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Em semana de greve, autoridades usam aviões da FAB para viajar

Foram 54 viagens entre o domingo (20), quando a paralisação dos caminhoneiros teve início, até o último dia 27

Em terra, um país com pane seca. Nos céus, autoridades queimando querosene e o dinheiro do contribuinte em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB). Longe dos aeroportos com voos suspensos, hospitais com fornecimento interrompido, pessoas e animais morrendo. Na semana em que o Brasil parou por falta de combustível, diversos ministros das mais variadas pastas, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e o presidente do Banco Central cruzaram os céus nas asas da FAB. Foram 54 viagens entre o domingo (20), quando a greve dos caminhoneiros teve início, até o dia 27.

Em alguns casos, voos solitários, um avião inteiro queimando querosene para um único passageiro, como o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, ou para o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, que foi de Brasília a São Paulo para ministrar palestra para um grupo privado, na abertura do “Pátria Annual Meeting 2018”, organizado pela Pátria Investimentos.

Em resposta à Agência Sportlight de Jornalismo Investigativo, Ilan Goldfajn afirmou, por meio da assessoria de imprensa do Banco Central, que iria participar de outros eventos na capital paulista e que “o cumprimento das agendas em São Paulo não eram compatíveis com a utilização de voo comercial naquela data, razão pela qual optou extraordinariamente pelo avião da FAB”.

Em outros voos, dois ocupantes. Como a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carmén Lúcia, que aproveitou o domingo para seguir de Belo Horizonte a Brasília. A capital mineira é o domicílio da ministra. Mas, de acordo com a assessoria de imprensa do STF, em resposta à Agência Sportlight de Jornalismo Investigativo, a ministra esteve em Belo Horizonte para reunião com o presidente do TJ-MG.

Na agenda oficial da presidência do STF, consta para o sábado, 19 de maio, “reunião com o presidente do TJ-MG, desembargador Geraldo Augusto”, tendo como pauta o cadastro nacional de presos. A volta foi no dia seguinte, em avião da FAB, tendo a ministra e mais um passageiro.

Já no dia 25, a última sexta-feira, no auge da falta de combustível, a ministra voou de Brasília a Maceió, para o “Encontro Nacional de Juízes”, no qual, de acordo com a resposta da assessoria, “ela dividiu o voo com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e mais quatro assessores. Foi e voltou no mesmo dia. Ela usou o avião da FAB justamente por ter de voltar a Brasília no mesmo dia”.

De acordo com o decreto 2.244, de 22 de maio de 2002, tem direito ao uso de aeronaves da FAB o vice-presidente da República, os presidentes do Senado, da Câmara e do STF, ministros de estado e demais ocupantes de cargo público com prerrogativas de ministro de estado e o comandante das forças armadas e o chefe do estado-maior conjunto das forças armadas. A FAB não tem por lei obrigação de apurar se os motivos da solicitação de aeronave são cumpridos efetivamente.

Também no domingo, 20 de maio, considerado o dia do início da greve dos caminhoneiros, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, voava de Porto Alegre para Brasília, às 14h15. Sozinho no avião, de acordo com os dados da FAB. Um único passageiro. Desembarcando na capital federal às 16h35. A razão alegada para o uso do voo da FAB foi “segurança”.

Porto Alegre é o domicílio de Eliseu Padilha, nascido em Canela (RS) e eleito sempre pelo Rio Grande do Sul. De acordo com a lei, ministros de estado não podem solicitar voo da FAB para o local de residência.

Em 9 de abril de 2015 a lei sofreu alteração e o decreto 8.432 restringiu o direito de solicitar voo da FAB para o local de residência permanente apenas para o vice-presidente, e os presidentes do Senado, Câmara e STF.

Ministros e demais ocupantes de cargo público com prerrogativas de ministro e o comandante das forças armadas e o chefe do estado-maior conjunto das forças armadas seguem podendo solicitar voos da FAB para serviço mas não para voltar até a cidade de origem em dia de folga e o retorno para Brasília.

Já o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, foi e voltou no domingo que marca o início da greve. No mesmo fim de domingo, dia 20, fez um bate-volta São Paulo/Brasília, saindo em voo da FAB com apenas mais um passageiro às 15h45, chegando à capital federal às 17h20, para retornar de Brasília até São Paulo na noite do próprio domingo, às 20h10. Às 21h35 estava de volta em São Paulo.

São Paulo também foi o destino da Advogada Geral da União (AGU), Grace Maria Fernandes Mendonça, onde participou do “XIV Congresso Nacional do Direito do Consumidor São Paulo/SP”. Pegou um voo da FAB no dia 21, de Brasília para São Paulo, às 14h20, e voltou às 21h35.

Na quinta-feira, 24, ápice da crise e da temperatura política, o presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira (MDB-CE), não dimensionou o tamanho do caos. Ás 10h45 da manhã, tomou um avião da FAB para Fortaleza, seu domicílio, com mais dois no avião. Na justificativa do requerimento para o voo, alega ida para residência. Desembarcou às 13h05 na terra natal. A falta de dimensão do tamanho e dimensão do problema que varria o país, acrescido ao pouco zelo pelo uso de combustível em meio a pane seca vigente, fez com que quatro horas (16h35) depois pegasse o mesmo avião de volta para Brasília, desembarcando às 19h05. Ou seja, entre o fim da manhã de quinta-feira e o início da noite, seu passeio de ida e volta entre Brasília e Fortaleza consumiu milhares de litros de combustível.

Na rede social “twitter”, o presidente do Congresso Nacional, embora na justificativa para a FAB conste como volta para “residência”, postou na própria quinta-feira que “decidi voltar a Brasília, suspendendo agenda c/ o governador, onde anunciaríamos investimentos p/ combater a seca no meu Ceará que já vive uma grave crise de falta d’água há 6 anos. Em Brasília, retomaremos as negociações em torno das saídas possíveis p/ a greve dos caminhoneiros”.

Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) voou bastante nos aviões da FAB durante a crise de combustível. Na segunda-feira, 21, deixou Brasília às 8h e chegou às 10h20 em Porto Alegre. Almoçou ao meio-dia na Associação Comercial de Porto Alegre, deu coletiva às 13h e às 16h estava de volta para Brasília.

Na quinta-feira, 24, saiu de Brasília às 14h25 e às 15h45 pousou no Aeroporto de Congonhas (SP). Ás 22h45 estava deixando a capital paulista de volta para Brasília. Na agenda oficial, estão apenas compromissos em Brasília, não estando a viagem para São Paulo.

E no dia 25, de acordo com informação da assessoria de imprensa da presidência do STF nesta reportagem, compartilhou voo da FAB com a Ministra Carmén Lucia para Maceió, no “Encontro Nacional de Juízes”.

Embora a pasta de Esporte provavelmente não exija urgência de viagens em uma semana onde faltava combustível, o ministro Leandro Cruz voou bastante com a FAB. No dia 21 deixou Brasília para Boa Vista, voltando no dia seguinte. E no dia 24, auge da crise, saiu da capital federal, sempre em voo da FAB, para Cascavel(PR). Poucas horas depois saiu de lá para a capital do estado, Curitiba. Na agenda, encontros com presidente de confederações, como João Tomasini (Presidente da Confederaçao Brasileira de Canoagem) e visita ao estádio do Paraná Clube.

As horas voadas por Leandro Cruz em aviões da FAB são desproporcionais ao tempo de ministério. Assumiu a pasta em 11 de abril, no lugar do seu líder e garantidor, Leonardo Picciani, de quem foi assessor parlamentar. De acordo com reportagem de Demetrio Vecchiolli, publicada na Folha de São Paulo na ocasião da posse, Leandro Cruz foi uma imposição de Picciani ao deixar o cargo para concorrer a novo mandato.

Raul Jungman, Ministro da Segurança Pública, transitou entre Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro via FAB durante a crise. Na terça-feira, 22, deixou Brasília para São Paulo, onde ficou por cerca de quatro horas, indo para o Rio de Janeiro, onde ficou até o início da noite e voltou para Brasília.

Ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), o general Sergio Etchegoyen também usou aviões da FAB para viajar de Brasília para São Paulo e ao Paraguai.

Outro lado:

Ministra Cármen Lúcia:

A reportagem enviou para a presidência do STF a questão abaixo sobre o uso de aviões da FAB durante a semana de crise do abastecimento.

1- A presidenta do STF, Carmen Lucia, realizou três voos neste período referido de uma semana de caos no abastecimento. Gostaríamos de saber a posição da presidência deste STF em relação a tais voos em plena crise, se não poderiam ter sido evitados, inclusive um que era de deslocamento da residência para Brasília.

Resposta:“Em resposta às suas indagações esclareço que quando a ministra Cármen Lúcia foi a Belo Horizonte, para participar de reunião de trabalho com o presidente do TJ-MG, ainda não havia paralisação dos caminhoneiros. Já para o Encontro Nacional de Juízes, em Maceió, ela dividiu o voo com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, mais quatro assessores. Ela foi e voltou no mesmo dia. Ela usou o avião da FAB justamente por ter de voltar a Brasília no mesmo dia. Nos dois casos a ministra viajou para cumprir agendas de trabalho”.

Ilan Goldfajn, presidente do Banco Central:

“O presidente do Banco Central tinha compromissos confirmados há vários meses em São Paulo para o dia 22/05 (terça), conforme registrado em sua agenda pública. Na sexta-feira anterior (18/5) foi convocado para participar do evento “Lançamento da Plataforma de Adesão aos Planos Econômicos”, a ser realizado às 9:30 do dia 22/05, em Brasília. Como tinha evento em São Paulo as 13h00, a participação no evento da Presidência da República e o cumprimento das agendas em São Paulo não eram compatíveis com a utilização de voo comercial naquela data, razão pela qual optou extraordinariamente pelo avião da FAB. Importante destacar que o presidente Ilan opta por pedir apoio à FAB apenas quando não há opção em voo comercial que permita o cumprimento da agenda de trabalho. Em 2018, o Presidente usou esse transporte apenas quatro vezes. A ocupação dos voos da FAB é determinada pela Aeronáutica, sem qualquer ingerência do ministro.

Moreira Franco, Ministro das Minas e Energia:

“O ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, utilizou o voo da FAB RJ-BSB para voltar para Brasília, onde trabalha, após participar de compromissos oficiais no Rio de Janeiro”.

Leandro Cruz, Ministério do Esporte:

“A viagem do ministro do Esporte, Leandro Cruz, a Roraima já estava agendada e foi realizada no primeiro dia de bloqueios nas rodovias, sem qualquer registro de desabastecimento de combustível no país. Cruz participou da abertura do 1º Festival de Jogos Etnocultural de Roraima, que reuniu cerca de 1,5 mil atletas indígenas do Brasil e da Venezuela e contou com apoio da pasta no valor R$ 947 mil, por meio de um convênio firmado com a Prefeitura de Bonfim-RR. A presença do ministro reforça o comprometimento do Ministério do Esporte com a causa indígena. A pasta já viabilizou, por exemplo, a realização de 12 edições dos Jogos Nacionais dos Povos Indígenas e a primeira edição dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, realizado em Palmas (TO), em 2015”.

FONTE: NOTICIAS AO MINUTO

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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