Esporte

Conheça os 23 escolhidos por Felipão para a Copa

O técnico Luiz Felipe Scolari divulgou nesta quarta-feira a lista de convocados para a disputa da Copa do Mundo. Conheça um pouco mais dos 23 jogadores que foram escolhidos para tentar levar a seleção brasileira ao hexacampeonato a partir do dia 12 de junho, quando acontece a abertura da competição, diante da Croácia, em São Paulo.

JULIO CESAR – Goleiro do Toronto FC, é um dos homens de confiança da seleção brasileira. Aos 34 anos, vai para a terceira Copa do Mundo, a segunda como titular. Depois de fazer parte da decepcionante campanha na África do Sul, em 2010, o jogador carioca perdeu espaço com Mano Menezes, mas recuperou a titularidade quando Felipão assumiu a equipe, jogando mesmo quando estava encostado no Queens Park Rangers, clube da segunda divisão da Inglaterra. Foi para o futebol canadense justamente para ganhar ritmo de jogo antes do Mundial.

JEFFERSON – É o reserva direto de Julio Cesar. Aos 31 anos, com passagens pelo Cruzeiro e pelo futebol turco, vive a melhor fase da carreira no Botafogo. Com Mano Menezes, chegou a fazer alguns jogos como titular da seleção, em testes promovidos pelo treinador. Com Felipão, deverá fazer sombra a Julio Cesar caso o goleiro principal da equipe tenha algum problema físico. Vai para a primeira Copa.

VICTOR – Disputou posição com Diego Cavalieri até os últimos instantes, mas acabou prevalecendo graças, principalmente, à boa participação na temporada passada, quando levou o Atlético Mineiro ao título inédito da Copa Libertadores. Para Felipão, o jogador de 31 anos é a garantia de ter um terceiro goleiro de confiança, em detrimento a uma opção mais jovem. Também vai para a primeira Copa.

DANIEL ALVES – Titular absoluto do Barcelona, Daniel Alves não vive grande fase, mas não deixa de ser, há alguns anos, um dos melhores laterais-direitos do mundo. Na seleção desde 2007, mostrou bom futebol durante a Copa da África do Sul e assumiu a titularidade do time brasileiro, que nunca mais deixou escapar. Em caso de uma necessidade, pode ser improvisado na esquerda. Cobrador de faltas, será uma das armas da seleção na Copa.

MAICON – Na fracassada campanha de 2010, Maicon era o titular da seleção brasileira. Quando Mano Menezes assumiu a equipe, perdeu a posição para Daniel Alves e deixou até mesmo de ser convocado quando trocou a Inter de Milão pelo Manchester City, amargando o banco de reservas na Inglaterra. Reencontrou o bom futebol na Roma, ganhou chance nos amistosos contra Austrália e Portugal, em setembro passado, manteve o nível de Daniel Alves, então machucado, e convenceu Felipão a levá-lo.

MARCELO – Apesar de ter apenas 25 anos, Marcelo é um dos mais experientes do grupo com a camisa da seleção brasileira. Pegou uma posição carente no time desde a aposentadoria de Roberto Carlos, virou titular no fim de 2011 e não saiu mais da equipe. Só nesta temporada, porém, sofreu três lesões jogando pelo Real Madrid, nenhuma de grande gravidade, mas vai precisar mostrar a Felipão que está em boa forma física.

MAXWELL – Assim como Maicon, aproveitou bem as oportunidades que recebeu depois da Copa das Confederações. Com passagem breve pelo Cruzeiro na juventude, o lateral fez carreira na Europa. Passou pelo Barcelona, como reserva, e agora é titular absoluto do Paris Saint-Germain. Foram suas atuações na França que abriram caminho para uma chance no amistoso contra Portugal, que ele agarrou com unhas e dentes. Em apenas sete jogos com a camisa do Brasil, fez Felipão esquecer do defensivo Filipe Luís, que ele levou para a Copa das Confederações.

THIAGO SILVA – Sem nunca ter jogado uma partida de Copa do Mundo (foi reserva em 2010 na África do Sul), o jogador formado pelo Fluminense chegará ao Mundial como capitão da seleção brasileira. Virou titular do Brasil no começo do trabalho de Mano Menezes e não perdeu a posição em momento algum durante esses quatro anos. Fora das quatro linhas, terá a função de, aos 29 anos, integrar os diferentes perfis dentro do grupo e liderar a “Família Scolari”.

DAVID LUIZ – A não ser pela volta de Lúcio para jogar a Copa América de 2011, a zaga do Brasil durante os quatro anos de preparação para a Copa foi formada por Thiago Silva e David Luiz. O jogador do Chelsea, assim, não poderia ficar de fora da lista de Felipão. O treinador, aliás, já testou, mais de uma vez, David Luiz como primeiro volante, dando opção para uma mudança tática durante as partidas. Desde a Copa das Confederações, porém, ele não manteve o mesmo nível de apresentações no Chelsea e chegou a esquentar o banco do time inglês.

DANTE – Desconhecido do grande público brasileiro até 2012, Dante teve uma evolução rápida nesses dois anos. Aos 30 anos, é titular absoluto do Bayern de Munique, atual campeão mundial de clubes. Zagueiro pela esquerda, deverá ser utilizado como reserva de Thiago Silva ou no caso de David Luiz ser deslocado para jogar como volante. Assim como o jogador do Chelsea, porém, não está no melhor momento da carreira.

HENRIQUE – A vaga mais concorrida na lista final de convocados era exatamente a do quarto zagueiro do elenco. E quem acabou levando a melhor foi Henrique, jogador que trabalhou com Felipão no Palmeiras – os dois venceram a Copa do Brasil de 2012 juntos. Atualmente no Napoli, o jogador de 27 anos foi titular na estreia de Mano Menezes na seleção e só voltaria a ser convocado no ano passado, para ser banco. Ganhou a posição porque, além de ter a confiança de Felipão, pode jogar como volante.

PAULINHO – Enquanto a seleção jogava a última Copa, Paulinho era um desconhecido volante que havia acabado de chegar ao Corinthians, vindo do Bragantino. Agora, no Mundial de 2014, é peça-chave no esquema tático de Felipão, responsável não apenas por marcar, mas também para ser o homem surpresa que se aproxima dos quatro jogadores de frente. Destaque no time paulista e, agora, no Tottenham, fez uma grande Copa das Confederações e tem vaga cativa no time titular do Brasil.

LUIZ GUSTAVO – O volante de 26 anos foi a grande aposta – acertada – de Felipão. A não ser por dois jogos com Mano Menezes, em 2011, Luiz Gustavo era quase um desconhecido do grande público brasileiro quando foi chamado para a Copa das Confederações no ano passado, ainda que estivesse no forte Bayern de Munique, então campeão europeu. Volante marcador, ganhou a posição e se firmou como titular, ainda que tenha perdido espaço no Bayern e se transferido para o Wolfsburg.

RAMIRES – Titular do Chelsea, Ramires vai para a segunda Copa na carreira. Entre altos e baixos, jogou a Copa das Confederações de 2009 como titular, mas foi banco na maior parte do Mundial do ano seguinte. Recuperou a posição na Copa América de 2011 e, depois, não foi nem chamado para a equipe que ganhou a Copa das Confederações de 2013. Após a competição, recebeu chances de Felipão e agradou, principalmente pela capacidade de jogar mais adiantado que Paulinho. Outro ponto positivo é o entrosamento com Willian, Oscar e David Luiz, todos também convocados.

OSCAR – Coadjuvante de Lucas e Neymar na seleção que foi campeã mundial Sub-20 em 2011, Oscar trocou o Internacional pelo Chelsea em meados de 2012, após longa novela, e acabou seguindo mais o caminho do colega do Barcelona do que o do ex-são-paulino hoje no Paris Saint-Germain. Nem o gol perdido na final dos Jogos Olímpicos de Londres o afastou da titularidade na equipe adulta. Sem muitos holofotes, mostrou para Mano Menezes e, depois, para Felipão que poderia fazer o papel de Kaká e Ronaldinho Gaúcho. Chega à primeira Copa, aos 22 anos, como titular absoluto do time.

FERNANDINHO – O volante revelado pelo Atlético Paranaense fez a escolha certa ao trocar o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, pelo Manchester City no começo da temporada, ao custo de 40 milhões de euros. No futebol inglês, como titular absoluto do virtual campeão, mostrou futebol para ser convocado para um único amistoso, contra a África do Sul, em março. Fez gol e convenceu Felipão a levá-lo à Copa, para ser reserva.

WILLIAN – Assim como Fernandinho, não precisou usar a camisa da seleção brasileira por muito tempo para se garantir na Copa. Nesta temporada, trocou o Anzhi pelo Chelsea, em transferência de 35 milhões de euros, e mostrou, na Inglaterra, futebol suficiente para ter uma chance com Felipão. Ela veio diante da África do Sul, em março, quando bastaram 45 minutos para o jogador de 25 anos se colocar como alternativa a Oscar ou até mesmo a Hulk. Vai para a Copa sem nunca ter jogado um jogo como titular do Brasil.

HERNANES – Depois de atuar em todas as partidas da Copa das Confederações, Hernanes correu o risco de ficar fora da convocação final. Mas o volante de 28 anos, que também pode ser meia, voltou a jogar em alto nível pela Inter de Milão, clube com o qual assinou no fim de janeiro, e convenceu Felipão a dar a ele uma nova chance. Vai iniciar a preparação para a Copa como reserva, sabendo que precisa reconquistar espaço se quiser jogar alguns minutos no Mundial.

HULK – Regularmente convocado desde 2011, sendo até mesmo um dos três escolhidos de Mano Menezes para se juntar à seleção Sub-23 na Olimpíada de Londres, Hulk demorou a cair nas graças da torcida, chegando a ser vaiado em alguns jogos. Na Copa das Confederações, porém, exerceu importante papel tático marcando a saída de jogo adversário, mostrou disposição para brigar pela bola e convenceu boa parte dos seus críticos. Tem tudo para ser titular na Copa ao lado de Fred e Neymar.

NEYMAR – Depois de ficar de fora da lista de Dunga para a Copa de 2010, não havia a menor chance de Neymar não ser chamado por Felipão para o Mundial de 2014. Afinal, o ex-santista de 22 anos, hoje no Barcelona, é o craque do time. É em quem estão depositadas as esperanças do hexacampeonato. Machucado, está fora do time do Barcelona nos últimos dias e isso pode até ser bom para o craque, que chegará descansado à Copa em que pode se consagrar. Se estiver em forma, não sai do campo nem com o jogo ganho.

FRED – Enquanto ficou cinco meses sem jogar, entre agosto e janeiro, Fred preocupou a comissão técnica da seleção. Afinal, é ele o homem-gol de confiança de Felipão. Mas o centroavante, de 30 anos, reencontrou a boa forma, já voltou a balançar as redes com regularidade pelo Fluminense e está pronto para ser o titular da camisa 9 do Brasil, tentando repetir o bom desempenho na Copa das Confederações, quando fez cinco gols em cinco jogos. Reserva na Alemanha em 2006, vai para o segundo Mundial.

JÔ – O centroavante é mais uma das apostas acertadas de Felipão. Mesmo com a boa campanha do Atlético Mineiro na Copa Libertadores, poucos acreditavam que o centroavante, que passou sem brilho por Corinthians (onde foi formado), Internacional, CSKA Moscou e Manchester City, tinha nível para jogar na seleção brasileira. Mas Jô foi deixando seus gols. Fez dois na Copa da Confederações, outros três em amistosos e se colocou como reserva direto de Fred. Foi convocado machucado – tem uma lesão no joelho direito -, mas não preocupa.

BERNARD – Com “alegria nas pernas”, Bernard encantou Felipão. Destaque do Atlético Mineiro na Copa Libertadores do ano passado, foi convocado para a Copa das Confederações e mostrou um futebol ofensivo, de dribles e velocidade. Em pouco tempo, tirou a vaga cativa de Lucas como reserva direto do ataque. Mesmo escondido no banco do Shakhtar Donetsk, na Ucrânia, não perdeu a confiança do treinador. Aos 21 anos, será o mais jovem brasileiro na Copa.

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CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: As perspectiva de inflação pioram segundo Boletim Focus – Por Silvio Persivo

    Sobre os fatos hediondos e lamentáveis. “Aconteceu e, portanto, pode voltar a acontecer: está a essência do que temos para dizer” (Primo Levi). BLACK FRIDAY IMPULSIONA COMÉRCIO DE RONDÔNIA Segundo a  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio/RO). a Black Friday de 2026 deve movimentar cerca de R$ 736 milhões em Rondônia. Para Porto Velho, a estimativa é de R$ 147 milhões em vendas, com um crescimento previsto de 3,2%.  No cenário nacional, um estudo da Stefanini Marketing estimou que a data poderá gerar R$ 14,47 bilhões em vendas e 18,3 milhões de pedidos. Uma sondagem da Fecomércio/RO aponta que 68,4% dos consumidores pretendem fazer compras. Entre os produtos mais procurados estão roupas (51,8%), eletrodomésticos (31,9%) e eletrônicos (23%). A pesquisa também aponta que 48,1% planejam pagar à vista, enquanto 50,9% pretendem antecipar as compras para a semana anterior à Black Friday. Para a Fecomércio/RO, a movimentação antecipada pode estender o período de promoções e contribuir para as vendas de fim de ano. “A antecipação das compras deve ampliar o período de promoções e, este ano, inclusive com o apoio direto do Sebrae de Rondônia, os empresários se prepararam mais. Daí a suposição de que a Black Friday deve impulsionar as vendas de fim de ano”, disse o presidente da entidade, Raniery Araújo Coêlho. PREÇO DO DIESEL AUMENTA QUASE 2% EM RONDÔNIA O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha o comportamento de preços nos postos de combustível, aponta que Rondônia registrou um cenário de alta nos preços dos combustíveis em outubro, na comparação com setembro, com exceção do etanol.  O diesel comum subiu 1,93%, custando em média R$ 7,39 já o S-10 ficou 1,87% mais caro, com preço médio de R$ 7,61, enquanto a gasolina subiu 0,13%, alcançando R$ 7,45. No sentido oposto, o etanol recuou 0,58%, cotado a R$ 5,14. Segundo Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, “Em outubro, Rondônia apresentou uma tendência de alta nos preços da maior parte dos combustíveis, com destaque para o diesel, que registrou os avanços mais expressivos no período. Com a queda registrada no período, o etanol se consolida como a opção mais econômica e sustentável para os motoristas rondonienses”. ENCONTRO DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DE RONDÔNIA O governo do estado realizou na segunda-feira (2) o 4º Encontro Estadual de Catadores de Materiais Recicláveis, entre os municípios de Presidente Médici e Ji-Paraná. Durante o evento, encerrado na terça-feira (3), cerca de 100 profissionais organizados em cooperativas, associações ou de forma individual participaram da programação, coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), com palestras, visita técnica, atividades práticas e levantamento de demandas que ampliem a geração de renda, qualifiquem a atuação das cooperativas e associações, difundam práticas seguras de trabalho e consolidem propostas para o desenvolvimento da política pública de reciclagem inclusiva no estado.  A titular da Seas, Luana Rocha reforçou, que com estes encontros o governo, por meio da Seas, contribui com a organização dos catadores no estado para o fortalecimento das cooperativas e a construção de uma pauta unificada em defesa da reciclagem inclusiva em Rondônia. ““A escolha de Presidente Médici atendeu ao pedido dos próprios catadores, apresentado no Fórum Estadual de Lixo e Cidadania, pelo fato de o município estar mais centralizado, favorecendo a participação de um número maior de catadores. Nesta edição foi inserida pela primeira vez a oficina do projeto “Recicla ON”, do Instituto Gea, do estado de São Paulo, focada na capacitação e estruturação de cooperativas de catadores para a destinação correta de resíduos eletroeletrônicos (lixo eletrônico). AS PERSPECTIVAS DE INFLAÇÃO PIORAM SEGUNDO O BOLETIM FOCUS A mais recente edição do Boletim Focus mostra uma piora drástica das expectativas dos investidores com relação à inflação, aos juros e à taxa de câmbio. A piora se inicia pela inflação. Há quatro semanas, a estimativa este ano foi de 5,01%. Na semana passada, subiu para 5,19% e, nesta edição, avançou para 5,22%, bastante acima do teto da meta.  A projeção para 2027 também piorou. Nas últimas semanas, a expectativa estave ao redor de 4,3%. Acima da meta de 3%, mas dentro do limite aceitável. Agora, a projeção avançou para 4,76%, acima do teto de 1,5% da meta. A alta prevista é menos intensa nos anos de 2028 e de 2029. Porém, as estimativas para esses dois anos se situavam ao redor de 3,5% e agora estão ao redor de 4%, também  acima da meta. RESILIÊNCIA DA ECONOMIA GLOBAL DIMINUI AFIRMA FMI O documento final da 54ª reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, alerta que a economia global resiste a choques, mas sua capacidade de absorver novas turbulências diminui, após o desmantelamento da ordem geopolítica, conflitos e danos às cadeias de suprimentos, pela pandemia e por guerras. Assim o FMI pede políticas mais consistentes, reconstrução das reservas fiscais, estabilidade de preços e cooperação entre nações. O World Economic Outlook projeta um crescimento mundial de 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, e inflação global de 4,7% neste ano, recuando para 4,1% no próximo. Há diferenças: países beneficiados por investimentos em IA e condições comerciais favoráveis têm perspectivas melhores do que importadores de energia e economias de baixa renda. Interessante é que o documento destaca os riscos do endividamento público: a alta dos rendimentos dos títulos soberanos, somada à dívida elevada, pode encarecer o crédito. Recomenda consolidação fiscal e marcos fiscais, preservando investimentos prioritários e a proteção social; transferências temporárias e direcionadas seriam mais eficientes do que controles generalizados de preços. Na política monetária, pede estabilidade de preços, decisões baseadas em dados, comunicação clara e independência dos bancos centrais. A inteligência artificial impulsiona investimentos, comércio e produtividade, mas seus benefícios tendem a ser desiguais; revisões nas expectativas de rentabilidade podem provocar correções nos mercados e ampliar disparidades. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  TEIA DIGITAL

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