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Eleitores de 20 municípios retornam às urnas neste domingo

Eleições suplementares definirão governador e vice no Tocantins. E também prefeitos e vice-prefeitos de cidades localizadas em nove estados

Cerca de 1,5 milhão de eleitores voltam às urnas no próximo domingo (3/6) para eleger os chefes do Poder Executivo no estado do Tocantins e em 20 municípios de nove estados. Denominadas suplementares, as novas eleições ocorrem em razão de decisões da Justiça Eleitoral que afastaram os mandatários anteriores dos cargos por indeferimento do registro de candidatura ou cassação do mandato. Em todas as cidades onde haverá pleito suplementar, a votação ocorrerá das 8h às 17h, no horário local.

 

No Tocantins, o novo pleito foi organizado depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou, em 22 de março deste ano, os mandatos do governador, Marcelo Miranda (MDB), e de sua vice, Cláudia Lélis (PV), por arrecadação ilícita de recursos  para a campanha de 2014.

Os municípios que terão novas eleições para prefeito e vice-prefeito são os seguintes:  Jeremoabo (BA), Pirapora do Bom Jesus, Bariri e Turmalina (SP), Umari, Tianguá, Frecheirinha e Santana do Cariri (CE), Teresópolis (RJ), Bom Jesus (RS), Niquelândia (GO), Vilhena (RO), Guanhães, Ipatinga e Pocrane (MG), João Câmara, Pedro Avelino, São José do Campestre, Parazinho e Galinhos (RN).

 

 

Código Eleitoral

 

Pelo artigo 224 da Lei nº 4.737/1965 (Código Eleitoral), se a nulidade da votação atingir a mais de metade dos votos do país nas eleições presidenciais, do Estado nas eleições federais e estaduais ou do município nas eleições municipais, serão julgadas prejudicadas as demais votações, e o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 a 40 dias.

 

A reforma eleitoral ocorrida em 2015, por meio da Lei nº 13.165, incluiu o parágrafo 3º no artigo 224 do Código Eleitoral. Segundo o dispositivo, devem ocorrer novas eleições sempre que houver, independentemente do número de votos anulados e após o trânsito em julgado, “decisão da Justiça Eleitoral que importe o indeferimento do registro, a cassação do diploma ou a perda do mandato de candidato eleito em pleito majoritário”.

 

As instruções para a realização de eleições suplementares são estabelecidas por meio de resolução aprovada pelo respectivo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

 

Além do pleito deste domingo, no próximo dia 24/6, eleitores de outros seis municípios também voltarão às urnas para escolher prefeitos e vice-prefeitos. São eles: Santa Luzia, Itanhomi e Timóteo (MG); Cabo Frio e Rio das Ostras (RJ); e Moju (PA).

 

Confira na tabela abaixo os locais, a relação dos cargos e dos candidatos que concorrerão às eleições suplementares no último domingo, além do número de eleitores e do resumo das razões que motivaram o afastamento dos titulares anteriores dos mandatos:

 

 

ESTADO, MUNICÍPIO/UF     CARGOCANDIDATOSELEITORADOMOTIVO DO AFASTAMENTO

DO TITULAR DO CARGO

TOCANTINSGOVERNADOR E VICE-GOVERNADORCarlos Enrique Amastha (PSB), vice Célio de Moura (PT);

Kátia Abreu (PDT), vice Marco Antonio (PSD);

Marcos Costa (PRTB), vice Jenilson Cirqueira (PRTB);

Mário Avelar (PSol), vice Melquesedec Aires (PSol);

Márlon Jacinto Reis (Rede), vice Edvan Silva (Rede);

Mauro Carlesse (PHS), vice Wanderlei Castro (PHS);

Vicente de Oliveira (PR), vice Divino Junior (PROS)

*1 milhãoO governador e vice-governadora eleitos em 2014, Marcelo Miranda (MDB) e Cláudia Lélis (PV), foram cassados pela Justiça Eleitoral por abuso de poder econômico na campanha eleitoral, pelo uso de R$ 1,5 milhão na forma de contratos e operações simuladas de um conjunto de apoiadores.
Jeremoabo (BA)PREFEITO E VICE-PREFEITOAntonio Chaves (PSD), vice Diana de Irene (PSD);

Deri do Paloma (PP), vice Lula de Dalvinho (DEM)

* 26,4 milA Justiça Eleitoral indeferiu o registro da prefeita eleita Anabel de Sá Lima Carvalho por exercício de terceiro mandato no cargo, o que é vedado pela Constituição Federal.

 

 

Pirapora do Bom Jesus (SP)PREFEITO E VICE-PREFEITOAdemilson Marceneiro (PSol), vice Marcone (PSol)

Alessandro Costa (PR), vice Sandra (PR)

Andrea Bueno (PSDB), vice Elias (PTB)

Gregório (MDB), vice Bê (PSD)

Neno (PDT), vice Alexandre (PDT)

*11,7 milA Justiça Eleitoral considerou inelegível o prefeito eleito, Raul Silveira Bueno Junior (PTB), devido a irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) em contratos firmados por sua administração em mandatos anteriores.
Bariri (SP)PREFEITO E VICE-PREFEITOAirton Pegoraro (MDB), vice Fernando Foloni (PPS)

Neto Leoni (PSDB), vice Maria Pia (PSDB)

* 24,7 milA Justiça Eleitoral negou o registro do prefeito Francisco Leoni Neto (PSDB), em razão de inelegibilidade de seu vice Benedito Mazotti (PSDB), devido a duas condenações por improbidade administrativa.

 

 

Turmalina (SP)PREFEITO E VICE-PREFEITOAlex Ribeiro (MDB), vice Calixto (DEM)

Tutão (PSDB), vice Moisés do Jacaré (PTB)

* 1,9 milA prefeita, Fernanda de Menezes Andréa (PTB), e o vice, Alcir Antonio de Aquino (PTB), foram cassados por compra de votos.

 

Umari (CE)PREFEITO E VICE-PREFEITONeide (PSD), vice Sandro (PP)

Paula Viana (PHS), vice Bruno Barros (PCdoB)

* 6,3 milA Justiça Eleitoral cassou os diplomas do prefeito e da vice-prefeita, Francisco Alexandre Barros Neto e Laura do Carmo Lustosa Ribeiro, por compra de votos nas eleições de 2016.
Tianguá (CE)PREFEITO E VICE-PREFEITODr. Jaydson (PTB), vice

Mendes Filho (PP)

 

Dr. Luiz (PSD), vice Aroldo das Topiques  (PSD)

 

 

Zé Terceiro (PEN), vice

João Antônio (PEN)

 

* 50,7 milOs registros de candidatura do prefeito, Luiz Menezes de Lima, e do vice-prefeito, Aroldo Cardoso Portela, foram indeferidos por inelegibilidade prevista no artigo 1º, inciso I, alínea “d” da Lei Complementar 64/90 (Lei da Ficha Limpa).

 

Frecheirinha (CE)PREFEITO E VICE-PREFEITOHelton Luís (PDT), vice Gargamel (PPS)* 11,2 milA Justiça Eleitoral cassou o prefeito e o vice-prefeito, Carleone Júnior de Araújo e Cláudio Fernandes Aguiar, por conduta vedada a agente público.
Santana do Cariri (CE)PREFEITO E VICE-PREFEITOPedro Henrique (MDB), vice Bibiane Sampaio (PSDB)

Vicente Brilhante (PDT), vice Maurício Matos (PSL)

* 12,3 milA prefeita e o vice-prefeito, Danieli de Abreu Machado e Juracildo Fernandes da Silva, foram cassados por abuso de poder político e econômico.
Teresópolis (RJ)PREFEITO E VICE-PREFEITOCarlos Filho (DEM), vice Luís Porto, (DEM)

Milton Rodrigues (PSDB), vice Alessandro Cahet (PSDB)

Luiz Ribeiro (MDB), vice Hygor Faraco (MDB);

Maria Corrêa Bertoche (PSol), vice Valdir Junior (PSol)

Nelson Durão (PRP), vice Gilson Paim (PRP)

Roberto Petto Gomes (SD), vice Lisle Carvalho (SD)

Odenir Moreira (PP), vice Marcus Ramos (PP)

Roberto Alves Filho (PT), vice Elson Paulo (PT)

Vinícius Claussen da Silva (PPS), vice Ari Junior (PPS)

* 126 milO prefeito Mário de Oliveira Tricano (PP) foi declarado inelegível pela Justiça Eleitoral por condenação por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação nas eleições de 2008.
Bom Jesus (RS)PREFEITO E VICE-PREFEITODiogo Grazziotin Dutra (PP), vice Valfredo Fonseca (PSDB);

Diogo Kramer Boeira (PDT), vice Rafael Garga (MDB);

Lucimar Rodrigues (PSB), vice Wellerson Ramos (PSB)

* 8 milA Justiça Eleitoral indeferiu o registro de candidatura do prefeito Frederico Arcari Becker (PP), devido à declaração de sua inelegibilidade por improbidade administrativa.
Niquelândia (GO)PREFEITO E VICE-PREFEITOJoscelino Neves (SD), vice Jesus Franca (PRB)

Weder Oliveira (PSDC), vice Junior Leal (PMN)

Fernando Carneiro (PSD), vice Saullo Adorno (PTB)

Xisto Damas (PHS), vice Agnaldo da Van (PP)

* 26,9 milA Justiça Eleitoral indeferiu o registro do prefeito Valdeto Ferreira Rodrigues, condenado por ato de improbidade administrativa.
Vilhena (RO)PREFEITO E VICE-PREFEITOEduardo Tsuru (PV), vice Maria José (PSDB)

Rosani Donadon (MDB), vice Darci Cerutti (DEM)

* 58,7 milA prefeita Rosani Donadon teve seu registro de candidatura cassado, em virtude de estar inelegível por oito anos, com base na alínea “d” do inciso I do artigo 1º da Lei Complementar 64/90.
Guanhães (MG)PREFEITO E VICE-PREFEITOAdão Vieira (PRB), vice Alcides (PRB)

Dorinha da Farmácia (PDT), vice Célio da Gráfica (PDT)

Guido Carvalho (PHS), vice João Milagres (PHS)

Nivaldo dos Santos (PPS), vice Nelci da Motovec (PEN)

 

* 25 milA chapa eleita em 2016, liderada pelo prefeito Geraldo José Pereira (PMDB), teve o seu registro cassado por uso indevido dos meios de comunicação e arrecadação ilícita de recursos de campanha.
Ipatinga (MG)PREFEITO E VICE-PREFEITODaniel Cristiano (PCB), vice Maura Gerbi (PSOL)

Lene Teixeira (PT), vice Antonio Mendes (PT)

Nardyello Rocha (MDB), vice Célio Aleixo (PV)

Wanderson Gandra (PSC), vice Robertinho Soares (PSC)

 

* 63 milA Justiça Eleitoral indeferiu o registro do prefeito, Sebastião de Barros Quintão (PMDB), e de sua vice, Jesus Nascimento da Silva (PSDB), devido à inelegibilidade por abuso de poder econômico e compra de votos.

 

Pocrane (MG)PREFEITO E VICE-PREFEITODelosmar do Bitão (PV), vice Filhotinho (PP)

Juninho do Álvaro (PSB), vice Nadir do Eustaquio (PSB)

* 7,4 milAs novas eleições ocorrerão em razão da dupla vacância no Executivo municipal. A vice-prefeita Nadir Domingos Dionis faleceu em 2017, e o prefeito, Álvaro de Oliveira Pinto Júnior, renunciou ao mandato em 10 de abril de 2018.
João Câmara (RN)PREFEITO E VICE-PREFEITOJoserlania Leite (PSD), vice Raimundo Antunes (PP)

Manoel Bernardo (DEM), vice Anna Katharina (DEM)

 

* 22,8 milA Justiça Eleitoral cassou o prefeito Maurício Caetano Damacena e seu vice Hoderlin Silva de Araújo por abuso de poder na eleição.

 

Pedro Avelino (RN)PREFEITO E VICE-PREFEITOFrancisco Hélio (PRB), vice Rodrigo Contreras (PRB)

Alexandre Sobrinho (MDB), vice Elson Trindade (PSB)

* 6,9 milA Justiça Eleitoral cassou a prefeita e o vice-prefeito de Pedro Avelino, Neide Suely Muniz Costa e Nilton Mendes, por abuso de poder econômico e político, além de conduta vedada a agente público.

 

São José do Campestre (RN)PREFEITO E VICE-PREFEITOJoseilson Costa (MDB), vice Eribaldo Lima (PHS)

 

Régio Luciano Alves (PRB), vice Afrísio Neto (PSB)

 

* 9,5 milA prefeita e a vice-prefeita Maria Alda Romão Soares e Eliza Assis de Oliveira Borges tiveram os mandatos cassados por compra de votos e abuso de poder econômico na campanha.

 

Parazinho (RN)PREFEITO E VICE-PREFEITOCarlos Veriano (PMN), vice Marcos Antônio (PR)

Atiliano de Souza (DEM), vice Francisca Bezerra (DEM)

* 5,1 milA Justiça Eleitoral cassou os diplomas da prefeita e vice-prefeita Rita de Luzier de Souza Martins e Edna Maria de Almeida Câmara, por compra de votos e abuso de poder econômico.

 

Galinhos (RN)PREFEITO E VICE-PREFEITOMário Hélison (MDB), vice Francisco Júnior (PRB)

Francinaldo da Cruz (PR), vice Ivone Lima (PTB)

 

* 2,3 milForam cassados os diplomas de Fábio Rodrigues de Araújo e Afrânio Reis Cavalcante, prefeito e vice-prefeito do município, por abuso de poder político e econômico e compra de votos.

FONTE: TSE

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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