Cidades

Crescimento de Porto Velho favorece investimentos na área da construção civil

Expansão territorial da cidade atrai tanto construtoras quanto investidores que estão em busca de oportunidades sólidas

A construção das usinas hidrelétricas do rio Madeira foi propulsora para o início de um ciclo de desenvolvimento em Porto Velho. O “boom” gerado pelas empresas impulsionou o crescimento contínuo nas áreas de infraestrutura, comércio e indústria. Dez anos depois da implantação da primeira hidrelétrica, a cidade segue num ciclo pulsante, com uma grande demanda por novos negócios, fortalecendo principalmente a área da construção civil.

Phaena Spengler atua como diretora executiva de uma grande construtora da capitalPhaena Spengler atua como diretora executiva de uma grande construtora da capital

A expansão territorial da cidade atrai tanto construtoras quanto investidores que estão em busca de oportunidades sólidas, favorecendo a construção de empreendimentos imobiliários, como prédios residenciais, comerciais e espaços de lazer. É o caso de Phaena Spengler, que atua como diretora executiva de uma grande construtora que atua na capital, a SBS Empreendimentos. A empresa familiar nasceu há 28 anos, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, mas a necessidade de obras e contratos em Porto Velho fizeram o grupo se instalar em Rondônia.

“Em Porto Velho tinha muito terreno, muita demanda também, pouquíssima urbanização. Mas não tinha muita gente querendo contratar obras, portanto meu pai teve que criar as próprias obras, e a incorporação imobiliária da empresa surgiu em Porto Velho. Aqui, com muita necessidade, floresceu isso bem rápido e começou ali na avenida Guaporé com a Imigrantes, onde tem muitos empreendimentos. De lá para cá, já são mais de 3 mil unidades entregues, 400 mil metros quadrados de áreas construídas e mais de 20 torres prontinhas para Porto Velho”, compartilhou.

Para Zoghbi, a capital agora está em processo de desenvolvimento estruturadoPara Zoghbi, a capital agora está em processo de desenvolvimento estruturado

A empresária enfatizou os benefícios e o potencial de investir em Porto Velho. Segundo ela, a cidade possui uma demanda crescente por empreendimentos imobiliários, impulsionada pela migração de pessoas em busca de oportunidades de trabalho e pela valorização do mercado local.

“Porto Velho está vivendo um ‘boom imobiliário’, motivado pelo dinamismo econômico que foi trazido pelo agronegócio, que prosperou muito em todo o nosso interior e na área rural da capital. A soja invadiu pra valer, mas temos o minério e os pescados, e temos o único porto alfandegado da região Norte, que é fundamental para esse volume de recursos, de pessoas e dinheiro. Isso traz muito dinamismo, traz emprego, traz necessidades urbanas para quem vem passar ou ficar aqui. A Prefeitura também tem ajudado bastante com o investimento na malha viária, de uma forma que vai trazer um dinamismo impressionante para a capital”.

Atual cenário permite planejamento e investimento na infraestrutura da cidadeAtual cenário permite planejamento e investimento na infraestrutura da cidade

Ela explica ainda que, devido à nova tendência do mercado imobiliário, o aluguel por temporada, a forma de morar e investir neste setor da capital rondoniense vem se transformando. “Porto Velho tem atraído muita gente, empresários do agronegócio, pessoas que vêm para estudar e trabalhar, sendo o principal polo de educação, saúde e negócios do estado de Rondônia. Então, todo mundo vem a Porto Velho para resolver essas demandas, por isso precisa de uma oferta de hospedagem que se adeque, seja satisfatória e muito mais flexível, e é isso que nossos empreendimentos vêm a oferecer”.

Em concordância com Phaena, está o empresário Cézar Zoghbi, que também atua como vice-presidente do Sindicato das Empresas de Compra e Venda de Imóveis do Estado de Rondônia (Secovi/RO). Para Zoghbi, desde a constituição do estado, a capital passou por vários picos de crescimento, muitos deles de forma desorganizada. Agora, Porto Velho passa por um processo de desenvolvimento estruturado, que permite planejamento e o investimento na infraestrutura da cidade.

A Prefeitura tem garantido a modernização e a agilidade na obtenção de licenças para obrasA Prefeitura tem garantido a modernização e a agilidade na obtenção de licenças para obras

“Hoje, apesar do crescimento com uma média de 2%, 3% ao ano, organicamente, não é um volume tão rápido como foi anteriormente, só que agora a gente está desenvolvendo, as pessoas estão prosperando, então você vê os investimentos em conjunto com a Prefeitura, que a cidade está melhorando, está mais asfaltada. Se você quer saber se Porto Velho está crescendo, olhe para trás, veja os últimos cinco, dez anos. Vá até os bairros e veja como está o desenvolvimento dos bairros, vá em uns lugares que já são mais desenvolvidos e veja a quantidade de prédios que surgiram e que continuam surgindo, o número de loteamentos que saíram e o número de casas construídas dentro desses loteamentos”, completou.

MODERNIZAÇÃO

Desde o início da atual gestão, a Prefeitura de Porto Velho tem priorizado a área da construção civil, garantindo a modernização e a agilidade no processo de obtenção de licenças para obras, documento primordial para o início de qualquer atividade de construção na capital.

Cerca de 16 mil imóveis foram regularizados no município, garantindo o direito legal aos proprietáriosCerca de 16 mil imóveis foram regularizados no município, garantindo o direito legal aos proprietários

Gustavo Nobre, secretário-adjunto da Secretaria Municipal de Regularização Fundiária, Habitação e Urbanismo (Semur), citou que a facilidade na obtenção do documento reduz a burocracia e proporciona maior segurança aos investidores. Somente nos anos de 2022 e 2023, aproximadamente 1.400 licenças de obras foram solicitadas à Semur.

“Uma das principais evoluções que caracterizaram a flexibilização, a rapidez nesse processo de licenciamento de obras foi a digitalização do procedimento. Hoje esse procedimento de licenciamento é totalmente eletrônico, e isso proporciona que a análise do licenciamento seja mais célere, tanto para envio quanto para recebimento de documentos. Isso já encurtou muito o prazo. Para você ter uma ideia, em 2017, o município de Porto Velho conseguiu licenciar cerca de 134 imóveis por ano. Em 2023, o município de Porto Velho licenciou 678 obras. Isso é fruto de um trabalho árduo da gestão atual de entender o que a população necessita, de trabalhar para que a cidade se desenvolva, proporcionando que obras grandes e pequenas se instalem”.

A política de expansão urbana facilitada pela Semur, também tem priorizado a área de regularização fundiária. Cerca de 16 mil imóveis foram regularizados no município, garantindo aos moradores o direito legal sobre suas propriedades, maior segurança jurídica e valorização no mercado imobiliário.

“A gente sabe que um imóvel com obra averbada e com matrícula, tem um valor imobiliário inestimável. Então, quando a gente pega aqui 16 mil imóveis, aproximadamente, que foram regularizados, e colocamos ali um valor médio para cada imóvel, a gente verifica que é um valor considerável que a Prefeitura, junto com os demais parceiros na regularização, colocou no mercado imobiliário. Aquilo ali vai gerar para a economia local um giro de oportunidades gigantescas, porque ali são vendidos, são reformados, são demolidos e reconstruídos, essa é uma cadeia econômica que depende da regularização fundiária”, enfatizou.

FONTE: ASSESSORIA COMDECOM

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: As perspectiva de inflação pioram segundo Boletim Focus – Por Silvio Persivo

    Sobre os fatos hediondos e lamentáveis. “Aconteceu e, portanto, pode voltar a acontecer: está a essência do que temos para dizer” (Primo Levi). BLACK FRIDAY IMPULSIONA COMÉRCIO DE RONDÔNIA Segundo a  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio/RO). a Black Friday de 2026 deve movimentar cerca de R$ 736 milhões em Rondônia. Para Porto Velho, a estimativa é de R$ 147 milhões em vendas, com um crescimento previsto de 3,2%.  No cenário nacional, um estudo da Stefanini Marketing estimou que a data poderá gerar R$ 14,47 bilhões em vendas e 18,3 milhões de pedidos. Uma sondagem da Fecomércio/RO aponta que 68,4% dos consumidores pretendem fazer compras. Entre os produtos mais procurados estão roupas (51,8%), eletrodomésticos (31,9%) e eletrônicos (23%). A pesquisa também aponta que 48,1% planejam pagar à vista, enquanto 50,9% pretendem antecipar as compras para a semana anterior à Black Friday. Para a Fecomércio/RO, a movimentação antecipada pode estender o período de promoções e contribuir para as vendas de fim de ano. “A antecipação das compras deve ampliar o período de promoções e, este ano, inclusive com o apoio direto do Sebrae de Rondônia, os empresários se prepararam mais. Daí a suposição de que a Black Friday deve impulsionar as vendas de fim de ano”, disse o presidente da entidade, Raniery Araújo Coêlho. PREÇO DO DIESEL AUMENTA QUASE 2% EM RONDÔNIA O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha o comportamento de preços nos postos de combustível, aponta que Rondônia registrou um cenário de alta nos preços dos combustíveis em outubro, na comparação com setembro, com exceção do etanol.  O diesel comum subiu 1,93%, custando em média R$ 7,39 já o S-10 ficou 1,87% mais caro, com preço médio de R$ 7,61, enquanto a gasolina subiu 0,13%, alcançando R$ 7,45. No sentido oposto, o etanol recuou 0,58%, cotado a R$ 5,14. Segundo Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, “Em outubro, Rondônia apresentou uma tendência de alta nos preços da maior parte dos combustíveis, com destaque para o diesel, que registrou os avanços mais expressivos no período. Com a queda registrada no período, o etanol se consolida como a opção mais econômica e sustentável para os motoristas rondonienses”. ENCONTRO DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DE RONDÔNIA O governo do estado realizou na segunda-feira (2) o 4º Encontro Estadual de Catadores de Materiais Recicláveis, entre os municípios de Presidente Médici e Ji-Paraná. Durante o evento, encerrado na terça-feira (3), cerca de 100 profissionais organizados em cooperativas, associações ou de forma individual participaram da programação, coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), com palestras, visita técnica, atividades práticas e levantamento de demandas que ampliem a geração de renda, qualifiquem a atuação das cooperativas e associações, difundam práticas seguras de trabalho e consolidem propostas para o desenvolvimento da política pública de reciclagem inclusiva no estado.  A titular da Seas, Luana Rocha reforçou, que com estes encontros o governo, por meio da Seas, contribui com a organização dos catadores no estado para o fortalecimento das cooperativas e a construção de uma pauta unificada em defesa da reciclagem inclusiva em Rondônia. ““A escolha de Presidente Médici atendeu ao pedido dos próprios catadores, apresentado no Fórum Estadual de Lixo e Cidadania, pelo fato de o município estar mais centralizado, favorecendo a participação de um número maior de catadores. Nesta edição foi inserida pela primeira vez a oficina do projeto “Recicla ON”, do Instituto Gea, do estado de São Paulo, focada na capacitação e estruturação de cooperativas de catadores para a destinação correta de resíduos eletroeletrônicos (lixo eletrônico). AS PERSPECTIVAS DE INFLAÇÃO PIORAM SEGUNDO O BOLETIM FOCUS A mais recente edição do Boletim Focus mostra uma piora drástica das expectativas dos investidores com relação à inflação, aos juros e à taxa de câmbio. A piora se inicia pela inflação. Há quatro semanas, a estimativa este ano foi de 5,01%. Na semana passada, subiu para 5,19% e, nesta edição, avançou para 5,22%, bastante acima do teto da meta.  A projeção para 2027 também piorou. Nas últimas semanas, a expectativa estave ao redor de 4,3%. Acima da meta de 3%, mas dentro do limite aceitável. Agora, a projeção avançou para 4,76%, acima do teto de 1,5% da meta. A alta prevista é menos intensa nos anos de 2028 e de 2029. Porém, as estimativas para esses dois anos se situavam ao redor de 3,5% e agora estão ao redor de 4%, também  acima da meta. RESILIÊNCIA DA ECONOMIA GLOBAL DIMINUI AFIRMA FMI O documento final da 54ª reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, alerta que a economia global resiste a choques, mas sua capacidade de absorver novas turbulências diminui, após o desmantelamento da ordem geopolítica, conflitos e danos às cadeias de suprimentos, pela pandemia e por guerras. Assim o FMI pede políticas mais consistentes, reconstrução das reservas fiscais, estabilidade de preços e cooperação entre nações. O World Economic Outlook projeta um crescimento mundial de 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, e inflação global de 4,7% neste ano, recuando para 4,1% no próximo. Há diferenças: países beneficiados por investimentos em IA e condições comerciais favoráveis têm perspectivas melhores do que importadores de energia e economias de baixa renda. Interessante é que o documento destaca os riscos do endividamento público: a alta dos rendimentos dos títulos soberanos, somada à dívida elevada, pode encarecer o crédito. Recomenda consolidação fiscal e marcos fiscais, preservando investimentos prioritários e a proteção social; transferências temporárias e direcionadas seriam mais eficientes do que controles generalizados de preços. Na política monetária, pede estabilidade de preços, decisões baseadas em dados, comunicação clara e independência dos bancos centrais. A inteligência artificial impulsiona investimentos, comércio e produtividade, mas seus benefícios tendem a ser desiguais; revisões nas expectativas de rentabilidade podem provocar correções nos mercados e ampliar disparidades. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  TEIA DIGITAL

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