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Distorção racial se mantém nas eleições 2018

Proporção de negros entre os postulantes a cargos eletivos é menor, se comparada com a população brasileira; o índice de brancos é maior

A distribuição racial dos candidatos nas eleições 2018 não espelha a realidade da população brasileira como um todo. Enquanto há uma sub-representação de autodeclarados negros (pretos e pardos) entre os candidatos, a proporção de postulantes brancos é maior que a sua concentração geral. O quadro reflete uma distorção da representatividade racial da população na política, segundo especialistas e ativistas ouvidos pelo Estado..

Dos 28.562 candidatos que pediram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registro para disputar cargos eletivos (presidente, governador, vices, senador e deputados federais e estaduais, além de suplentes) nas eleições este ano, 46,4% se autodeclararam negros – 35,5% deles pardos e 10,8% pretos, conforme dados do tribunal. Os candidatos brancos que pediram registros à Justiça Eleitoral representam 52,6%, enquanto os amarelos são 0,6% e os indígenas, 0,46%.

Segundo dados da última Pesquisa Nacional de Amostragem por Domicílio (Pnad Contínua), divulgada em 2017 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 54,9% da população do País se autodeclarou negra (46,7% pardos e 8,2% pretos) e 44,2% se disseram brancos. Amarelos e indígenas foram apresentados em uma só categoria, totalizando 0,9% dos entrevistados.

Para a presidente do Conselho Nacional de Ouvidores das Defensorias Públicas, a socióloga Vilma Reis, a “sub-representação racial na política”, como ela se refere às estatísticas, se deve à ausência de regras que definam a participação dos negros nas eleições, como ocorre no caso das candidaturas femininas, que conquistaram a reserva de 30% das vagas e dos recursos dos fundos para financiamento de campanhas.

“A gente construiu uma resposta para a questão de gênero na política, mas não construiu formas de garantir a justiça racial”, diz Vilma. A socióloga avalia que a dificuldade de acesso dos negros aos recursos eleitorais – antes oriundos de doações de empresas privadas, mas a partir das eleições de 2016 vindos do Fundo Partidário – impede a maior representação dessa parcela da população na política.

“Sem esse regramento político da partilha dos recursos, a gente vai precisar de mais 189 anos para ser possível alguma paridade”, afirma Vilma, criticando as estruturas partidárias pela situação. “Esses negros até são candidatos, mas sempre enxergam suas esperanças desmoronarem na hora da divisão dos recursos, o que nos faz ter um Congresso sem nenhuma ligação com a sociedade.”

Entre os eleitos, a representatividade dos negros é ainda menor. Segundo dados divulgados pelo TSE após as eleições de 2014, apenas 20% dos deputados federais (103 dos 513) e 18,5% dos senadores (5 dos 81) eleitos naquele ano se autodeclaram negros. O número não pode ser comparado com estatísticas anteriores porque a autodeclaração de cor/raça só foi implantada no sistema da Justiça Eleitoral em 2014. Naquele ano, 44,26% dos candidatos informaram ser negros.

Professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), o cientista político Joviniano Neto diz que a baixa representação de negros na política tem relação com as desigualdades sociorraciais do próprio País. Ele acredita, contudo, que a situação ficou mais difícil de ser alterada diante das novas regras eleitorais, que concentraram os recursos de campanha nas direções partidárias, priorizando os candidatos que já possuem mandatos eletivos – majoritariamente brancos.

“Só consegue poder quem tem poder anterior. Então você até vai ver negros chegando ao poder, mas muito por causa da sua história anterior, por serem oriundos de sindicatos, associações, movimentos sociais ou de alguma estrutura parecida”, afirma o cientista político.

Coordenador-geral do Coletivo de Entidades Negras (CEN), entidade presente em 23 Estados e no Distrito Federal, o historiador Marcos Rezende avalia que a influência do poder econômico sobre os rumos da política é um dos principais fatores para a sub-representação dos negros em cargos eletivos.

Rezende pondera que, embora haja parlamentares que se autodeclaram pretos e pardos, o número de políticos que atuam de fato em defesa da comunidade negra é baixo. “Não é uma discussão sobre a cútis, mas sim uma discussão sobre o compromisso que esses candidatos e futuros ocupantes de cargos eletivos precisam ter com a pauta racial, com o combate às desigualdades e ao ódio de raça.”

Novo é a sigla mais branca e menos negra

O partido Novo é a agremiação que possui menos negros, pardos e pretos entre seus candidatos nas eleições deste ano. Dos 414 filiados que se registraram na Justiça Eleitoral, somente 60 se declararam pretos ou pardos. É a menor taxa de negros de todos os partidos, 14,5%. Levando em conta todos os partidos, a taxa é de 46,3%, sendo que no total da população brasileira, é 54,9%.

O Novo também é a mais branca de todas as legendas – 84,5% de seus candidatos se declararam dessa cor. Para cada candidato do Novo que se declarou preto há outros 70 concorrentes brancos, segundo dados da Justiça Eleitoral. A assessoria do partido foi procurada mas não respondeu. Assim como PCO, PROS e PMN, o Novo não tem nenhum candidato indígena.

O segundo partido com a menor concentração de candidatos autodeclarados negros (pretos e pardos) é uma sigla bastante distante do espectro ideológico do Novo: o PCO (Partido da Causa Operária). Apenas 31,7% de seus candidatos se declararam pretos ou pardos. Como o PCO é um partido nanico, pequeno também é o número de candidaturas negras, 40 – a menor entre as siglas.

Dos 35 partidos brasileiros, só dois deles têm sobrerrepresentação negra – porcentual maior que a média nacional. São eles: PCdoB e PTC. Essa prevalência de negros (pretos e pardos), entretanto, é muito próxima da proporção do total da população brasileira.

No PCdoB, mais da metade de suas candidaturas (56%) são compostas por pessoas que se declaram como pretas ou pardas ao TSE. No PTC a proporção é de 55,5%.

Os partidos mais próximos do equilíbrio são PSOL e Rede, 54,4% e 54,3% respectivamente de negros entre seus postulantes a cargos eletivos em 2018. Se considerarmos os números absolutos, o PSOL registrou a maior quantidade de candidatos autodeclarados negros este ano: 728.

FONTE: ESTADÃO CONTEÚDO

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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