Esporte

Documento comprova que governo usou computadores do palácio para atacar adversários na campanha

Telebrás revelou através de ofício que endereço usado na campanha IP é do Palácio Presidente Vargas, sede do governo.

Falta de lógica

Um tribunal composto por fiscais que julgam recursos de multas aplicadas por outros fiscais. Em tese, não faz o menor sentido a manutenção do Tribunal Administrativo Tributário do Estado (TATE), que teve um membro preso na semana passada na Operação Mamon. E não faz sentido porque as multas aplicadas pelos fiscais da SEFIN deveriam ser questionadas na justiça e não em um tribunal próprio. É uma espécie de “máquina de achaque”, fica difícil não duvidar da lisura do processo.

Pior

Neste fim de semana, o jornalista Gomes Oliveira revelou informação recebida de fontes confiáveis, que Wagner de Souza, conhecido como “Wagner Bocão” é uma das figuras mais influentes no TATE. E que ele se reunia com o cunhado de Confúcio Moura, Francisco de Assis, durante o primeiro mandato de Confúcio. Gomes declara ainda que Bocão exerce forte influência sobre o TATE. Bom, patrimônio Wagner tem. Só para constar, o prédio onde está instalado o Ministério Público Federal é de sua propriedade. Essa é uma daquelas mágicas financeiras que só os grandes conseguem desenvolver.

Uma nacional

O executivo da empresa UTC, Ricardo Pessoa que assinou acordo de delação premiada na semana passada, e é réu em dois processos por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, vai “entregar geral”. E ele se referia a Lula, Dilma, Renan, alguns políticos tucanos e grande parte do primeiro escalão da República. Pessoa é apontado como coordenador do chamado “clube das empreiteiras”.

Abuso

Durante toda a campanha eleitoral de 2014 a coluna alertava para o uso indiscriminado da máquina administrativa por parte do governador cassado Confúcio Moura e sua equipe. Foram feitas diversas denúncias, mas pelo visto parece que todos enxergavam isso, menos o Ministério Público Eleitoral. Uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), de número 1726-03, proposta pela coligação “Frente Muda Rondônia”, do candidato Expedito Júnior denunciou o uso de computadores do governo em ataques ao candidato.

Pois bem

O Tribunal Regional Eleitoral requereu da Telebrás, os endereços dos IPs (Internet Protocol – número único de cada computador recebe ao se conectar na internet) que apareciam nos ataques, e advinha só, o IP 177.15.120.2 pertence ao range de numeração da Telebrás e aponta diretamente para o assinante, Governo do Estado de Rondônia, no circuito ROAC000002, sob o CNPJ 03.639.136/0001-12, cujo endereço comercial é, Dom Pedro II, 608, Palácio Presidente Vargas, em Porto Velho.

Pois é

O IP apareceu 8 vezes em ataques diretos a Expedito Júnior e isso é crime, e grave. Em passado recente foram feitas alterações no perfil do Wikipédia da jornalista Miriam Leitão e o servidor responsável pela gracinha foi exonerado. Por aqui, reina a leniência e a impunidade confuciana, principal responsável por toda essa bandalheira. A AIJE deverá entrar na pauta de julgamentos do TRE em breve, e pede a cassação do mandato de Confúcio. Resta saber se também ninguém vai conseguir “enxergar ilegalidades” nesse ato. Parece que uma epidemia de cegueira tem afetado algumas mentes em Rondônia.

Mas tem mais

No mesmo período foram usados computadores da secretaria de Estado da Educação (SEDUC), na época comandada pelo atual chefe da Casa Civil, Emerson Castro. Foram feitas mais de 2 mil postagens ofensivas e divulgação de vídeos contra o candidato Expedito Júnior, e pior, em horário de trabalho. Os registros apontam que foram usados os computadores da SEDUC no período entre 8 e 13 horas. E foi assim, na base do “vale tudo” que o governador Confúcio foi reeleito. No fundo ele sabe que não está legitimado. Aplicou golpes baixos durante toda a campanha, e tev que fazer isso, porque trabalho mesmo, não teve nenhum.

Alegrinho

Falando em Confúcio ele confidenciou que está conseguindo “respirar mais aliviado” desde que Héverton Aguiar deixou de ser Procurador Geral do Ministério Público, no último dia 15. A leveza do governador seria porque ele mantém “boas relações” com o novo PGJ. Particularmente não acredito nisso. O Ministério Público tem várias operações que precisam ser concluídas, entre elas a Platéias, Ludus e mais recentemente a Mamon. As três envolvem o Executivo diretamente.

Na Câmara

Mudanças na assessoria de comunicação da Câmara de Porto Velho estariam causando uma situação desconfortável para a Casa junto a imprensa. A demissão de uma assessora de comunicação para acomodar um cinegrafista na vaga pegou muito mal e a turma anda revoltada, e com toda a razão. Os jornalistas que atuam na Câmara fazem um esforço danado para trabalhar, já que não contam com nenhuma estrutura. A situação que já não era boa, tende a piorar.

Até hoje

O Teatro Estadual de Porto Velho, aquele que foi inaugurado às pressas em setembro, durante a campanha eleitoral continua proibido de realizar eventos. O prédio não tem o Habite-se, e como consequência, não tem alvará. E nem vai ter tão cedo. O prédio apresenta uma série de problemas estruturais. A obra levou 14 anos para ser concluída e foi feita “nas coxas” porque o então secretário de Obras Lúcio Mosquini queria “agradar o chefe” e claro, ganhar uns votinhos.

Porém

Mesmo fechado, o Teatro conta com uma equipe grande de servidores, e inclusive o diretor foi “importado” do Rio de Janeiro. Segundo o governo, o diretor do Teatro é Luiz Carlos dos Santos Souza e foi apresentado como “jornalista, historiador e administrador de empresas”. Nada contra o diretor, exceto pelo fato de que esse currículo só é encontrado no release do governo. O que a gente sabe, de fato é que o teatro não funciona, mas os gastos não param.

Curioso

Vai ser ver de que forma vão conseguir esse habite-se e o alvará, se é que vão conseguir.

No limite

O deputado estadual Léo Moraes vem trabalhando em um projeto para tentar resolver um dos mais graves problemas de Porto Velho, que é a limpeza e a conscientização dos moradores. Ainda em fase embrionária, a ideia é promover alguns mutirões em bairros que estão em estado crítico, e ao mesmo tempo trabalhar a auto-estima da população, que ao ver suas ruas limpas, passe a preservar. Léo deve começar a articular algumas reuniões nos próximos dias para começar a executar o projeto. E vem em um grande momento, já que a prefeitura não faz, e os vereadores acham que está tudo bem, alguém precisa fazer.

Para contatos

Fale conosco pelos telefones (69) 3225-9979 ou 9363-1909. Também estamos nowww.painelpolitico.com e www.facebook.com/painel.politico e no Twitter (@painelpolitico). Caso prefira, envie correspondência para Rua da Platina, 4326, Conjunto Marechal Rondon. Whatsapp 9248-8911.

OMS busca plano global contra resistência crescente a antibióticos

Os antibióticos foram uma das maiores invenções da medicina e salvaram milhares de vidas. Mas há um temor crescente quanto ao uso excessivo destes medicamentos, que está fazendo com que eles se tornem menos efetivos à medida que bactérias se tornam mais resistentes. A preocupação é que infecções que eram facilmente tratáveis com antibióticos voltem a ser uma grande ameaça à saúde. Nesta segunda-feira, a OMS (Organização Mundial da Saúde) inicia um encontro que tem entre seus objetivos criar um plano global para a contenção da resistência antimicrobiana. No mês passado, o órgão lançou um relatório alertando que 75% dos países não tinham um plano para evitar que vírus e bactérias resistam a medicamentos. Entre os 133 países consultados – entre eles o Brasil – , apenas 34 tinham projetos para conter a resistência. A OMS não detalhou quais. Entre 2000 e 2010, segundo estudo da Universidade de Princeton publicado na revista científica The Lancet, o consumo de antibióticos aumentou 36%. Os países dos Brics – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – foram responsáveis por 76% desse aumento. Se os remédios pararem de funcionar, infecções comuns como tuberculose podem voltar a matar. Cirurgias e tratamentos de câncer também dependem de antibióticos.

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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