Brasil Produtivo

Critérios para realização do diagnóstico correto de circovírus porcino tipo 2 em suínos

por Mauro Rodrigo Souza* e William Costa**

Patogênese de infecção por PCV2

O Circovírus porcino tipo 2 (PCV2) tem sua manifestação nas formas subclínica e clínicas, onde na forma clínica temos 5 apresentações: Doença Sistêmica (PVC2-SD) que anteriormente era chamada de PMWS, doença respiratória (PCV2-LD), doença entérica (PCV2-ED), doença reprodutiva (PCV2-RD) e síndrome de dermatite e nefropatia (PDNS).

Na primeira semana pós infecção o vírus começa a se replicar, porém tem uma difícil detecção nos tecidos, mas há viremia e o animal está em estado subclínico/pré-clínico da doença. Da segunda a terceira semana pós infecção a viremia continua e a quantidade de vírus aumenta, possibilitando a detecção do PCV2 nos tecidos linfoides e em outros órgãos. O suíno ainda se mantém em estado subclínico/pré-clínico. Da terceira semana em diante, se houver uma resposta imune eficaz a viremia diminui e a infecção fica sob controle, a quantidade de PCV2 nos tecidos é baixa e as lesões são leves resultando em uma infecção subclínica. Frente a uma resposta imune ineficaz a replicação vírus continua resultando em uma viremia elevada.  Como consequência encontramos uma quantidade de vírus entre moderada e alta em tecidos linfoides, com lesões de moderadas a intensas resultando em uma doença sistêmica. Entre a 7ª e a 12ª semana de idade ocorre a soroconversão e podemos ter a duração dos anticorpos até 28 semanas.

Infecção subclínica pelo PCV2 (PCV2-SI)

Possivelmente a doença por PCV2 é a mais importante a nível econômico, pois causa uma redução considerável no crescimento. Uma granja sem sinais clínicos relacionados a uma PCV2D, porém com testes que confirmam uma infecção por PCV2 (PCR ou testes sorológicos), consideramos uma exploração afetada pelo PCV2-SI.

Doença sistêmica por PCV2 (PCV2-SD)

A SD tem causa multifatorial na qual o PCV2 é o principal agente infeccioso envolvido. Porém, as infecções naturais e experimentais por esse vírus na sua maioria causam uma infecção subclínica, embora em alguns casos sintomas muito importantes como perda e morte aparecem. Em muitas infecções naturais na PCV2-SD, há uma dificuldade de estabelecer o fator de risco específico que desencadeou a doença.

Consideramos que um suíno ou um grupo de suínos sofre de doença sistêmica por PCV2 quando temos um comprometimento e atraso no crescimento, frequentemente com dispneia e aumento dos linfonodos inguinais, ocasionalmente icterícia. O diagnóstico da PCV2-SD baseia-se no aparecimento de uma condição caracterizada principalmente por perda e mortalidade acima do esperado e / ou no nível histórico da granja, assim como no diagnóstico individual da doença. A evolução da PCV2-SD para uma forma mais branda e crônica (menor mortalidade e quadro clínico menos evidente) contribuiu com o fato de que, supostamente, é mais difícil diagnosticar a PCV2-SD em granjas suspeitas que tiveram resposta a vacinação contra o PCV2.  Também é importante ressaltar que a eficácia da vacina contra o PCV2 reduziu o interesse em diagnosticar a PCV2-SD. Parte dos veterinários de campo prefere usar o sistema de “tentativa e erro” (vacinar e verificar o resultado dessa vacinação) em vez de realizar um diagnóstico laboratorial.

Doença respiratória por PCV2 (PCV2-LD) e doença entérica por PCV2 (PCV2-ED)

Sabemos que a infecção por PCV2 é uma infecção viral sistêmica, podendo localizar o vírus no sistema respiratório e/ou entérico. Embora considerado uma doença diferente da PCV2-SD, acredita-se que o PCV2 exerça seus efeitos nos sistemas respiratório e entérico especialmente dentro da PCV2-SD ou PCV2-SI.

Doença reprodutiva (PCV2-RD)

O PCV2 é um patógeno que tem a capacidade de replicar em fetos e causar danos aos seus órgãos. Associa-se a sua prevalência baixa ou muito baixa à existência de imunidade coletiva.

O diagnóstico da PCV2-RD deve ser baseado em três critérios: 1) Abortos prematuros e leitões natimortos, às vezes com evidente hipertrofia do coração; 2) Presença de lesões cardíacas caracterizadas por extensa miocardite fibrosa e/ou necrosante; 3) Presença de grandes quantidades de PCV2 em lesões do miocárdio e outros tecidos fetais.

Síndrome de dermatite e nefropatia (PDNS)

Conhecida antes da primeira descrição da PMWS e considerada uma reação de hipersensibilidade do tipo II. Em algumas situações evidentes apontaram o PCV2 como o antígeno associado o que nunca foi comprovado. Entretanto, o uso de vacinas contra PCV2 quase eliminou essa síndrome.

 A PDNS tem seu diagnóstico baseado em dois critérios principais: Presença de lesões cutâneas hemorrágicas e necróticas localizadas principalmente nas extremidades posteriores e na região perineal, e/ou rins edemaciados e pálidos com petéquias corticais generalizadas; Presença de vasculite sistêmica necrosante e glomerulonefrite necrosante e fibrina. Atualmente, a detecção de PCV2 não é um critério de diagnóstico para PDNS.

Diagnosticamos de forma correta a infecção por PCV2 e suas enfermidades associadas?

O diagnóstico de doenças multifatoriais sempre é difícil de estabelecer quando o agente infeccioso essencial é de ampla distribuição. Isso significa que só a detecção dos microrganismos patogênicos ou dos anticorpos diante de um elemento não é suficiente para diagnosticar os doentes. De fato, a detecção do agente ou revelar a existência de infecções anteriores simplesmente evidencia seu comportamento onipresente. Portanto, para estabelecer um diagnóstico definitivo é importante determinar critérios claros e rígidos.

Isto, justamente, foi a situação desde que o PCV2 foi identificado.  O papel incerto desse vírus na síndrome de definhamento multissistêmico pós-desmame (PMWS) inicialmente descrita (PCV2-SD), assim como as dificuldades em reproduzir a doença experimentalmente (Postulado de Koch não foi cumprido na maioria dos estudos), era devido o estabelecimento de critérios diagnósticos ser muito complicado, seguramente mais que qualquer outro patógeno suíno estudado até o momento.  Então, foram desenvolvidas várias técnicas de laboratório para auxiliar no diagnóstico das PCVDs ou para monitorar a infecção por PCV2.

Técnicas de laboratório para detectar o PCV2       

As principais técnicas para se detectar o PCV2 nos tecidos são: Hibridização In Situ (ISH) – detecta o genoma do vírus; Imunohistoquímica (IHC) – detecta o antígeno do vírus em tecidos fixados. Foi identificado uma correlação acentuada entre a quantidade de PCV2 presente nos tecidos e a gravidade das lesões microscópicas nos tecidos linfoides em PCV2-SD e em PCV2-RD. Reação em Cadeia da Polimerase Quantitativa (qPCR) – Essa técnica combina especificidade e sensibilidade na quantificação do DNA viral. O qPCR é uma técnica confiável para diagnosticar PCV2-SD no nível coletivo da granja, mas para diagnóstico individual não pode substituir por completo a Histopatologia e a detecção de PCV2 nos tecidos. Pode ser coletado amostras de soro, fluidos orais e tecidos para a realização do qPCR. Como esse exame é possível determinar o nível de vírus circulante no rebanho através do número do cópias de DNA por ml de soro, quando é encontrado valor <105 não é esperado impacto a saúde e na performance dos animais, valores de 105-106 indica presença de doença subclínica e >107 significa que temos doença sistêmica.

Técnicas de laboratório para detectar anticorpos contra PCV2

Existem várias técnicas sorológicas utilizadas para detectar anticorpos contra PCV2 no soro e nos fluidos orais. Porém, na prática o diagnóstico da PCV2-SD baseados nessas técnicas não é possível devido a onipresença do PCV2. Além disso, a soroconversão podem ter padrões semelhantes entre suínos afetados e não afetados pela PCV2-SD, ou em granjas com infecções subclínicas. Ultimamente, a dinâmica de anticorpos contra o PCV2 tem sido largamente estudada, devido a importância que tem no monitoramento da vacinação contra o PCV2, na investigação da imunidade das granjas e da possível variação da interferência da imunidade materna concedida pelas vacinas. Técnicas de ELISA são as mais utilizadas para este tipo de monitoramento.

Critérios para diagnóstico de PCVDs

O primeiro passo no diagnóstico é sempre avaliar o quadro clínico. Porém, os sinais clínicos apenas permitem determinar uma linha de diagnóstico diferencial, que deve ser realizado através de exames laboratoriais. Levando em consideração a onipresença do PCV2, deve-se tomar cuidado ao relacioná-lo diretamente como responsável por um quadro clínico específico. Então, ao longo dos anos, critérios foram estabelecidos para evidenciar a confirmação de um diagnóstico.

Em conta partida, globalmente a tendência dos programas de saúde suína consiste na vacinação sistemática de leitões e/ou porcas contra o PCV2 (tanto em granjas com sintomas clínicos quanto com infecções subclínicas). Perante a essas condições, exames laboratoriais antes da vacinação com objetivo de diagnosticar PCV2-SD não faria sentido.  Entretanto, a confirmação do diagnóstico por meio de exames laboratoriais pode ser muito importante em outras situações como: Granjas que os animais foram vacinados contra o PCV2 e apresentam sinais clínicos semelhantes aos das PCVDs; Granjas onde não foi realizada uma correta vacinação contra o PCV2.

É preciso estar ciente de que a vacinação para PCV2 “pode ​​não funcionar conforme o esperado”. Aconselha-se a realização de um diagnóstico completo para chegar a essa conclusão, não pensando somente no PCV2, mas também em outros agentes que podem causar atraso no crescimento e mortalidade. Os critérios específicos para o diagnóstico das PCVDs estão resumidos na Tabela 1.

Diagnóstico diferencial

Quando falamos de diagnóstico diferencial do PCV2-SD todas as doenças que causam deterioração nos suínos devem ser incluídas. Deve ser realizado o diagnóstico diferencial para doenças que causam aumento de linfonodos, edema pulmonar e pneumonia intersticial como Influenza, Salmonella e Micotoxinas.

Quanto a PDNS, o diagnóstico diferencial deve incluir todos os quadros clínicos em que há uma coloração avermelhada ou escura da pele, assim como os quadros que são encontradas petéquias nos rins.

Somente com a observação dos sinais clínicos fica impossível diferenciar a PCV2-SD de outros agentes que causam abortos nas fases posteriores da gestação e onde existem leitões natimortos. A ocorrência de fetos mumificados de diferentes tamanhos no momento do parto deve ser especificamente diferenciada da infecção por PPV ou enterovírus.

*Mauro Rodrigo Souza é gerente de serviços veterinários da Ceva Saúde Animal

**William Costa é gerente técnico de suínos da Ceva Saúde Animal

FONTE: ASSESSORIA TEXTO COMUNICAÇÃO

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. 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  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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