civil que conteriam degravações de conversas telefônicas podem ter sido encontrados no computador pessoal do governador

No dia

21 de maio deste ano, foi encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF) os 48 volumes e 9 apensos do Inquérito 784, que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ) em segredo. O inquérito investiga os supostos crimes cometidos pelo governador Confúcio Moura. Após ser analisado pelo MPF, o processo deverá dar uma acelerada e promete muita dor de cabeça ao ainda chefe do executivo estadual. Entre os 48 volumes constam diversos documentos que foram apreendidos na residência oficial, entre eles, e-mails que o governador recebia de seus assessores, vários inclusive alertando sobre crimes que estavam sendo cometidos em sua gestão. Também foi encontrada uma relação com nomes de servidores comissionados, com suas respectivas lotações e indicações.

Mas tem mais

Em agosto de 2012 a coluna PAINEL POLÍTICO revelou que o Ministério Público Estadual, à época comandado pelo ex-Procurador Geral Héverton Aguiar, estava investigando grampos clandestinos (interceptações telefônicas sem autorização da Justiça) que supostamente estariam sendo feitos pela Polícia Civil, tendo como alvos desafetos do governador Confúcio Moura. O relatório da auditoria que foi feito no sistema Guardião, utilizado pela SESDEC não foi divulgado, mas sabe-se que foram detectadas inúmeras irregularidades no uso do equipamento. E sabe quem sabia disso? Pois é, o próprio governador teria recebido alguns comunicados do serviço de inteligência com relatórios e transcrições de algumas interceptações. Parte desse material teria sido localizado no computador pessoal dele, que foi apreendido pela Polícia Federal na Operação Platéias.

A informação

Sobre escutas clandestinas, na época em que foi divulgada a notícia foi veementemente negada pela SESDEC e setores das Polícia Civil. Alguns delegados chegaram a sugerir que um sistema similar ao Guardião utilizado pelo Ministério Público também deveria ser auditado, mas ele já é, pelo Conselho Nacional do Ministério Público e pelo Conselho Nacional de Justiça. Fontes de PAINEL POLÍTICO garantem que alguns relatórios de inteligência que foram encontrados, integram o inquérito 784 do STJ. Se de fato forem comprovadas essas acusações contra o governador, a situação vai ficar ainda mais complicada.

Cassação

Confúcio Moura teve seu mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral no dia 5 de março deste ano por abuso de poder político e econômico. Uma liminar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vem garantindo sua permanência no cargo. O mérito da ação deve ser julgada ainda este ano pelo TSE.

Falando em complicar

O executivo Marcelo Odebrecht foi flagrado pela Polícia Federal entregando um bilhete manuscrito que conteria a frase “destruir e-mail sondas”, que seria uma referência a colocação de sobrepreço de U$ 25 mil por dia em um contrato de operação de sondas para a Petrobrás. O e-mail a que ele se referia era de 2011 e tratava-se de uma conversa entre ele e alguns de seus executivos. Os advogados de defesa alegaram que a frase foi desvirtuada do contexto, ela se referia a destruição mas com a conotação de “rebater” ou “defender” em relação ao conteúdo do texto. Essa situação gerou um enorme desconforto.

Sobre esse caso

É claro que todos nós, brasileiros, queremos ver o país sendo passado a limpo. Mas estamos vivendo tempos perigosos, onde o judiciário parece estar se deixando levar pela opinião pública. Todos nós temos direitos constitucionais que precisam ser respeitados e defendidos. A justiça não pode ser usada como vingança. Como sociedade não podemos tolerar revanchismo, principalmente quando as questões envolvem política. Algumas dessas prisões da Lava-Jato estão sendo questionadas com toda a razão. No Brasil está se criando uma perigosa cultura do “prender para depois provar”. Não é assim que funciona. A Polícia cabe reunir provas, apresentar ao Ministério Público que por sua vez encaminha para a justiça.

Essa inversão

De valores principalmente no que diz respeito ao uso do Estado é extremamente perigosa e não é porque grande parte da população está em letargia que podemos permitir que isso ocorra. O Brasil atravessa um momento delicado em sua história e em nome da “moralidade” vem ocorrendo alguns atropelos que são inaceitáveis. Que se mude a legislação, mas não podemos permitir a interferência de poderes e principalmente que sejam cometidas injustiças. Não importa se é pobre ou rico, temos que ser coerentes. Pelos atuais movimentos da Lava-Jato, corre-se o risco de ter todo o trabalho simplesmente jogado no lixo, tal qual ocorreu com a Operação Satiagraha. Basta uma falha, um ato impensado que todo o processo é considerado nulo. E qualquer rábula sabe disso.

O resultado

De todo esse foguetório midiático pode ser milhares de reais jogados fora, reputações sendo destroçadas e uma imensidão de ações judiciais de danos morais. Porque na primeira instância tudo parece ser justo, até ser trazido para a luz dos tribunais superiores, onde apesar de alguma politicagem, ainda impera, de certa forma, o bom senso.

Além disso

É assustador imaginar toda a força do Estado sendo utilizada de forma indevida, meramente para atender os interesses de segmentos ou grupos políticos. A isso se dá o nome de ditadura, e por mais atraente que seja a utilização do poder de forma absoluta, é moralmente inaceitável e deve ser combatida a qualquer custo. Os poderes são constituídos para formação de nosso tripé social, legislativo, executivo e judiciário. Em função dos deslizes cometidos principalmente pelos dois primeiros, temos o terceiro sendo visto como “salvador” o que não é. O judiciário é composto por pessoas, passíveis de sentimentos mesquinhos como vaidade, ira e até ganância. Portanto é necessário que se cobre do legislativo e executivo que se comportem dignamente, e esses dois poderes estão nas suas mãos, caro eleitor.

Audiência pública

Nesta quinta-feira, a partir das 14 horas, até as 22, acontece no plenário da Assembleia Legislativa uma audiência pública, proposta pelo deputado estadual Léo Moraes (PTB), sobre o tema da reforma política. Grandes nomes do debate político regional e nacional participarão do evento, como Amadeu Machado, Zelite Carneiro, João Paulo Viana, Clenio Amorim, Juacy Loura Júnior, Erika Gehardt, Manuel Veríssimo, Luiz Felipe Andrade e os cientistas políticos Claudio Couto, da FGV-SP, e Maria do Socorro Braga, da UFSCar. Na ocasião, serão debatidos temas como o sistema eleitoral, financiamento de campanhas, voto facultativo, fim da reeleição, entre outros.

Em Porto Velho

A prefeitura informou ter concluído 65% da obra de drenagem no bairro Cidade Nova e que em breve espera, com a finalização das mesmas, acabar com o problema de alagação na área, em definitivo.

Tumultuando

O processo de chamamento emergencial para empresas de transporte coletivo urbano em Porto Velho teve duas empresas, uma de São Paulo (a mesma que havia vencido a primeira vez) e outra ligada ao Grupo Rovema. Ocorre que essa segunda não tinha a menor condição de atender o edital, e entrou para tumultuar o processo e dar mais tempo para as empresas que detém a atual concessão. São dias preciosos, que rendem uma bolada e para elas (as empresas) é muito bom esse tempo. Além de ganharem um dinheiro extra, ainda não precisam gastar nada. Como o contrato delas já encerrou, é só aguardar a formalização do chamamento. Elas ainda devem ficar prestando esse “serviço” por uns 30 a 40 dias.

Primeira chamada

No primeiro chamamento, faltou para a única empresa que havia se apresentado, um carimbo da Junta Comercial de São Paulo. De acordo com informações repassadas por pessoas ligadas ao setor de licitação, toda a documentação estava em ordem, apenas o carimbo estava faltando. Para evitar que o processo se estendesse por mais tempo, porque ai caberiam recursos e prazos, foi preferível abrir mão e participar do segundo chamamento. Agora é esperar correr os prazos para ver o desfecho dessa novela, que já está cansando a população.

Faltou cinto

O cantor Cristiano Araújo morreu na madrugada desta quarta-feira em acidente automobilístico próximo a Goiânia. O carro em que ele estava capotou em circunstâncias ainda não esclarecidas totalmente. Ele estava no banco de trás de seu carro, junto com a namorada. Ambos faleceram. O motorista e o empresário de Cristiano estavam no banco da frente e sofreram apenas ferimentos leves. O casal, segundo informações de testemunhas, estava sem cinto de segurança, o que poderia ter salvo a vida de ambos.

Para contatos

Fale conosco pelos telefones (69) 3225-9979 ou 9363-1909. Também estamos nowww.painelpolitico.com e www.facebook.com/painel.politico e no Twitter (@painelpolitico). Caso prefira, envie correspondência para Rua da Platina, 4326, Conjunto Marechal Rondon. Whatsapp 9248-8911.

Novo vírus encontrado em Manaus causa paralisia nas pernas e pode matar

Um novo vírus capaz de causar paralisia e até de matar foi descoberto no Brasil. Pesquisadores da Fiocruz encontraram o gemycircularvirus em fezes de crianças de Manaus, no Amazonas, mas o micro-organismo também pode estar no Rio de Janeiro. A infecção afeta pessoas de todas as idades, principalmente quem mora em locais sem saneamento. Não se sabe como o vírus, presente em países da Ásia, chegou aqui. Entre 2007 e 2009, 1.500 amostras de fezes de crianças com diarreia atendidas em prontos-socorros de Manaus foram recolhidas para a pesquisa. A ideia era analisar que vírus e bactérias mais acometiam os pequenos de até 10 anos. O novo vírus foi achado quando o pesquisador norte-americano Tung Gia Phan entrou no estudo. Ele solicitou 600 amostras e, recorrendo à análise molecular, verificou o gemycircularvirus em seis. As crianças foram infectadas em Manaus (não há registro de viagem delas para outros locais). Ainda não é possível saber como o vírus — presente em países como Sri Lanka e Camboja — chegou. “A infecção ocorre pelo consumo de água contaminada. Por isso locais sem saneamento são vulneráveis”.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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