Noticias

Deputado preso mantém salário e R$ 146 mil por mês para manutenção do mandato

Em regime fechado há mais de um mês, João Rodrigues (PSD-SC) continua com todos os recursos oferecidos a parlamentares

 

Preso há mais de um mês em regime fechado, o deputado João Rodrigues(PSD-SC) continua recebendo salário e conseguiu manter todos os recursos oferecidos aos parlamentares no exercício do mandato. Por mês, Rodrigues recebe mais de R$ 146 mil em auxílios para manutenção do mandato, além do salário de R$ 33.763,00. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que vai esperar a decisão da Vara de Execuções Penais (VEP) do Distrito Federal sobre o pedido do parlamentar para trabalhar durante o dia.

Rodrigues foi preso em 8 de fevereiro por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), mas a Câmara só foi notificada do encarceramento em 21 de fevereiro. O deputado foi condenado a cinco anos e três meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, pela prática dos crimes de dispensa e fraude em licitação quando foi prefeito de Pinhalzinho (SC). Devido a sua condição de deputado preso, a Rede entrou com uma representação no Conselho de Ética pedindo a cassação do mandato por quebra de decoro parlamentar.

Ao Broadcast Político, Maia disse que vai aguardar mais alguns dias para que a VEP delibere sobre o pedido, procedimento que ele também adotou quando o emedebista Celso Jacob (RJ) foi preso no ano passado. “Vamos esperar a decisão que deve acontecer nos próximos dias”, respondeu Maia. A única medida tomada até o momento por Maia foi mandar descontar do salário as faltas nas sessões da Casa. Os descontos variam conforme o número de sessões realizada no mês sobre 62,5% da remuneração mensal, o equiivalente a R$ 21.101,88. “Isso é automático”, disse Maia.

Como a verba de gabinete de R$ 101.971,94 não foi cortada, o escritório de Rodrigues continua funcionando normalmente no quinto andar do anexo 4 da Câmara. Quatro funcionários dão expediente no local e mantêm o discurso de que o parlamentar estará de volta em breve. Segundo a assessoria de imprensa de Rodrigues, o escritório de Santa Catarina foi fechado. Uma vez que a presidência da Casa não cortou nenhum dos benefícios do deputado presidiário, até o auxílio-moradia de R$ 4.253,00 e a cota parlamentar de R$ 39.877,78 estão mantidos.

 

Rodrigues começou a cumprir a pena em Porto Alegre e foi transferido na semana passada para Brasília. A defesa do parlamentar já formalizou o pedido para que ele seja liberado ao regime semiaberto, mas não há perspectiva de quando será julgado. Antes de deliberar sobre o pedido, normalmente a VEP solicita à Câmara informações sobre as atividades dos parlamentares, o que ainda não ocorreu.

Enquanto a Justiça não o autoriza a dar expediente na Câmara, o deputado catarinense segue no Complexo Penitenciário da Papuda, onde seus colegas Jacob e o deputado afastado Paulo Maluf (PP-SP) também estão presos. Diferentemente de Rodrigues, Jacob e Maluf tiveram todos os benefícios cortados em dezembro porque a Justiça negou a eles o direito a pleitear o regime semiaberto.

Jacob, no entanto, ainda tem pendente na Justiça a votação de um recurso para voltar a trabalhar durante o dia. Em novembro passado, o emedebista foi flagrado com queijo provolone e biscoito na cueca, perdendo assim o direito ao semiaberto.

FONTE: ESTADÃO CONTEÚDO

FRNEWS TV: Intercâmbio técnico fortalece parceria entre SENAR Rondônia e SENAR Mato Grosso

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

COLUNISTAS

PUBLICIDADE

Acesse nossa Página do Facebook

RESENHA POLITICA

TEIA DIGITAL

  • Coluna Teia Digita: Micro e Pequenas empresas exige mudanças para enfrentar 2027 – Por Silvio Persivo

    Que nem promessa de político depois das eleições. “Estou tentando escrever uma autobiografia. Mas, não me lembro nem de ontem” (Keith Richard). BANCOS DE RONDÔNIA SUSPENDERAM ATENDIMENTO PRESENCIAL NA QUINTA-FEIRA Os bancários de Rondônia, que reivindicam reajuste salarial, mudanças nos benefícios, entre eles o vale-alimentação, e manutenção dos postos de trabalho, deixaram as agências bancárias […]