Eleições

Em Nova Mamoré, candidatos pregam aumento do IPTU, novos cemitérios e propostas vazias para classe de baixa renda

A pouco mais de 10 dias para o final da campanha, a eleição em Nova Mamoré tem sido marcada pelos ataques entre os adversários, guerras jurídicas e um show de promessas vazias ao eleitor de baixa renda e até algumas curiosas como o aumento do IPTU e a construção de cemitérios como propostas para melhorar a vida da população.

O programa de Governo do candidato do PMDB, Dr. Alexandre Nogueira, elabora metas para atender a população de baixa renda, mas não explica como vai fazer para ajudar. Ele se limita a prometer a criação de equipes para mapear as pessoas que se encontram em “extrema debilidade, especialmente nos bairros de maior vulnerabilidade econômica”. Em outra promessa, o Dr. Alexandre quer construir um centro de informação para pessoas e família de enfermos internados na Capital. Em momento algum, o seu plano de Governo esclarece como ajudar de fato essas pessoas que necessitam de atendimento na Capital, mas não tem condições de levar um acompanhante para o hospital.

Dr. Alexandre também promete “aperfeiçoar” o sistema de gestão que transfere recursos do Governo Federal, Estadual e Municipal para as pessoas de baixa renda. Ou seja, o Bolsa Família cai diretamente na conta das pessoas cadastradas e é feito pelo Governo Federal. Estado e município não tem programas idênticos, mas o candidato do MDB não fala em criar esses fundos, mas apenas gerenciar o que não existe.

Ainda na plataforma da Saúde, o candidato quer criar o programa “Para Dançar não tem Idade”. Ele quer introduzir o idoso no “contexto da dança” como forma de prática de exercício. Mas ele não fala como e nem quais profissionais da área médica e Educação Física vão acompanhar esses idosos. Em Porto Velho, existe o programa voltado para os idosos, mas com acompanhamento de professores de Educação Física, assistentes sociais e médicos.

Família Brasileiro teve chance e não fez

O candidato Marcélio Brasileiro (DEM) promete uma série de mudanças em Nova Mamoré. Mas seu pai, Zé Brasileiro, já teve a chance e o próprio filho como assessor direto também, mas não executaram tais mudanças. Em seu programa de Governo, Marcélio quer comprar ônibus próprio para o transporte escolar municipal, mas não fala com quais recursos e nem quando pretende fazer. Ao invés de melhorar a infraestrutura de Saúde em Nova Mamoré, Marcélio quer investir na estrutura de transporte de pacientes de Porto Velho. Ou seja, é melhor compra ambulância e levar o doente para encher o Pronto Socorro João Paulo II na Capital do que cuidar das pessoas no município próximo dos familiares.

Cemitérios e IPTU

Dentro do programa de melhoria para a população de Nova Mamoré, Marcélio também quer construir um cemitério na sede do município e outros dois campos santos em Nova Dimensão e Jacinópolis. A proposta polêmica do candidato é fazer a atualização dos cadastros dos imóveis urbanos reavaliando os valores de cada terreno e edificação na zona urbana e aumentar o IPTU dos terrenos sem construção. Para o servidor, o candidato promete aumentar o salário de todas as categorias, mesmo sabendo que em 2021 a economia de Nova Mamoré e do Brasil pode sofrer um grande revês com o período pós-pandemia do novo Coronavírus.
Marcélio tem se notabilizado por perder ações na Justiça Eleitoral. Já foi derrotado 4 vezes.

As informações dos programas de Governo são públicas e estão no site do Tribunal Superior Eleitoral.

Da Redação Folha

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: BRASIL É O 8º MERCADO DE MÚSICA GRAVADA DO MUNDO – Por Silvio Persivo

    Com um faturamento de R$ 3,958 bilhões, crescimento de 14,1%, segundo a Pró-Música Brasil, o Brasil se tornou o 8º maior mercado de música gravada do mundo em 2025. Do total do faturamento cerca de R$ 3,4 bilhões vieram do streaming, que aparece como principal motor das receitas do setor.  Neste cenário, a Associação Brasileira da Música Independente (ABMI) amplia sua agenda de conexões comerciais por meio do BMK (Brazil Music Market), um projeto voltado à aproximação de artistas, selos e empresas com profissionais e oportunidades da indústria musical. Em outubro, são previstas ações no Formemus, no Espírito Santo, e, em novembro, na Semana Internacional de Música de São Paulo (SIM São Paulo). Para Talita Cordeiro, diretora-geral da ABMI, o avanço do mercado brasileiro precisa se traduzir em oportunidades concretas para as empresas independentes. A discussão envolve o acesso a novos mercados, a construção de parcerias comerciais e a capacidade de transformar a circulação internacional da música brasileira em negócios sustentáveis. FONTE: COLUNA TEIA DIGITAL –  POR SILVIO PERSIVO

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