Resenha Politica

Delação feita por empresário do ramo da saúde poderá ter reflexos em Rondônia – Por Róbson Oliveira

BAZAR – O evento “Bazar da Solidariedade”, de iniciativa do Procurador Federal Reginaldo Trindade, ocorrido sábado passado na capital para arrecadar fundos destinados às ações sociais da Pestalozzi, foi uma das maiores mobilizações da generosidade de parte da população portovelhense. É verdade que muitas autoridades e instituições também se engajaram na mobilização, mas era perceptível no rosto das pessoas que foram ao bazar pela felicidade em ajudar ao próximo. Como bem disse Trindade, é um resultado do ato de amor. Principalmente em tempos de cólera. Este colunista deu uma passada discreta no evento e constatou o sucesso da iniciativa.

EXAGERO – A reação dos órgãos judiciais contra a lei aprovada no Congresso Nacional que tipifica o abuso de autoridade provocou mais lorota do que fato. As críticas desses setores são, em síntese, de que o novo regramento tem um conteúdo abstrato que poderá ser interpretado de forma diversa interferindo na independência do julgador, na liberdade funcional no MP, entre outros. Se há exagero é exatamente na reação destes setores, visto que em última análise caberão a tais instituições avaliar quais excessos causados por seus membros que amoldam ao tipo do abuso.

REPRISE – Quando o Congresso Nacional começou a debater a criação do CNJ e CNMP, as mesmíssimas críticas foram feitas e as instituições estão em funcionamento sem que nenhuma garantia constitucional inerente à judicatura nem ao órgão ministerial tenha sido perpetrada. A gritaria de hoje é a mesma de outrora. São órgãos que sempre resistem às mudanças e reagem com força quando elas não são de iniciativa própria. A reação é normal e uma reprise do que já vimos.

DOIS PESOS – O que não é correto é nivelar todo parlamento com aqueles que cometeram delitos e justificar as críticas ao projeto de abuso de autoridade como uma reação daqueles políticos investigados. Uma posição injusta porque o número de congressista hoje investigado é bem menor em relação aos que nada devem. Ademais, nas últimas eleições vários parlamentares envolvidos, por exemplo, na Lava Jato, mesmo alguns sem sequer condenação, foram barrados.

QUEIMADAS – Por três semanas consecutivas a coluna tem abordado o avanço desenfreado sobre as reservas florestais e indígenas, seja de madeireiros, seja de garimpeiros. Além das razões da sustentabilidade, a coluna sempre tomou posição contra o avanço indiscriminado do plantio da soja nesta região amazônica por razões de concepção ambiental. As queimas, que têm registrado números absurdos, provocou, sexta-feira passada, todos os transtornos à população estadual e refletiu em outros estados, inclusive com o fechamento do aeroporto da capital.

RECESSÃO – As declarações destemperadas do presidente da República contra a legislação ambiental e o afrouxamento nas ações de repressão são caminhos férteis ao aumento da devastação e os prejuízos à nação do eco destas falas tresloucadas podem ser maiores e imprevisíveis do que imaginamos. A falta de filtro vernacular do presidente em relação à questão ambiental, sobretudo num mundo competitivo, tende a criar restrições aos produtos agrícolas e à proteína animal nos mercados europeus e asiáticos. E o agronegócio, pilar da campanha de Bolsonaro e viga de sustentação da balança comercial brasileira, sofrerá retaliações comerciais, o que aprofundará nossa crise econômica.

HORDA – Na hipótese dos produtos brasileiros sofrerem restrições comerciais devido às questões ambientais, nada adiantará à horda que defende o governo federal vociferar sua ira nas mídias sociais sob o argumento de que os culpados são os “comunas” que comandam as organização ambientais não governamentais. A soja brasileira disputa os mercados internacionais com o produto americano e nossa proteína animal, que produz carnes de primeira linha, sofre a concorrência acirrada com a irlandesa e australiana. Um vacilo nosso nas barreiras fitossanitárias e na preservação das reservas, afeta o agro e jogara o país numa recessão sem precedentes.

DESMATAMENTO –  A crise aumentou quando a mídia publicou como de responsabilidade do INPE dados sobre um aumento no desmatamento na Amazônia entre meados do ano passado e julho deste ano. O capitão não gostou de ler os dados pela imprensa e mandou demitir o dirigente do INPE, embora os dados sejam corretos e o diretor um cientista respeitado internacionalmente sem vinculações partidárias.

INCÔMODO – O fato é que o que irrita Bolsonaro e seus apoiadores integrantes do agronegócio e do extrativismo é a eficiência do sistema de monitoramento e alertas sobre avanços do desmatamento emitidos pelo instituto, um instrumento consolidado de ação legal rápida para conter a devastação da Amazônia provocada pelos atos desenfreados de pecuaristas, madeireiros e mineradores. As falas de Bolsonaro ameaçam diretamente o agronegócio, principal fonte de divisas externas da economia brasileira, tábua de salvação do comércio exterior, e lança dúvidas sobre a conclusão do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia.

ARIQUEMES – Umas das principais áreas de conflitos agrários e região onde assola a pistolagem de Rondônia, o município de Ariquemes e adjacências, são exemplos de degradação ambiental e assassinatos. A coluna apurou que esta região preocupa muitas autoridades, seja na questão ambiental, seja na simbiose política com os malfeitos. Local que exige dos órgãos uma ação mais efetiva para coibir as deformações existentes.

DELAÇÃO – Uma delação feita por um empresário carioca e que explora o ramo da saúde sobre acordos espúrios com o Governo de Minas Gerais, colhido recentemente na capital mineira, trará reflexos imprevisíveis em Rondônia. A fonte da coluna que verificou os autos em Minas confidenciou que os malfeitos da empresa lá foram replicados por aqui. Vem barulho por ai.

AUTOR: RÓBSON OLIVEIRA –  JORNALISTA  –  COLUNA RESENHA POLÍTICA

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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