Equipes se enfrentam no domingo (31) em reedição da final do estadual de 2018; pelo Brasileiro 2019, as Sereias da Vila venceram por 2 a 1
A edição 2019 do Campeonato Paulista de futebol feminino começa neste sábado (30) e tem todos os elementos para ser uma das maiores da história. A presença dos quatro grandes clubes do estado (Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo), devido à exigência da Conmebol de que os clubes mantenham equipes femininas, deve atrair a atenção dos torcedores que já acompanham o masculino.
“Acho que, tecnicamente, dessas 21 edições, essa seja a mais equilibrada”, opinou Aline Pellegrino. A ex-capitã da Seleção Brasileira é a coordenadora de Futebol Feminino da Federação Paulista de Futebol (FPF) desde janeiro de 2016 e uma das maiores responsáveis pelo crescimento da competição.
Sob sua gestão, o Paulistão passou a ter dois grupos com quatro equipes cada ao invés de um mata-mata em quartas de final. Com isso, o torneio ganhou um mês a mais de duração. “Sentir vontade de voltar a jogar eu não sinto, mas acho que é um privilégio dessas meninas poder jogar e vivenciar esse momento”, avaliou.
Destaques
O grande destaque das contratações pré-competição foi o anúncio de Cristiane como atacante do São Paulo. A jogadora, um dos maiores nomes da Seleção Brasileira, decidiu voltar ao país natal e escolheu o time tricolor para ficar mais perto da família. Em entrevista ao Terra, ela revelou que esperava convites do Santos ou do Corinthians, mas foi surpreendida.
“Eles me apresentaram um projeto muito bom para um começo bacana, fazendo com que a modalidade vá crescendo aos poucos”, contou, na época. Após um período com a Seleção, ela chegou ao time do Morumbi nesta semana.
Já na primeira rodada, há uma reedição da final de 2018: Corinthians e Santos se enfrentam na capital – no ano passado, o Santos saiu vitorioso após vencer por 1 a 0 e empatar em 2 a 2. O confronto já aconteceu também no Campeonato Brasileiro da Série A1 em 2019 – no último dia 21, Gláucia marcou dois gols e as Sereias venceram o rival por 2 a 1.
“Já tem esse clima de revanche para o Corinthians, que não quer começar o ano com duas derrotas para um rival, então isso é um grande atrativo na rodada de abertura”, afirmou Aline sobre o confronto na Fazendinha. No mesmo dia, Corinthians e Santos se enfrentam pelas semifinais do estadual masculino na Arena.
Em 21 anos de futebol, a ex-jogadora Rosana Augusto dedicou 17 à Seleção Brasileira e conquistou duas medalhas olímpicas em 2004 e 2008. Com passagens por São Paulo, Corinthians, Santos e São José, ela não esconde que a preferência pelas Sereias da Vila é a maior, pelo fato de ter defendido as cores da equipe até pendurar as chuteiras no início do ano. A ex-atleta, que recentemente declarou que seguirá trabalhando com futebol para desenvolver a categoria feminina, se mostrou empolgada com o estadual.
“A minha expectativa é de que, com os quatro times principais, esse seja o melhor campeonato dos últimos tempos”, afirmou a ex-jogadora. No entanto, ela ressalta que espera que a iniciativa não atrapalhe os times do interior que já desenvolvem o feminino há anos. “É sempre bom ter times de expressão do masculino entrando, porque isso acrescenta valor em relação à torcida, à parte de consumo de produtos e cria uma visibilidade maior”, explica.
Para Rosana, é importante que o foco se volte também para as categorias de base. E, nesse sentido, ela diz que precisa haver uma integração entre federações, clubes e o governo. “A gente não pode deixar de falar que é importante que o governo fomente a categoria feminina nas escolas e aí sim a gente tenha mais meninas com um futuro digno como jogadoras de futebol”, concluiu.
O campeonato
O torneio, que será disputado até o dia 6 de outubro, conta com dois grupos de seis times cada. O formato permite que as equipes tenham um calendário mais extenso e um mínimo de 10 e máximo de 20 partidas disputadas. Em cada grupo, as equipes vão se enfrentar em turno e returno e os quatro melhores de cada grupo avançam à segunda fase, também jogada com ida e volta. Em seguida, haverá a disputa de semifinal e final.
Aline explica que, apesar da alta expectativa para a primeira rodada, é preciso lembrar que as equipes estão em início de temporada e precisam de ajustes. Ainda assim, já é um bom pontapé para a competição que dura cerca de seis meses. “Vai ser um fim de semana extremamente interessante para se ver que futebol é futebol, não é nem de homem nem de mulher.”
O torneio será aberto pelo confronto entre São José e Portuguesa, que terá início às 15h deste sábado (30). No domingo (31), acontecem as estreias dos quatro principais times do estado: além do clássico entre Corinthians e Santos, o Palmeiras visita o Audax em Osasco e o São Paulo recebe o Internacional em Cotia.
Confira a data e horário da primeira rodada do Campeonato Paulista feminino 2019:
30/mar – sábado – 15h – São José x Portuguesa – São José dos Campos
31/mar – domingo – 15h – Ponte Preta x Ferroviária – São José do Rio Preto
31/mar – domingo – 15h – São Paulo x Internacional – Cotia
31/mar – domingo – 15h – Audax x Palmeiras – Osasco
31/mar – domingo – 15h – Corinthians x Santos – São Paulo
31/mar – domingo – 15h – Taubaté x Juventus – Taubaté
Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA
E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho. O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]
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