Teia Digital • Tempo Real

Economia: As incertezas que continuam no Horizonte – Por Silvio Persivo

Perdas terríveis. “Vivemos tempos sombrios, onde as piores pessoas perderam o medo e as melhores perderam a esperança” (Hannah Arendt).

DESOCUPAÇÃO AUMENTOU EM RONDÔNIA

A Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) mostrou que, em Rondônia, houve um aumento na taxa de desocupação de 1,5%  entre o terceiro e quarto trimestre de 2023, passando de 2,3% para 3,8%. No ano todo, Rondônia manteve-se com a menor taxa de desocupação do país: 3,2%, a frente de Mato Grosso (3,3%), Santa Catarina (3,4%), Mato Grosso do Sul (4,7%) e Paraná (4,8%). Entre os maiores índices anuais, ficaram Pernambuco (13,4%), Bahia (13,2%), Sergipe (11,4%), Amapá (11,3%) e Rio Grande do Norte (10,7%). Mas, Santa Catarina voltou a ser a Unidade Federativa com a menor taxa trimestral de desocupação: 3,2%. Das capitais brasileiras no 4º trimestre de 2023, Porto Velho apresentou taxa de desocupação de 6,7% e deixando a liderança entre as menores taxas e passando para a oitava posição, junto com Belo Horizonte (MG). No período analisado, Campo Grande (MS) registrou o menor índice de desocupação: 2,6%. No estado de Rondônia, no quarto trimestre de 2023, do total de pessoas ocupadas (808 mil), 21,5% (174 mil) estavam ocupadas no comércio; 19,8% (160 mil) desempenharam suas atividades na administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais; e 18,8% (152 mil) trabalharam no setor agropecuário.

REGIÃO NORTE TEM O MAIOR ÍNDICE DE INFORMALIDADE

Em relação à informalidade entre os estados, Rondônia ficou na décima posição entre as maiores taxas, registrando um índice de 46,1% de trabalhadores na informalidade. As maiores proporções foram no Pará (56,5%), Maranhão (56,5%), Piauí (54,4%), Amazonas (54%) e Bahia (53,7%). Na outra ponta, ficaram Santa Catarina (26,4%), Distrito Federal (29,7%), São Paulo (31,5%), Rio Grande do Sul (31,9%) e Paraná (31,9%). É preciso salientar que a PNAD Contínua apontou que todos os estados das Regiões Norte e Nordeste apresentaram taxas de informalidade maiores que o índice brasileiro. Enquanto a proporção de trabalhadores brasileiros sem registro em carteira ou CNPJ foi de 39,2%, em 2023, a Região Norte teve 52,3% e a Nordeste 52,1%. Os dados destas duas notas são de responsabilidade do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e foram repassados por Amabile Casarin, analista Censitária do Jornalismo da Superintendência Estadual do IBGE em Rondônia.

COMBUSTÍVEIS FICAM MAIS CAROS EM TODO O PAÍS

Uma semana depois do início da vigência das novas alíquotas do ICMS, o preço médio dos principais combustíveis ficou mais caro em todo o país. É o que aponta a última análise do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), ao mostrar que o  litro da gasolina fechou no dia 6 de fevereiro a R$ 5,91, incremento de 3,14%, quando comparado ao dia 31 de janeiro. Já o diesel comum foi comercializado a R$ 6,01, um acréscimo de 1,52%, e o tipo S-10 fechou a R$ 6,16, após ficar 1,99% mais caro.  Segundo Douglas Pina, Diretor-Geral de Mobilidade da Edenred Brasil, “Essas altas representam um desembolso médio a mais de R$ 0,18 centavos para os motoristas que abastecem com gasolina. Ainda, ressalto que o consumo do etanol contribui para uma mobilidade de baixo carbono, reduzindo as emissões de gases responsáveis pelas mudanças climáticas”.  Em Porto Velho, efetivamente, o preço mais baixo do litro da gasolina foi de R$ 5,39, mas somente em alguns poucos postos, na grande maioria estava sendo vendido a R$ 5,89 o litro.

DEBATE SOBRE A EMENDA CONSTITUCIONAL 132/2023

A Zona Franca de Manaus (ZFM), no dia 21/02, às 9h30, num evento híbrido vai discutir a operacionalização da manutenção da sua competitividade nos termos da Emenda Constitucional 132/2023 por meio de leis complementares que instituirão o imposto sobre bens e serviços de competência compartilhada entre estados, Distrito Federal e municípios. A iniciativa é do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM), em parceria com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) e a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), com participação especial do Centro de Cidadania Fiscal (CCiF). Os painéis de debates ocorrerão presencialmente no prédio da Suframa, em Manaus (AM), com transmissão ao vivo pelo YouTube e pelo LinkedIn.

AMAZONAS SE MOVIMENTA POR MAIS TRANSPORTE AÉREO

Enquanto em Rondônia, mesmo com muito mais problemas de transporte aéreo do que Manaus, há uma sensível letargia,  os empresários amazonenses se movimentam pedindo providências para melhorar o número de voos para a capital manauara. A questão é a de minimizar os impactos logísticos da seca recorde de 2023, que geraram custos extras de, pelo menos, R$ 1,40 bilhão para o Polo Industrial de Manaus. A necessidade de expansão e diversificação no segmento de transporte de cargas foi o tema debatido na sede do Cieam, na semana passada, entre conselheiros da entidade, operadores logísticos e a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Na ocasião se reforçou a necessidade de apoio governamental para atrair mais companhias aéreas e para a autorização de novos voos. O uso do aeroporto de Manaus para abastecer países vizinhos também foi proposto, assim como a criação de um centro de armazenamento e distribuição de cargas. Hoje, tudo o que vem da Ásia e Europa passa por Miami, Guarulhos (SP) e Curitiba (PR), antes de ser distribuído para outros estados. O coordenador e presidente da Comissão de Logística do Cieam, e professor da Ufam, Augusto Cesar Rocha, disse que o polo industrial por um “momento muito especial”, em que se elaboram as leis complementares da ZFM, no âmbito da reforma Tributária, e que a questão da competitividade “inquieta muito” o setor. “O aeroporto pode ser um eixo de desenvolvimento para o Estado, ou um elemento que pode frear esse processo”. O especialista defendeu a expansão de cargas para tornar o aeroporto mais competitivo e ser um hub para o Norte do Brasil e todo o Norte da América do Sul. Também reclamou que a Anac poderia regular melhor o transporte aéreo para ter mais voos. Imagine se formos pensar em Rondônia onde, muitas vezes, se vai para Confins para ir para o Nordeste ou até Brasília para ir para Cuiaba!

AS INCERTEZAS QUE CONTINUAM NO HORIZONTE

A grande realidade é que os empresários tentam manter o otimismo, mas as coisas andam difíceis na economia. Uma das causas, sem dúvida, é o comportamento errático do governo federal que tem mais atrapalhado do que ajudado. Um exemplo foi a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 132/2023, que estabeleceu o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) com uma alíquota geral de 12%. Há um grande receio com relação à competitividade dos produtos com o IBS neste nível, pois em relação a outros países, é crucial adotar medidas que assegurem sua eficácia e equilíbrio. De fato, é indispensável (o que não foi feito) avaliar a carga tributária total, incluindo outros impostos para evitar que um peso excessivo desestimule investimentos e prejudique a competitividade do país. Também, depois de uma fase de recuperação no final de 2023, há fundados receios sobre o desempenho dos ativos de risco no Brasil ao longo deste ano. Há esperança que a entrada de capital estrangeiro seja um fator de virada, embora esta movimentação dependa fortemente da política monetária do Federal Reserve, o que nos deixa na dependência das flutuações das taxas de juros nos Estados Unidos. A opinião predominante, pelo menos, entre os empresários locais é a de que teremos um ano difícil onde as incertezas permanecem e será preciso o setor produtivo estar atento aos movimentos do governo que age mais no sentido de arrecadar do que pensando nos efeitos econômicos de suas medidas.

 Por Silvio Persivo

Tags

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

COLUNA DO GOMINHO JÚNIOR

COLUNA NOTÍCIAS DA CORTE

COLUNA TEMPO REAL POR GOMES OLIVEIRA

PARCERIA

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

Acesse nossa Página do Facebook

Folha Rondoniense is Protected by

Sobre nós

Folha Rondoniense todos os Direitos Reservados @ Endereço: Rua Nicaraguá 7246, Centro, Candeias do Jamari

facebook: folha Rondoniense.folha Rondoniense.