Resenha Politica

Deputado Expedito Netto por onde passa é festejado pelas posições assumidas e pela coerência com que vota- por Robson Oliveira

PESQUISA

 Mais uma rodada de pesquisa avaliando as probabilidades dos possíveis candidatos nas eleições estaduais de 2018, coordenada por este cabeça chata, indica que, embora a Lava-jato tenha sangrado muita gente, o eleitor ainda confia em muitos dos políticos envolvidos. Isto três anos após milhares de reportagens.

VIVO

 O senador Ivo K-Sol (PP), por exemplo, mesmo reconhecendo publicamente que na hipótese de ser candidato concorrerá com uma liminar por estar supostamente nas teias da lei da ficha suja, tem pontuado com robustez em todos os municípios até então pesquisados. Polêmico em tudo que ousa abordar e ríspido com seus adversários, o senador está vivíssimo. Não é à toa que é o único em Rondônia que bate sem pena no atual governador.

 LIMINAR

A história política recente de Rondônia comprova que não é fácil para nenhum candidato disputar as eleições com liminar. Na última vez, eleições da capital, Roberto Sobrinho (PT) liderou as pesquisas até o Tribunal Regional Eleitoral cassar a candidatura e, no dia seguinte ao julgamento, o petista despencou. O resultado das eleições todos conhecem.

 VIABILIDADE

Se depender de liminar para disputar o governo, Ivo K-Sol sangrará igual aos anteriores, mas se conseguir registrar a candidatura muda o quadro estadual e ainda obriga o atual governador, Confúcio Moura (PMDB), a sair da moita para defender o seu legado.

OBSERVANDO

Quem assiste de camarote tudo é o tucano Expedito Júnior (PSDB) que, dependendo do quadro, pode redimensionar seus projetos tanto ao Senado quanto ao Governo. Sem mandato, é o único que não tem nada a perder, embora seja hoje o mais paparicado pelos adversários. Jr é competitivo em qualquer disputa e não terá pressa para decidir qual cargo disputará. Depois de dez anos sendo questionado judicialmente, é a primeira campanha nesta década que disputará sem ter que depender antecipadamente do aval do TRE.

RECALL –  Quem anda de boa com o eleitorado é o deputado estadual Léo Moraes (PTB), ainda surfando por ter retirado a vaga do ex-prefeito Mauro Nazif (PSB) do segundo turno das eleições da capital. Léo lidera hoje todos os cenários para deputado federal no maior colégio eleitoral do estado. Ainda conseguiu a proeza de expandir a influência nos demais municípios. Desbancou a liderança da deputada federal Mariana Carvalho (PSDB), mais votada na capital no pleito passado. O recall das eleições municipais se repete com ele, da mesma forma ocorrida com Mariana.

ASCENSÃO

Outro parlamentar em plena ascensão é o jovem deputado federal Expedito Neto (PSD). Independente em relação ao governo, tem se sobressaído no Congresso Nacional melhor que a encomenda. Por onde passa é festejado pelas posições assumidas e pela coerência com que vota no Congresso Nacional. Neto caminha para recolher os frutos em 2018 com uma votação expressiva, conforme indicam as pesquisas. Já não depende exclusivamente do pai para um segundo mandato.

SUBESTIMAR

Embora nunca tenha declarado publicamente pretensões políticas, Dr Héverton Aguiar, ex-procurador geral do Ministério Público, é sempre lembrado pelos eleitores nas pesquisas sérias. É um nome que não pode ser subestimando pelas velhas raposas, pois em janeiro fecha o tempo para se aposentar. Caso se aposente e decida ingressar na política faz estragos. Aliás, foi ele o principal responsável por recolher aos cárceres metade dos membros da Assembleia Legislativa.

MOSCA AZUL

O presidente da Seccional da OAB de Rondônia, Andrey Cavalcante, é outro outsider que começa a ensaiar voo solo na política. Advogados amigos (ou inimigos) têm estimulado Cavalcante e se candidatar. É um bom nome, desde que não deixe a “mosca azul” picá-lo.

DESTAQUE

A Secretária de Esportes e Lazer, Ivonete Gomes, e o presidente da Enaro, Breno Mendes, são os auxiliares do prefeito Hildon Chaves que têm conseguido os melhores destaques na capital. Ambos são também os que melhor utilizam as mídias sociais para divulgar suas ações. Um resultado previsível.  O pior auxiliar do prefeito, conforme o eleitor, era o ex-secretário de saúde, razão pela qual foi substituído.

ENTREVISTADO – Os dinossauros fizeram uma baita de uma entrevista com o desembargador Alexandre Miguel, presidente da Associação dos Juízes de Rondônia, no último sábado. O programa foi ao ar pela TV Record e merece ser revisto pelo site da emissora pelo excelente conteúdo produzido. Em particular no momento em que a imprensa questiona os vencimentos dos senhores magistrados. Alexandre Miguel explicou detalhadamente tudo e não deixou de responder a nenhuma pergunta de forma serena, inclusive as mais ácidas.

VESPEIROS

O Governo do presidente Michel Temer vai entrar para a história como o especialista em mexer com vespeiros. Primeiro, apesar de o capital elogiar, decidiu entregar às empresas estrangeiras o setor elétrico, área estratégica para qualquer nação. Agora, de forma mais surpreendente e açodada, pretende privatizar parte da floresta amazônica e abrir uma fresta enorme para o garimpo. Com a popularidade na lona, Temer dá de ombros ao eleitor e tende a levar ao chão os seguidores. Não faltará madeira no lombo dos parlamentares nas eleições de 2018 para quem embarcar nesse vespeiro.

   REGISTRO – Dois dos mais respeitados desembargadores conduzirão pelos próximos dois anos os destinos administrativos e políticos do tribunal de Justiça. Valter Waltemberg Junior e Renato Mimesse foi eleitos para o próximo biênio. O primeiro, um competente professor de Direito Constitucional, aceitou ser o orientador desse cabeça chata há quinze anos, quando concluímos Direito. O segundo, um nobre doutrinador.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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