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Documentos vazados sugerem que os EUA estão pessimistas com a guerra na Ucrânia

Segundo as publicações, as defesas aéreas de médio alcance de Kiev para proteger as tropas da linha de frente serão “completamente reduzidas até 23 de maio”

Os documentos vazados altamente confidenciais do Pentágono publicados nas mídias sociais oferecem um ponto de vista pessimista dos Estados Unidos sobre o estado da guerra na Ucrânia, destacando as fraquezas no armamento e nas defesas aéreas da Ucrânia e prevendo um impasse na guerra nos próximos meses.

Os documentos, que parecem datar de fevereiro e março, detalham muitos dos déficits militares percebidos do país enquanto Kiev se prepara para uma contra-ofensiva de primavera contra a Rússia.

Vários dos documentos confidenciais alertam que as defesas aéreas de médio alcance da Ucrânia para proteger as tropas da linha de frente serão “completamente reduzidas até 23 de maio”, sugerindo que a Rússia poderá em breve ter superioridade aérea e Zelensky poderá perder a capacidade de reunir forças terrestres em uma contra-ofensiva.

Os documentos também ressaltam problemas persistentes com a própria ofensiva militar da Putin, prevendo que o resultado será um impasse entre os dois lados no futuro próximo.

“A dura campanha de atrito da Rússia na região de Donbass provavelmente está caminhando para um impasse, frustrando a meta de Mosco de capturar toda a região em 2023”, afirma um dos documentos classificados.

Funcionários familiarizados com a situação disseram à CNN que os documentos parecem fazer parte de um briefing diário de inteligência preparado para os líderes seniores do Pentágono, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Mark Milley.

O vazamento dos documentos, muitos dos quais marcados como ultrassecretos, representa uma grande violação da segurança nacional, e o Departamento de Justiça iniciou uma investigação criminal sobre quem pode tê-los vazado enquanto o Pentágono está investigando como isso afeta a segurança nacional dos EUA.

Além da avaliação da guerra na Ucrânia, os documentos incluem informações coletadas sobre aliados e adversários.

O tenente-general aposentado Mark Hertling, analista militar e de segurança nacional da CNN, disse que os desafios que a Ucrânia enfrenta com sua contra-ofensiva planejada estão claros há semanas, incluindo a necessidade de integrar novos equipamentos e novas tropas e garantir que uma cadeia de suprimentos suficiente seja no lugar.

Ele não achava que o vazamento do documento alteraria os planos de Kiev. “Não vi nada nos documentos que vi que pudesse fazer com que eu, como comandante, mudasse meus planos”, disse Hertling.

“Ele forneceu algumas informações aos russos em termos de localizações de unidades e capacidades de munição e equipamentos, mas eu arriscaria dizer que os russos já sabiam de tudo isso de qualquer maneira.”

Autoridades dos EUA alertaram publicamente que a guerra pode se arrastar

De muitas maneiras, a avaliação da guerra na Ucrânia é semelhante ao que as autoridades dos EUA disseram publicamente, já que altos funcionários do governo Biden disseram que o conflito provavelmente se arrastará por meses, se não mais.

Mas a avaliação detalhada e inflexível da guerra é apresentada de forma rígida nos slides informativos sobre os desafios que o país enfrenta, apesar de seus sucessos em mais de um ano de guerra.

Um funcionário de um país que faz parte do acordo de compartilhamento de inteligência Five Eyes com os EUA disse à CNN anteriormente que era alarmante ver as informações vazadas sobre a guerra na Ucrânia prejudicando o país no campo de batalha.

“Ganhos para a Ucrânia serão difíceis de alcançar, mas não ajuda ter a avaliação privada dos EUA apontando para um provável impasse de um ano revelada publicamente”, disse o funcionário.

Publicamente, as autoridades americanas e ucranianas minimizaram a importância dos documentos classificados.

O secretário de Estado, Antony Blinken, assegurou à Ucrânia o apoio “de ferro” dos Estados Unidos ao país, após o vazamento de documentos do Pentágono, de acordo com o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba.

Durante uma ligação, Blinken “reafirmou o firme apoio dos EUA e rejeitou veementemente qualquer tentativa de lançar dúvidas sobre a capacidade da Ucrânia de vencer no campo de batalha”, escreveu Kuleba na terça-feira no Twitter.

“Os EUA continuam sendo parceiros confiáveis da Ucrânia, focados em promover nossa vitória e garantir uma paz justa”, disse Kuleba.

Em uma coletiva de imprensa na terça-feira (11), o secretário de Defesa Lloyd Austin disse que o departamento “revirará todas as pedras até encontrarmos a fonte” dos documentos de inteligência vazados.

A CNN revisou 53 documentos vazados, todos os quais parecem ter sido produzidos entre meados de fevereiro e início de março.

Pelo menos um dos documentos parece ter sido alterado, informou a CNN anteriormente, que listou o número de vítimas russas e ucranianas e mais da metade do número de mortes russas antes de ser divulgado nos canais pró-russos do Telegram.

Ainda assim, as autoridades americanas reconheceram que a maior parte dos documentos parece ser genuína. A Ucrânia já alterou alguns de seus planos militares por causa do vazamento, disse uma fonte próxima a Zelensky à CNN.

“Esses documentos são estáticos. Eles são uma imagem de um tempo específico. Tanto os Estados Unidos quanto a Ucrânia têm a capacidade de modificar o que estão fazendo e como estão abordando essa questão, e certamente temos muito tempo para a Ucrânia fazer isso”, disse o presidente da Inteligência da Câmara, Mike Turner à CNN.

Documentos adicionais também surgiram.

O Washington Post informou na segunda-feira (10) sobre outro documento vazado com uma avaliação sombria de fevereiro de que os desafios com tropas, munições e equipamentos podem fazer com que a Ucrânia fique “bem aquém” de seus objetivos em sua contra-ofensiva planejada para a primavera.

Um documento de fevereiro afirma que os EUA avaliam que a Ucrânia pode gerar 12 brigadas de combate para a contra-ofensiva da primavera, incluindo três treinadas na Ucrânia e nove treinadas e equipadas pelos EUA.

Seis das brigadas estariam prontas até o final de março e as seis restantes até o final de abril, segundo o documento.

Os documentos vazados incluem mapas detalhados de posições no campo de batalha, estatísticas sobre o número de soldados mortos e feridos e estimativas de tanques, caças e outras armas que foram posicionadas e destruídas.

Um slide fornece uma linha do tempo para quando o solo da Ucrânia estará congelado, quando ficará lamacento e quando será favorável para avançar. Há avaliações das forças ucranianas em torno de Bakhmut, onde algumas das lutas mais ferozes entre os dois lados aconteceram este ano.

Em uma atualização em fevereiro, a avaliação da inteligência inclui detalhes sobre as aldeias para onde os militares ucranianos se retiraram e quais posições ainda controlavam.

FONTE: CNN BRASIL

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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