Cidades

DÓLAR CAI APÓS RECORDE E FECHA COTADO A R$ 4,04

MOEDA AMERICANA CHEGOU A R$ 4,24, MAS INVERTEU APÓS BC INTERVIR

Em um dia marcado por variações extremas, o dólar à vista fechou em baixa de 2,15%, cotado a R$ 4,046, perto da mínima do dia. Esta foi a primeira queda da cotação depois de cinco sessões consecutivas de alta da moeda norte-americana, que nesta semana superou a marca histórica de R$ 4. O mercado futuro de juros também terminou a sessão com as taxas em baixa, após variações intensas no decorrer do dia.

Os mercados de câmbio e juros tiveram dois momentos completamente distintos nesta quinta-feira. Pela manhã, o mercado cedeu à aversão ao risco e levou o dólar à máxima de R$ 4,248 (+2,73), em meio ao pânico nas mesas de operações. Nos negócios com juros futuros na BM&FBovespa, as taxas dispararam e alguns vencimentos dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) atingiram o limite máximo de oscilação, tendo as negociações interrompidas.

O movimento de alta teve forte componente especulativo, uma vez que os investidores repercutiam a aparente ineficácia das medidas do Banco Central e do Tesouro Nacional para conter o avanço do dólar e dos juros em meio às crises política e econômica. O movimento de virada começou ainda pela manhã, a partir de declarações do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, durante a divulgação do Relatório Trimestral de Inflação do BC.

Tombini sinalizou que não haverá aumento da Selic por um período prolongado e garantiu que BC e Tesouro têm instrumentos adequados para conter as turbulências dos mercados. A fala de Tombini afastou as especulações de que a autoridade monetária poderia promover um choque de juros, o que teve impacto positivo no mercado de taxas. Também afastou os comentários de que o BC não estaria disposto a usar as reservas cambiais vendendo dólares no mercado à vista para conter o avanço das cotações – outro fator de tensão no mercado.

Dólar e juros perderam força imediatamente às declarações de Tombini, reforçadas mais adiante pelo diretor de Política Econômica do BC, Luiz Awazu Pereira. A reação não foi maior devido aos ruídos no cenário político, com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), voltando a defender a não participação do PMDB no governo. A presidente Dilma Rousseff, que anunciaria hoje a reforma ministerial, adiou a medida para a próxima semana, justamente devido às dificuldades com os partidos da base, especialmente o PMDB de Cunha.

A inversão de tendência foi definida no início da tarde – com dólar e juros em queda – e foi consolidada com o anúncio da realização de leilões diários de compra e venda de títulos pelo Tesouro.

A instituição adotará, entre 25 de setembro e 2 de outubro, um programa diário de venda e compra de NTN-F. Adicionalmente, será realizado leilão de venda de LFT com vencimento em 1º de setembro. De acordo com o Tesouro, o objetivo do programa é fornecer suporte e liquidez ao mercado de títulos públicos.

Na prática, a iniciativa do Tesouro busca reduzir a pressão no mercado de juros que, por sua vez, vinha afetando também as cotações do dólar. O anúncio dos leilões aprofundou a queda das taxas, que mergulharam, levando a um novo travamento dos negócios – desta vez na ponta contrária à observada pela manhã.

Todos os principais vencimentos de DI a partir de janeiro de 2017 terminaram o call de fechamento no limite de oscilação, com queda de 80 pontos-base. O juro para janeiro de 2017 terminou na mínima de 15,67%, de 16,47% no ajuste anterior e de 17,27% na máxima intraday. O DI para janeiro de 2018 acabou em 16,05%, de 15,85% ontem e depois de tocar no limite máximo, pela manhã, de 17,65%. A taxa para janeiro de 2019 ficou na mínima de 16,12%, ante 16,92% no ajuste da véspera e de 16,72% mais cedo.

Bovespa. A Bovespa trabalhou parte da tarde em alta, mas não conseguiu escapar de terminar no vermelho pelo quinto pregão consecutivo. O recuo, entretanto, foi bem mais tímido do que o visto no pior momento do dia, ainda nos primeiros minutos de negociação. A fala do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, a atuação do Tesouro Nacional e a melhora de Nova York favoreceram a recuperação doméstica.

O Ibovespa terminou o dia em baixa de 0,11%, aos 45.291,96 pontos. Na mínima, marcou 44.183 pontos (-2,55%) e, na máxima, atingiu 45.572 pontos (+0,51%). No mês, acumula perda de 2,86% e, no ano, de 9,43%. O giro financeiro totalizou R$ 7,534 bilhões. (AE)

Fonte: diariodopoder

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: BRASIL É O 8º MERCADO DE MÚSICA GRAVADA DO MUNDO – Por Silvio Persivo

    Com um faturamento de R$ 3,958 bilhões, crescimento de 14,1%, segundo a Pró-Música Brasil, o Brasil se tornou o 8º maior mercado de música gravada do mundo em 2025. Do total do faturamento cerca de R$ 3,4 bilhões vieram do streaming, que aparece como principal motor das receitas do setor.  Neste cenário, a Associação Brasileira da Música Independente (ABMI) amplia sua agenda de conexões comerciais por meio do BMK (Brazil Music Market), um projeto voltado à aproximação de artistas, selos e empresas com profissionais e oportunidades da indústria musical. Em outubro, são previstas ações no Formemus, no Espírito Santo, e, em novembro, na Semana Internacional de Música de São Paulo (SIM São Paulo). Para Talita Cordeiro, diretora-geral da ABMI, o avanço do mercado brasileiro precisa se traduzir em oportunidades concretas para as empresas independentes. A discussão envolve o acesso a novos mercados, a construção de parcerias comerciais e a capacidade de transformar a circulação internacional da música brasileira em negócios sustentáveis. FONTE: COLUNA TEIA DIGITAL –  POR SILVIO PERSIVO

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