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Dívida vira pesadelo para 29% dos servidores públicos do País

Brasilia 21-06-2018 - Endividados em Brasilia - O número de endividados no Df aumentou nos ultimos anos. Carina Tavares, moradora do Guará, é uma delas. Foto: Kleber Lima/Jornal de Brasilia

Entidades do setor indicam que, no DF, a dificuldade ocorre devido ao descontrole em empréstimos, em especial do consignado, e a desvalorização do empregado.

Ter a segurança que o salário vai cair todo mês e de que não se vai perder o emprego nunca já foram sinônimos de segurança financeira. Porém, muitos servidores públicos utilizaram desses artifícios para conseguir crédito em cima de crédito. Sem controle, não há salário que segure.

Pesquisa do Serasa Experian, divulgada neste mês, mostra que 29% dos servidores em todo o País, tanto federais quanto estaduais ou distritais, estavam inadimplentes. Entidades do setor indicam que, no DF, a dificuldade ocorre devido ao descontrole em empréstimos, em especial do consignado, e a desvalorização do empregado.

A agonia de não ter dinheiro no fim do mês é vivida por uma servidora de 37 anos. Ela vive um misto de desespero e vergonha devido a situação e, por isso, pediu para não ser identificada. Funcionária há 12 anos da Secretaria de Saúde, boa parte desse tempo com dois empregos, ela não sabe o que é contar com mais que R$ 2 mil do salário líquido de cada mês. Cerca de 30% vão para o pagamento dos empréstimos consignados, outra parcela para descontos feitos direto na conta e para sustentar as duas filhas – uma de dois anos e outra de 13 – ela só conta com o restante.

A servidora nem sabe dizer o número de empréstimos que já pegou, porque toda vez que tem oportunidade de receber crédito pega mais um pouco. Apenas no Banco de Brasília (BRB), onde recebe o salário, tem R$ 150 mil em dívidas. Ainda existem débitos em outros três bancos com dívidas de R$ 20 mil, de R$ 6 mil e de R$ 4 mil.

Tudo começou com o primeiro empréstimo, em 2012, quando ela começou a pegar dinheiro emprestado para resolver uma coisa ou outra. Depois, vieram gastos com os filhos, com a saúde e, por fim, tudo virou uma bola de neve. Ela chora ao pensar em tudo que deve, sem ter um horizonte de alívio. “Eu trabalho tanto, mas cheguei a um ponto em que o meu dinheiro não rende para nada. Não tenho mais saúde, nem dinheiro”, afirma a senhora que, apesar de tudo, acredita que vai mudar de vida.

Surpresa para pesquisador

O gerente de Solução e Estratégia da Serasa Experian, Héber Filho, explica que essa não é uma situação tão incomum no Brasil, mas ainda assim a porcentagem de 29% de servidores federais e estaduais inadimplentes surpreendeu. “A gente eperava um percentual bem menor. Quando comparamos essa dado com o total da população inadimplente, que hoje está em 40%, a distância não é muito grande”, afirma o pesquisador ao lembrar que o funcionalismo sequer foi atingido pelo alto desemprego. Um dos maiores culpados pelo endividamento e inadimplência seria a contratação de crédito consignado de forma fácil e sem cuidado.

No ambito federal, a inadimplência dos servidores ficou em 69%. Já entre os estaduais e distritais, o índice ficou em 37%. Quem puxou esse dado para cima foram os mais jovens: dos 18 aos 30 anos, são 37,3% de inadimplentes, seguidos pelos de 41 a 50 anos (30,9%) e pelos de 36 a 40 anos (29,8%). Em relação a renda, 46,6% dos servidores que ganhavam até um salário mínimo estão inadimplentes.

Para a presidente da Caixa de Asssitência Beneficente ao Servidor do GDF (CABS-DF), Elied Barbosa, a situação é grave, com mais de 4 mil servidores do DF com mais de 70% de seu salário sendo retirado pelos bancos. É o caso de Carina Silva, 40 anos, servidora da Secretaria de Educação. Dos R$ 5,7 mil de salário líquido da folha de pagamento, apenas R$ 1,9 mil chegam à conta.

Houve até dois meses em que ela ficou sem receber nada devido aos inúmeros descontos – 30% são retirados da folha para pagar os empréstimos de crédito consignado; outros 33% são debitados da conta corrente; e ainda há uma porcentagem que vai para outros bancos. “O BRB vai dando crédito, crédito, crédito, mas depois cobra tudo. Na época em que eu comecei a pegar a grana, não entendia muito de educação financeira”, afirma a mulher que tem um novo mantra: “ou eu me controlo ou eu passo fome”.
As dívidas começaram após uma cirurgia bariátrica, em que ela trocou a compulsão de comer pela de gastar. Agora, as dívidas passam de R$ 300 mil.

Negociação é um desafio

Com facilidade para obter crédito junto aos bancos e financeiros, os parentes e amigos de funcionários aproveitam para pedir cada vez mais empréstimos. O BRB, banco que recebe a carteira de pagamento dos 110 mil servidores do Governo, não informou quantos empréstimos consignados foram pedidos por servidores por considerar o dado “estratégico”. Porém, o montante, segundo as entidades ligadas aos servidores, é grande.

Para o presidente do Sindreta, Ibrahim Yussef, a grande dificuldade é negociar as situações de endividamento. “Já foi colocado na pauta de discussões do sindicato diversas vezes. A intenção é que se crie um financiamento especial, com um parcelamento maior das dívidas”, alega. Na tentativa de forçar negociações entre governo, banco e servidores, foi criada a Caixa de Assitência Beneficente ao Servidor do GDF (CABS-DF), no ano passado.

No mesmo barco

A presidente da instituição, Elied Barbosa, explica que tudo começou depois dela passar por uma situação de dívida em cima de dívida. Com 12 anos de servidora, ela garante que já passou por poucas e boas financeiramente. Ela criou um grupo no Facebook e viu que muitos outros estavam na sua situação de antes.

A partir daí, só faltava a organizar associação que auxiliasse a todos. O gatilho veio quando, em 2016, um agente penitenciário postou uma foto nesse grupo afirmando que iria se matar porque não aguentaria passar pelo terceiro mês cheio de dívidas.
“Criamos a associação com o objetivo de facilitar as negociações junto ao BRB. Já é possível sentar e negociar. Mas ainda não é tão fácil. Seria preciso que as soluções fossem institucionalizadas, não apenas decisões da gerência para pessoas específicas”, reclama. Para ela, há ainda muito no que avançar.

Por nota, o BRB informou que existem linhas de refinanciamento de dívidas para tratar questões pontuais, “visto que existe um grande controle na geração dos limites de crédito”. A empresa também afirmou que oferece palestrar de educação financeira e que, desde 2012, mais de 25 mil pessoas foram informados sobre o crédito consciente.

Dicas

Endividado precisa…
…buscar auxílio técnico

O planejador financeiro Afrânio Alves dá dicas aos servidores inadimplentes ou endividados.

Um, é preciso se reconhecer como endividado. “É algo comportamental e cultural no Brasil. A pessoa precisa entender que não é assim que se lida com o dinheiro”, afirma.

Dois, buscar ajuda é essencial. Ele indica o programa para superendividados do TJDFT. Lá, a pessoa recebe atendimento de um psicólogo, de um advogado e de um planjeador financeiro que avaliarão a situação do inadimplente.
Aí, tente equacionar os débitos.

FONTE: JORNAL DE BRASÍLIA

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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