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Contra inflação, Argentina vai congelar preços de 1,2 mil produtos

Governo anuncia acordo com grupo de empresários para manter itens da cesta básica nos valores de outubro até janeiro

O governo da Argentina anunciou um acordo com um grupo voluntário de empresários para manter por 90 dias os preços de mais de mil produtos que fazem parte da cesta básica, em uma tentativa de conter a inflação, uma das mais altas do mundio, com um acumulado de 32,3% de janeiro a agosto deste ano.

“Esses 1.247 produtos que terão os preços congelados serão uma âncora para a inflação”, declarou nesta quinta-feira (14) o secretário de Comércio Interior, Roberto Feletti.

Segundo o acordo, que tem participação voluntária dos empresários, os preços dos produtos dos setores de alimento e limpeza, devem voltar aos patamares de 1º de outubro e permanecer os mesmos até 7 de janeiro.

Feletti afirmou que “a resposta dos empresários foi favorável”.

“O fundamental é parar o crescimento da inflação e assegurar um trimestre de muito consumo”, disse o secretário, em entrevista à rádio El Destape.

Nesta quinta-feira também será divulgado o índice de preços ao consumidor correspondente ao mês de setembro, elaborado pelo Instituto Nacional de Estatísticas (Indec).

“A inflação de setembro deve vir acima de 3% e o que eu vi em outubro também não é bom, por isso retrocedemos os preços até 1º de outubro”, destacou Feletti.

Medidas contra a crise

O aumento anual do custo de vida chegou a 51,4% em agosto. A inflação é um problema antigo na Argentina, que há mais de duas décadas registra aumentos anuais acima de dois dígitos.

O acordo anunciado nesta quinta amplia e reforça o programa “Preços Cuidadosos” que foi lançado em 2014 para estabelecer preços de referência para cerca de 500 produtos da cesta básica, como um instrumento de combate à inflação.

O novo de pacto de preços foi adotado em meio a protestos organizados por movimentos sociais que exigem mais auxílios e subsídios alimentares em meio à crise econômica, que colocou cerca de 40% da população na pobreza.

Semanas atrás o governo anunciou um aumento de 16% no salário mínimo, que chegou a 33 mil pesos mensais (o equivalente a 332 dólares ou R$ 1.837), menos da metade do valor da cesta básica para uma família segundo o Indec.

Anunciou também o pagamento, a partir de outubro, de um complemento de abonos para famílias que beneficiará quase dois milhões de assalariados inscritos.

A Argentina vai realizar eleições legislativas em 14 de novembro, nas quais o governo tentará manter sua maioria no Senado, na metade de seu mandato.

FONTE: AFP

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Gomes

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