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Depressão pré-natal também afeta o bebê, aponta estudo

Estudo inédito indica que crianças nascidas de mães com o problema são mais sensíveis ao estresse

Um estudo publicado na semana passada no JAMA Network Open apontou que as mulheres da geração millennial – quem nasceu entre 1980 e 1995 – estão mais propensas a sofrer de depressão durante a gravidez do que as mulheres das gerações anteriores. Agora, outro estudo inédito indica que os sintomas da doença podem tornar os bebês mais sensíveis ao estresse. Os resultados foram publicados nesta quarta-feira na revista Psychoneuroendocrinology. 

A equipe do King’s College London, na Inglaterra, acompanhou 106 gestantes a partir da 25ª semana de gestação; 49 delas receberam o diagnóstico de depressão, mas não tomaram medicamento para tratar o distúrbio. Para verificar se as participantes apresentavam sintomas clínicos da doença  – inflamações e maior produção de cortisol (hormônio do estresse) – foram coletadas amostras de sangue e saliva.

Um estudo publicado na semana passada no JAMA Network Open apontou que as mulheres da geração millennial – quem nasceu entre 1980 e 1995 – estão mais propensas a sofrer de depressão durante a gravidez do que as mulheres das gerações anteriores. Agora, outro estudo inédito indica que os sintomas da doença podem tornar os bebês mais sensíveis ao estresse. Os resultados foram publicados nesta quarta-feira na revista Psychoneuroendocrinology. 

A equipe do King’s College London, na Inglaterra, acompanhou 106 gestantes a partir da 25ª semana de gestação; 49 delas receberam o diagnóstico de depressão, mas não tomaram medicamento para tratar o distúrbio. Para verificar se as participantes apresentavam sintomas clínicos da doença  – inflamações e maior produção de cortisol (hormônio do estresse) – foram coletadas amostras de sangue e saliva.

Sensibilidade ao estresse

Após o parto, os bebês cujas mães tinham apresentado sinais de depressão pré-natal eles se mostraram mais hiperativos, chorosos e produziram cortisol em situações em que outras crianças (nascidas de mães que não tiveram a doença) aparentaram normalidade. As descobertas foram registradas em bebês com menos de uma semana de vida.

“Em termos de comportamento, no sexto dia após o nascimento, os bebês com mães que tinham depressão eram mais hiperativos e reativos a som, luz e frio. E era mais difícil consolá-los e acalmá-los”, disse Carmine Pariante, um dos autores da pesquisa, à BBC News Brasil.

Outras análises da saliva foram feitas no segundo mês de vida e ao completarem um ano (logo após a primeira vacina) para comparação. Os resultados mostraram que, durante a experiência da primeira injeção, as crianças de mães com depressão neonatal se estressaram mais, liberando muito mais hormônio do estresse. Segundo Pariante, crianças nascidas de mães saudáveis não apresentaram mudança no cortisol no recebimento da injeção, ou seja, para eles não era um momento estressante.

“A liberação do cortisol em si não é ruim, porque ele é uma resposta do corpo ao estresse. Ele dá energia aos músculos e eleva a concentração do cérebro. Mas o resultado da pesquisa mostra que os bebês de mães que tiveram depressão na gravidez são particularmente sensíveis ao estresse. Uma situação que seria normal para outros bebês pode ser difícil para esses bebês, e eles reagem ativando a resposta ao estresse”, explicou.

Ele ainda aponta que diante dessa sensibilidade, as crianças enfrentam riscos de desenvolver problemas psicológicos ou mesmo depressão no futuro ao enfrentar situações de tristeza, como perda de familiares, ou de sofrimento, como bullying.

Reação cerebral

Outro estudo, publicado na revista Biological Psychiatry em 2016, apontou que a depressão durante ou após a gravidez pode provocar redução da espessura do córtex (camada externa do cérebro responsável por pensamentos e comportamentos complexos) em crianças em idade pré-escolar. As descobertas sugerem que o humor da mãe pode afetar o desenvolvimento do cérebro da criança em fases críticas da vida.

Segundo os pesquisadores da Universidade de Calgary, no Canadá, mulheres com sintomas depressivos mais intensos tendem a ter filhos com áreas frontais e temporais mais finas; essas regiões estão envolvidas em tarefas que envolvem inibição e controle da atenção.

A análise também mostrou que essas associações foram encontradas apenas quando os sintomas ocorreram durante o segundo trimestre e o pós-parto, sugerindo que esses períodos são particularmente críticos para o desenvolvimento do cérebro infantil. “Nossas descobertas ressaltam a importância de monitorar e apoiar a saúde mental nas mães, não apenas no período pós-parto, mas também durante a gravidez”, disse Catherine Lebel, principal autora do estudo, em relatório.

Fatores de risco

Para Rebecca Pearson, principal autora do estudo sobre millennials e depressão pré-natal, alguns fatores específicos podem impulsionar taxas mais altas de depressão em gerações mais jovem, como o aumento da força de trabalho feminina, que pressiona as mulheres jovens a conciliarem família e carreira; e mídias sociais e internet, que podem provocar as comparações sociais e sobrecarga de informações.

Outros fatores importantes são as pressões financeiras, especialmente o preço da moradia e a necessidade de renda para manter o padrão de vida; menor apoio familiar e da comunidade, assim como maior pressão para a manutenção de relacionamentos amorosos bem sucedidos, também podem se tornar fatores de risco para o desenvolvimento de depressão durante a gravidez.

De acordo com o autor do novo estudo, cerca de uma em 10 mulheres grávidas sofrem de depressão. Por isso é necessário buscar tratamento. Para ele, os tabus sobre depressão e a romantização da gravidez precisam ser superados e as mulheres devem buscar ajuda para evitar que os filhos sofram com o problema.

Poucos estudos

Apesar de a depressão já ser considerada a doença do século e afetar cada vez mais jovens da geração millennial, poucos estudos foram feitos para determinar o melhor tratamento durante a gravidez. Além disso, muitas pesquisas apontam que antidepressivos também podem alterar o comportamento dos bebês, no entanto, com o novo estudo, levanta-se a dúvida se o efeito é decorrente do medicamento ou se da própria doença.

Outro ponto importante é que muitas mulheres deprimidas não fazem o pré-natal corretamente e ainda podem estar cultivando hábitos danosos, como tabagismo e etilismo, assim como tomando medicamentos sem prescrição médica.

Como antidepressivos podem acarretar e mudança comportamental nos bebês, tratamentos não medicamentosos podem ser uma alternativa para combater a depressão durante a gravidez. Vale ressaltar que a decisão sobre o tratamento tem que ser bem informada, para que mãe e médico cheguem à alternativa considerada mais adequada.

FONTE: VEJA.COM

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. 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Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. 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TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: BRASIL É O 8º MERCADO DE MÚSICA GRAVADA DO MUNDO – Por Silvio Persivo

    Com um faturamento de R$ 3,958 bilhões, crescimento de 14,1%, segundo a Pró-Música Brasil, o Brasil se tornou o 8º maior mercado de música gravada do mundo em 2025. Do total do faturamento cerca de R$ 3,4 bilhões vieram do streaming, que aparece como principal motor das receitas do setor.  Neste cenário, a Associação Brasileira da Música Independente (ABMI) amplia sua agenda de conexões comerciais por meio do BMK (Brazil Music Market), um projeto voltado à aproximação de artistas, selos e empresas com profissionais e oportunidades da indústria musical. Em outubro, são previstas ações no Formemus, no Espírito Santo, e, em novembro, na Semana Internacional de Música de São Paulo (SIM São Paulo). Para Talita Cordeiro, diretora-geral da ABMI, o avanço do mercado brasileiro precisa se traduzir em oportunidades concretas para as empresas independentes. A discussão envolve o acesso a novos mercados, a construção de parcerias comerciais e a capacidade de transformar a circulação internacional da música brasileira em negócios sustentáveis. FONTE: COLUNA TEIA DIGITAL –  POR SILVIO PERSIVO

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