Brasil Produtivo

Em seu terceiro ano de execução, Projeto Piloto da Anater colhe bons frutos

Em Minas Gerais e no Paraná, ações do projeto são referência no apoio à produção de frutas, leite e café

Neste ano, a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) completa quatro anos de atuação na promoção do desenvolvimento rural sustentável das mais diferentes cadeias produtivas em todo o país, através da atividade extensionista.

Instituída em 2014, após um período para regulamentação dos instrumentos e processos de trabalho, a Anater lançou, em 2017, seu primeiro projeto, o Projeto Piloto, com objetivo de compartilhar conhecimento e construir soluções, por meio da prestação de assistência técnica e extensão rural (Ater).

Desde então, as ações vêm sendo realizadas, em parceria com as entidades públicas estaduais prestadoras de Ater, nos estados de Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e no Distrito Federal, beneficiando 11.100 famílias de agricultores. A diversidade e especificidade de cada região estão contribuindo sobremaneira para aprimorar a proposta da Anater.

 

Entre os diversos projetos produtivos desenvolvidos através do Projeto Piloto, três se destacam pelos resultados expressivos alcançados:  o ‘Café Qualidade Paraná’, realizado em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (Iapar-Emater); o ‘Ater Leite’ e o ‘Jaíba/Gorutuba’, realizado em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater–MG).

 

Café Qualidade Paraná

O projeto integra 1.000 famílias de agricultores vocacionados na cafeicultura, que recebem serviços de Ater, melhorando as condições de produção e produtividade, gerando referências e produzindo café de qualidade.

Para o diretor de Extensão do Iapar-Emater, Nelson Harger, o apoio do Projeto Piloto da Anater, junto com os demais elos da cadeia, proporcionaram condições para, não só estabilizar a área de café, que vinha caindo vertiginosamente, como também viabilizar, a longo prazo, sua permanência como uma importante fonte de renda e trabalho para cerca de 10.000 pequenos cafeicultores paranaenses. “A parceria com a Anater veio colaborar com o processo, ajudando a direcionar as ações, viabilizando recursos que facilitaram as ações e possibilitaram incluir outros trabalhos que estávamos iniciando, como o projeto “mulheres do café”, que hoje tem repercussão internacional”, observa.

De acordo com o diretor, o Projeto Piloto ajudou a ‘pular’ algumas etapas, tornado as ações mais efetivas.  “Com o projeto foi possível, por exemplo, viabilizar importantes intercâmbios entre os produtores beneficiados diretamente e, também, entre os beneficiários e outros produtores do país. O projeto também viabilizou a integração entre a produção e o mercado, beneficiando elos importantes da cadeia do café, além de viabilizar recursos para a manutenção dos trabalhos no campo e a integração entre o ensino, a pesquisa e a extensão”, avalia Harger.

Projeto Piloto em Minas Gerais

Em Minas Gerais, o Projeto Piloto é realizado numa parceria com a Emater-MG, viabilizando projetos produtivos em 147 municípios e integrando 3.797 famílias de cinco regiões do estado (Leste, Nordeste, Norte, Central e Triângulo Mineiro).

De acordo com o presidente Ademar Jr, o potencial da Emater-MG representa um braço importante no cumprimento das ações previstas no Projeto Piloto, cuja execução está prevista para até dezembro de 2020. “Os resultados alcançados pelo projeto Piloto mostram a importância dessa parceria para que os pequenos produtores possam ser alcançados, nas diversas cadeias produtivas, contribuindo para elevar a abrangência e a qualidade da assistência e para o fortalecimento e a promoção do desenvolvimento rural sustentável”, destaca

Ater Leite

Na região do Triângulo Mineiro, o projeto integra 1.000 agricultores familiares, em 46 municípios, sendo a pecuária leiteira a base das atividades econômicas dessas famílias. Maior produtor de leite do país, Minas Gerais produz cerca de 30% da produção nacional. A bovinocultura de leite está presente em praticamente 100% dos municípios com cerca 215 mil estabelecimentos agropecuários envolvidos com a atividade (IBGE, Censo 2017), os quais geram ocupação e renda e a agricultura familiar é responsável por 68% da produção de leite do estado (Emater-MG, Safra Pecuária, 2019).

Principal bacia leiteira do estado, a mesorregião denominada Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba produz cerca de 2.3 bilhões de litros ano, sendo responsável por cerca de 25% de toda a produção estadual. “Nesta região é onde se estabeleceu a relevante parceria entre a Emater-MG e a Anater, que permitiu viabilizar assistência técnica sistematizada às famílias beneficiadas”, destaca o presidente da Emater-MG, Gustavo Laterza.

De acordo com o presidente, o trabalho é desenvolvido por equipe multidisciplinar de 62 extensionistas e o foco é levar às famílias um conjunto de conhecimentos e práticas para melhor manejo e alimentação do rebanho, melhoria, desenvolvimento e/ou recuperação de pastagens, obtenção e gestão dos indicadores zootécnicos ligados a parte reprodutiva e produtiva do rebanho, melhoria genética, sanidade, qualidade do produto, dentre outros.

O presidente explica que a parceria está possibilitando que os beneficiários tenham efetivamente condições de promover melhorias na execução e gestão de sua atividade produtiva. “O projeto também contribui para o engajamento e inserção da agricultura familiar daquela região, de maneira sustentável, nesta cadeia produtiva complexa e exigente, sobretudo nos quesitos escala e constância da produção, características da cadeia produtiva do leite”, avalia.

Perímetros irrigados Jaíba e Gorutuba

O Projeto Piloto integra 800 agricultores familiares na região dos perímetros irrigados, Projeto Jaíba, com área irrigada de 100 mil hectares, e Projeto Gorutuba, com 4.800 hectares irrigados, nos municípios de Nova Porteirinha e Jaíba, na região Norte de Minas.

As atividades econômicas desenvolvidas pelos beneficiários do projeto são bastante diversificadas, com destaque, na fruticultura para a produção de banana e limão e, na olericultura, batata e mandioca, entre outras. O trabalho é contra com uma equipe multidisciplinar de 15 extensionistas, cujo e o foco é levar às famílias um conjunto de conhecimentos e práticas adequados à realidade norte-mineira, que lhes permita produzir e comercializar, realizando assim a sua inclusão socioprodutiva e a melhoria da qualidade de vida destas famílias.

O presidente Gustavo Laterza destaca que a Emater-MG possui capilaridade numa parceria forte e integrada com os municípios e isso cria um ambiente institucional favorável para implementar ações de desenvolvimento e execução das políticas públicas de interesse da comunidade. “Acreditamos e confiamos na parceria com a Anater e temos expectativa de ampliarmos nossas ações conjuntas com novos projetos, pois investir em Ater pública é uma agenda positiva para proporcionar o incremento da universalização das políticas públicas, visando a promoção do desenvolvimento sustentável”, conclui.

FONTE: ASSESSORIA ANATER

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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