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Correios começam a fazer o cadastro para o auxílio emergencial

Serviço gratuito é oferecido pelas agências, das 9h às 17h, em todo o país, para atender principalmente aquelas pessoas que não têm acesso à internet

As agências dos Correios começam a partir desta segunda-feira (8) a fazer o cadastramento das pessoas interessadas a receber o auxílio emergencial de R$ 600. A iniciativa faz parte de uma parceria entre o Ministério da Cidadania e a Empresa de Correios e Telégrafos, para facilitar o acesso ao benefício, principalmente, para aquelas pessoas que não têm acesso à internet.

O cadastramento e a consulta do resultado poderão ser realizados em uma das mais de 6 mil agências dos Correios em todo o país. O serviço é gratuito e funciona na maioria das agências de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.

Num prazo de dez dias, será possível também verificar se o benefício de três parcelas de R$ 600 reais foi aprovado ou não. Mas o pagamento só é realizado pela Caixa Econômica Federal.

De acordo com os Correios, a prioridade do atendimento nos guichês é para quem não conseguiu se cadastrar pelo site ou aplicativo da Caixa Econômica Federal. A expectativa é realizar até 27 milhões de atendimentos.

Para o presidente dos Correios, general Floriano Peixoto Vieira Neto, o contrato assinado na última sexta-feira (5) é uma oportunidade para a empresa reafirmar seu compromisso social. “Para os Correios, essa é uma missão que vai além de colocar à disposição do cidadão a nossa rede de agências. É com orgulho e comprometimento que os nossos empregados se dispõem a atender e aproximar os brasileiros nesse momento de dificuldade que atravessamos”, ressaltou.

Para evitar aglomerações nas agências, os pedidos vão seguir um calendário de acordo com a data de aniversário das pessoas interessadas. Veja o calendário abaixo:

Documentos necessários

Para fazer o cadastro direto no guichê de atendimento, são necessários os seguintes documentos:

– Documento oficial de identificação, com foto, em que conste também o nome da mãe do beneficiário;

– CPF do usuário e dos membros da família que dependem da renda do titular;
– Dados bancários ou documento de identificação (RG, CNH, Passaporte, CTPS, RNE e CIE) para solicitar abertura de Conta Social Digital, em nome do titular.

Documentação para a consulta do resultado:

– CPF;
– Documento oficial com foto;
– Recibo do cadastro realizado nos Correios (opcional).

Quem tem direito

O auxílio foi criado para minimizar a crise provocada pelo coronavírus na população de baixa renda e de trabalhadores informais, autônomos e mães solteiras, que recebem o valor em dobro.

Para ter direito ao benefício é preciso estar desempregado, ou ser microempreendedor individual, contribuinte individual da Previdência Social e trabalhador informal.

Além de pertencer à família cuja renda mensal por pessoa não ultrapasse meio salário mínimo (R$ 522,50), ou cuja renda familiar total seja de até três salários mínimos (R$ 3.135,00).

Pagamento

A partir do momento que a pessoa fizer o cadastro e tenha aprovação, é gerado um número, como se fosse uma senha (QR Code). Com esse número e o documento de identidade, a pessoa vai a uma agência da Caixa, correspondente bancário ou lotéricas para fazer o saque do auxílio emergencial. Se já tiver conta bancária, o beneficiário poderá fazer opção para transferência direta.

Com esse código, por meio do aplicativo Caixa Tem, é possível pagar contas de água, luz, telefone e boletos, além de fazer compras de alimentos, roupas ou medicamentos pela internet. E também pagar por meio de QR code, aproximando o celular das maquininhas.

Balanço

Desde 8 de abril, já receberam a primeira parcela 59 milhões de pessoas e a segunda, 50 milhões. Quem se cadastrar até 3 de julho, que por enquanto é a data limete para se inscrever no programa, terá direito a três parcelas de R$ 600. O governo federal já discute um prorrogação do auxílio, mas ainda sem definição.

A Caixa deve divulgar em breve o calendário da terceira parcela. Nesta semana, o banco conclui o saque da segunda parcela para 30 milhões de beneficiários. O calendário é de acordo com o mês de nascimento. Veja abaixo:

Terça-feira (9) – nascidos em setembro
Quarta-feira (10) – nascidos em outubro
Sexta-feira (12) – nascidos em novembro
Sábado (13) – nascidos em dezembro

FONTE: R7.COM

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. 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