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COVARDIA – Presidente da CUT/RO responde a processo por agressão a ex-esposa

Em tempos de Lei Maria da Penha, declarações machistas em redes sociais, estupros coletivos, mulheres ainda sendo assassinadas diariamente pelos próprios companheiros e diversas ações condenáveis que circulam pelos canais de informação no mundo todo, um fato que passou batido de toda sociedade rondoniense, até mesmo por que foi, de certa forma “abafado” por alguns membros da militância petista, foi o caso de uma suposta agressão física sofrida pela *ex-esposa do representante máximo do meio sindical de Rondônia e presidente da CUT/RO, Itamar dos Santos Ferreira, ou Itamar a da CUT, como é mais comumente conhecido.

O fato se deu no último dia 08 de Março de 2016 (Dia da Mulher), na Av. Guanabara, conforme relata o Boletim de Ocorrência – Nº 16E1016000519, registrado no mesmo dia às 10:17, na Delegacia da Mulher em Porto Velho, e se for comprovado pela justiça, trás uma assustadora revelação quanto ao lado sombrio e violento que se esconde atrás da personalidade aparentemente calma e controlada do líder sindical, que outrora já foi devidamente reconhecido como hábil negociador, tendo sido chamado várias vezes por sindicatos para intermediar conflitos trabalhistas e greves onde se pensava que não haveria mais diálogo.

Lotado atualmente como funcionário do Banco HSBC/Santander, mas, atuando há mais de 10 anos como membro de sindicato da sua categoria e por ora por três mandatos a frente da CUT/RO, nos últimos meses Itamar estaria sofrendo uma queda vertiginosa em seu prestígio e influência entre os sindicatos e a classe trabalhadora, por suas constantes investidas e discussões acaloradas nas redes sociais, em que muitas vezes faz uso de palavras de baixo calão, palavrões e até mesmo ameaças aos seus opositores, o que estaria contribuindo de forma maciça para a construção de uma imagem negativa que estaria desprestigiando tanto a sua pessoa quanto a entidade a qual representa.

Não são poucas as vezes em que se encontra no perfil de terceiros a sua participação em discussões banais por hora a fio, o que leva os membros de sindicatos, bem como a classe trabalhadora em geral, a pensar para qual função foi mesmo eleito o presidente de uma entidade com tantas atribuições e compromissos diários, para que disponha de tanto tempo perdido na internet.

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Agressão exposta da ex-mulher em redes sociais

Na época da suposta agressão, rapidamente o caso tomou proporções avassaladoras, e foi denunciado internamente pelo Sindicato dos Professores – SINDEPROF, que saiu em defesa da suposta vítima divulgou em sua página social uma Nota de Repúdio, assim que constatou a veracidade dos fatos, porém sob forte ameaça de ser processado e coação aberta expressa pelo Secretário Jurídico do Sintero, Nereu Klosinsk, se viu obrigado a retirar do ar a sua divulgação, conforme relata em sua postagem.

A Nota de Repúdio publicada trazia ainda outras graves acusações de ordem interna na própria CUT/RO em que dizia:

“Segundo informações a secretaria de mulheres da CUT estadual, tomaram Providências para informar a CUT nacional, tendo em vista outros relatos de companheiras contra Itamar, de assédio moral, assédio e abuso sexual, coação e ameaças, mas o secretário jurídico do Sintero Nereu Klosinsk tentou impedir a ação das mulheres para proteger Itamar, CUT e o PT, partido em que ambos são filiados. A educação de Rondônia é composta por 87% de mulheres, e não pode permitir que o seu sindicato admita um dirigente sindical que protege um agressor e abusador de mulheres tão pouco, uma CENTRAL SINDICAL da qual seu sindicato é filiado, que o aceite…. Não aceitaremos isso, vamos cobrar providência do nosso sindicato e da CUT nacional!! COMPARTILHEM!!!”

Rapidamente diversas professoras  e outras pessoas passaram a compartilhar a nota em seus perfis e por meio de whatsapp, porém, de forma estratégica e intimidatória, cuidou de imediatamente registrar uma ocorrência policial de Nº 16E1002006335, às 23:15 da noite, e postar em seu perfil, onde citava as pessoas que estariam compartilhando os fatos ocorridos, e declarando abertamente que se caso alguém mais ousasse divulgar a Nota de Repúdio “responderiam criminalmente” por: “CALÚNIA, DIFAMAÇÃO E INJÚRIA, CUMULADA COM DANOS MORAIS.”

Ora, como se processa alguém que está falando amparado por um boletim de ocorrência e exames de corpo de delito periciados junto a polícia civil?

Além disso, em um outra audiência com sua ex-esposa, já realizada no último dia 02 de Agosto, divulgada em seu próprio perfil quando em discussões com empresários, em 08 de Julho, Itamar relatou que estava processando a própria ex-mulher , “e além disso outras 5 pessoas estão respondendo a inquéritos por afirmar acusações contra mim, e serão processadas e serão processadas por calúnia, difamação e injúria, cumuladas com danos morais”, ameaçou seus debatedores.

Processo criminal de violência contra a mulher

O suposto caso da agressão brutal praticada contra a ex-esposa, com quem teve um relacionamento de 16 anos, se transformou em processo criminal, que se encontra tramitando no Juizado de Violência Doméstica e Família Contra Mulher, e pode ser encontrado por meio de pesquisa rápida no site do TJ/RO sob o número – 0002516-97.2016.8.22.0501.

Com base na Ocorrência policial que traz a seguinte narrativa dos fatos ocorridos no dia do espancamento:

“A Requerente relata que foi agredida e ofendida pelo requerido, seu ex-companheiro. Comenta que conviveram por dezesseis anos… e estão separados desde agosto do ano passado (2015), Relata que desde o término do relacionamento então enfrentando momentos difíceis por conta dos novos relacionamentos e …. Então, no dia 08/03/2016, a requerente foi conversar com o requerido para que ele ajude com as despesas escolares dos filhos, iniciando-se uma discussão, onde a requerente apontou o dedo para ele. Com isso, ela foi empurrada, revidando a ação, Após, ele a jogou no chão e lhe arrastou para a rua, puxando seus cabelos e lhe jogando no chão novamente. Assevera que foi jogada outras vezes no chão, restando lesionada no cotovelo, mão e quadril. Além disso, foi xingada de vadia e vagabunda.”

Em seu relatório o juiz despachou o seguinte Mandado, baseado na Lei Federal 11.340/2006 – (art. 22, inciso III, alíneas “a” e “b”).

“Trata-se de um caso típico de violência doméstica, noticiando os autos agressões e injúrias praticadas pelo requerido contra a requerente.”

“Trata-se de caso que permite tal deferimento, o desequilíbrio emocional do requerido é patente, ante os relatos constantes nas declarações.”

“O perigo da demora é notório, já que o risco da vítima é atual e iminente.”

“Para evitar influência na prova, é preciso evitar que o requerido tenha contato com a vítima. Aliás, assim se evita também, que haja possibilidade de nova reiteração de conduta.”

“desta forma, acolhendo o pedido da vítima e requerente, defiro as seguintes medidas protetivas, pelo prazo de 8 (oito) meses a contar da data desta decisão:

  1. a) proibição do requerido de se aproximar da requerente a menos de 100 (cem) metros de distância;
  2. b) proibição de entrar em contato com a requerente por qualquer meio de comunicação, inclusive telefônico, redes sociais, dentre outros.

Tudo isso sob pena de, se eventualmente estiver solto, ser decretada a sua prisão preventiva, no caso de descumprimento dessas medidas.

Na peça o Juiz Lucas Niero Flores, deferiu de imediato uma medida protetiva entre o acusado e sua ex-esposa de 100 metros, com duração de 8 meses, o que deverá ser extinta no próximo dia 11/11, dado o fato de que a medida já foi expedida há mais de 6 meses, mas, ser renovada pela vítima pelo período que assim solicitar ao magistrado, se assim se sentir ainda ameaçada pelo seu suposto agressor.

Cabe agora à justiça apurar o processo e trazer a tona à toda sociedade com que tipo de pessoa uma entidade como a CUT/RO que trás em seu bojo de ações assistenciais participativas e sociais a favor das mulheres e grupos de minorias que tanto criticam tais atos desprezíveis, como no caso do sindicato dos professores, como o SINDEPROF, que é composto em sua grande maioria por mulheres, vem sendo relegada a anos e se esta está ou em condições morais e psicológicas de conduzi-la.

*(Os nomes da ex-esposa e dos demais envolvidos nas agressões sofridas pelo acusado serão devidamente preservados nesta matéria para conservar a integridade moral dos mesmos).

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Fonte: Rondoniaovivo.com/Foto: Ilustrativa

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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