Esporte

Delegados são aposentados “na marra” e entram na justiça

Saída de Fauzi e Élvio Tavares garantiu promoção e ascensão de Antônio Reis e Elizeu Muller à categoria de “delegados de classe especial”. Aposentados estão perdendo R$ 10 mil cada devido à saída forçada

Fica olhando

Desde a Constituição de 1988, que sindicalistas, representantes de associações de classes e alguns “avulsos” procuram congressistas para pressionar por “direitos adquiridos” por suas categorias. Alguns com razão, outros por puro oportunismo, que enxergam na peneira que são nossas leis, brechas onde cabem interpretações esdrúxulas que vão se transformando em penduricalhos salariais ou ações coletivas e individuais cujos valores são astronômicos. Um desses monstrengos são os tais “precatórios do Sintero”, que atingiram números absurdos. Também temos aqui em Rondônia, a tal “transposição”.

Antes de começar o mimimi

Preste atenção às próximas linhas e siga o raciocínio. A transposição surgiu da necessidade de garantir o emprego de servidores que haviam sido contratados sem concurso pelo governo do Estado quando Rondônia era território. José Bianco, em um ato necessário devido a recém-criada Lei de Responsabilidade Fiscal, precisava adequar a folha e mandou para a rua cerca de 2 mil servidores, a maioria cargos de baixos salários (copeiras, cozinheiras de escolas, auxiliar de serviços gerais, etc). Mas eles foram demitidos injustamente, deveriam ter ido para os quadros da União, como foram os de Roraima e Amapá. Porém, a bancada federal da época, irresponsavelmente, não atentou para a questão, daí a origem do problema.

Continuando

Após anos de discussão, reuniões intermináveis e muito papo furado, a tal transposição foi aprovada, originalmente favorecendo os contratados até 1988, ano da Constituição. Porém, como Rondônia passou a ser Estado em 1982 e a União bancou as despesas da “nova estrela” até 1992 (dez anos), a turma viu uma oportunidade de “empurrar mais” nos cofres públicos e tivemos início a uma outra discussão, se quem foi contratado até esse período tem direito. Outros mais espertos, querem “perdas salariais” referentes a todo esse tempo, tomando como base os salários dos servidores federais. Em síntese, são tantos “direitos” que a brincadeira tomou uma proporção gigantesca e virou um balaio de gato. Fiz esse breve e grosseiro resumo para continuar falando sobre a questão dos salários no serviço público brasileiro.

É claro

Que ninguém nunca está (nem pode) satisfeito com o que ganha. Se aumenta o salário, aumentam os descontos e as dívidas, mas entenda, não tem como você, servidor público, enriquecer como funcionário público, a não ser que você seja corrupto. É, não se ofenda, mas é verdade. O funcionalismo público tem teto salarial, seus proventos são publicados nos portais de transparência e essas “ações reparatórias” só deram dinheiro para aquela turma antiga. Você que está entrando agora vai ficar só na vontade. Portanto, se você quer ficar rico, vá para a iniciativa privada, seja empreendedor, se arrisque, seu país precisa de você, e não de mais um burocrata atrás de uma mesa inventando moda. Já temos atualmente 10 milhões fazendo isso nas esferas federal, estaduais e municipais.

Por cima

Jesualdo Pires, prefeito de Ji-Paraná, informou oficialmente nesta terça-feira que não é candidato à reeleição. Ele comunicou sua decisão ao PSB e confirma informação antecipada pela coluna em 9 de dezembro do ano passado. Jesualdo quer dedicar os próximos dois anos a organizar sua vida e sai cacifado para disputar uma das 8 vagas na Câmara dos Deputados ou quem sabe voos mais altos, como Senado e governo.

Pulando fora

Espertamente o deputado federal Nilton Capixaba (PTB) resolveu pular fora da barca furada que é a relatoria do processo contra o presidente da Câmara Eduardo Cunha na comissão de ética da Câmara dos Deputados. O deputado de Cacoal fez as contas rapidamente e viu que era mais fácil ele ser cassado antes de Cunha. Capixaba rapidamente virou manchete dos principais jornais e revistas do país, que relembraram seu processo que tramita no STF. E não é apenas “um processo”, é uma Ação Penal, a 644, que tramita na mesma velocidade que uma sanguessuga anda….

Na marra

Dois delegados da polícia civil de Rondônia foram aposentados compulsoriamente, de forma ilegal, ferindo a Constituição que foi alterada pela tal “PEC da Bengala”. Já existe decisão do STF que proíbe essa prática, mas Mohamed Fauzi e Elvio Tavares não puderam nem questionar, foram mandados para o “pijama”, o que representou uma redução em seus contracheques de cerca de R$ 10 mil. Obviamente eles ingressaram na justiça, e deverão ser reintegrados.

Porém

A manobra foi feita por um detalhe, para que os delegados Antônio Reis e Elizeu Muller fossem promovidos à delegados de classe especial e pudessem assumir a secretaria de Defesa e Direção Geral de Polícia, respectivamente. Ocorre que existe um quantitativo de delegados de classe especial, e se a justiça determinar o retorno de Fauzi e Tavares, o que vai acontecer com as “promoções” de Reis e Muller? Eles vão devolver os salários que receberam nos últimos tempos, já como classe especial?

Não dá mesmo

O STF proibiu a venda dos veículos do senador Fernando Collor para ressarcimento dos cofres públicos. O pedido havia sido feito pela Procuradoria Geral da República, mas os ministros negaram.

Medium

Bruna Surfistinha, ex-garota de programa que blogava suas aventuras e conseguiu um livro e um filme, agora lida com o além. A moça descobriu que tem poderes mediúnicos e agora também é mão-de-santo em São Paulo. Disse que estava numa roda quando “caiu no chão e incorporou uma pombagira”. Só falta agora ela descobrir que pode ser vereadora…

0,38%

É quanto Dilma Roussef quer de CPMF, para, segundo ela, “poder dividir com estados e municípios e acelerar o crescimento do país”. Ela também já tem bons olhos para o projeto do senador Ciro Nogueira que prevê a legalização dos jogos de azar no Brasil, mas segundo a presidente, “o projeto de Ciro – que será discutido pelo plenário do Senado – poderia reforçar em pelo menos 15 bilhões de reais os cofres do governo em impostos”. Pois é… parece que o governo petista não consegue administrar sem transformar isso aqui em um grande cassino…

Confirmado

Familiares reconheceram em partes de corpos localizados no fundo do litoral catarinense, marcas de cirurgia e um tênis do empresário Robson Magalhães e também vestes do piloto Marlon Neves. Com isso, chega definitivamente ao fim um drama que durou duas semanas. Piloto e empresário, um dos mais importantes de Rondônia morreram em acidente aéreo no dia 1 de fevereiro, quando o avião caiu cerca de 3 minutos após decolar de Florianópolis com destino a Ji-Paraná. Agora terão início as investigações sobre a causa do acidente.

Posse

Nesta quinta-feira, 18, toma posse no Palácio das Artes em Porto Velho, a nova diretoria da OAB-RO. O evento acontece a partir das 19 horas e vai contar com a presença do presidente nacional da entidade, Cláudio Lamachia. Por aqui, Andrey Cavalcante foi reeleito.

Clínica Mais Saúde informa – Desempenho na escola é mais alto pela manhã, diz pesquisa

Crianças que reclamam que determinada nota baixa apareceu no boletim porque elas estavam desconcentradas na hora da prova — e não porque tinham estudado pouco — podem ter um argumento cientificamente comprovado. Uma pesquisa da Escola de Negócios de Harvard, nos EUA, revela que o desempenho em testes escolares costuma ser melhor quando os exames são realizados durante a manhã ou logo após intervalos de 20 ou 30 minutos. Segundo o estudo, as notas alcançadas diminuem 0,9% a cada hora que passa, o que indica que, em geral, fazer provas à noite é uma péssima ideia. A pesquisa destaca, ainda, que as notas tendem a subir 1,7% quando os alunos são avaliados depois de um intervalo de, no máximo, meia hora. A razão para essas alterações é o que a pesquisadora Francesca Gino, autora do estudo, chama de fadiga cognitiva. O cansaço mental, que afeta de forma negativa as atividades do dia a dia de cada indivíduo, teria uma influência maior ou menor de acordo com a hora do dia. Publicada ontem na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS), a pesquisa mostra que o horário afetou o desempenho de alunos entre 8 e 15 anos que frequentaram escolas públicas da Dinamarca de 2010 a 2013. No total, foram avaliados cerca de dois milhões de testes. Embora o estudo de Harvard eleve o horário da manhã ao patamar de melhor momento para um aluno ser avaliado, a Academia Americana de Pediatria recomenda que as crianças e os adolescentes não entrem na escola antes das 8h30. Segundo a entidade, este seria o horário ideal para permitir que os jovens durmam uma quantidade de tempo suficiente durante a noite — entre 8h30 e 9h30 —, o que considera essencial para a saúde deles. Em agosto do ano passado, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos chegou a divulgar um relatório afirmando que a condição física e mental e o sucesso acadêmico dos jovens poderia ser comprometido caso eles continuassem acordando muito cedo para estudar. Em média, nos EUA, as aulas começam às 8h. No Brasil, grande parte dos colégios abre às 7h.

About the author

Gomes Oliveira

3 Comments

Click here to post a comment

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

COLUNA DO GOMINHO JÚNIOR

COLUNA NOTÍCIAS DA CORTE

COLUNA TEMPO REAL POR GOMES OLIVEIRA

PARCERIA

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

Acesse nossa Página do Facebook

Folha Rondoniense is Protected by