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CPI vai pedir ajuda da Interpol para encontrar Carlos Wizard, diz Aziz

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fala na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid no Senado. A comissão investiga o uso do dinheiro federal que foi enviado para cidades e Estados, além de supostas omissões do governo federal no combate à pandemia. Sérgio Lima/Poder360 05.06.2021

Opresidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que a comissão vai pedir ajuda da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal) para localizar Carlos Wizard.

O empresário é apontado pelos senadores como um dos líderes do chamado “gabinete paralelo“, grupo de aconselhamento do presidente Jair Bolsonaro para o enfrentamento da pandemia e que teria incentivado o uso de medicamentos sem comprovação de eficácia contra covid-19.

Wizard deveria ter prestado depoimento à CPI na última 5ª feira (17.jun.2021), mas não compareceu. Seus advogados já haviam avisado que ele está nos Estados Unidos desde abril e pediram que o empresário depusesse por meio de videochamada. O pedido foi negado.

O empresário iria depor na condição de testemunha. Na 6ª feira (18.jun), foi classificado como investigado.

À Folha de S. Paulo, Aziz disse que Wizard está em “local incerto e não sabido” –expressão usada quando não se sabe a localização de alguém.

“Vamos pedir ajuda da Interpol para saber onde está e buscar o passaporte dele, como a Justiça já determinou“, declarou o senador.

A juíza federal Márcia Souza e Silva de Oliveira, da 1ª Vara Federal de Campinas, atendeu a um pedido da comissão e determinou a condução coercitiva no empresário para o depoimento de 5ª feira (17.jun).

Em manifestação à Justiça obtida pelo Poder360, o delegado Flavio Veitez Reis informou que a PF foi até a residência de Wizard em Campinas (SP), mas ninguém atendeu ao interfone. Quando a equipe estava deixando o local, um funcionário da casa informou aos agentes que não vê o empresário “há bastante tempo”, mas não deu mais informações.

A PF também foi até a sede da empresa das filhas de Wizard, também localizada em Campinas, e uma funcionária do estabelecimento informou que Wizard estava fora do Brasil.

FONTE: PODER 360

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