Teia Digital

Comércio tende a cada vez mais para o meio digital – Por Sílvio Persivo

A vida melhora pelos ouvidos. “O barulho não faz nenhum bem e o bem não faz barulho” (François de Sales). 

CAFÉ DE RONDÔNIA GANHA MAIS QUALIDADE 

A 4ª edição do Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café de Rondônia (Concafé) teve um aumento de quase 200% no número de inscritos. Nestes quatro anos de realização do Concafé, o café de Rondônia conquistou projeção nacional permitindo a participação de cafeicultores rondonienses em concursos internacionalmente reconhecidos, tendo inclusive, vencido alguns deles, a exemplo do Coffee Of The Year, que elege os melhores cafés do Brasil. O Concafé deste ano recebeu 306 amostras de café para serem degustados e classificados por R-Graders, profissionais especialista em avaliar a qualidade do café da variedade robusta. É mais que o dobro do ano passado, confirmando a força que o café vem adquirindo no estado. “Tive a oportunidade de provar esses cafés no ano passado e estou provando neste ano, também, e foi possível, logo no início das degustações, perceber uma melhora muito grande de qualidade nos lotes que foram apresentados”, diz João Vitor Pereira da Silva, gestor de qualidade da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA). João Vitor afirmou que “os produtores estão se mostrando cada vez mais ciente da importância de promover, de divulgar, de produzir com melhor qualidade” para conquistar o mercado e mostrar ao mundo a qualidade dos cafés de Rondônia, e os concursos realizados no estado tem contribuído muito para isso”. A perspectiva do café rondoniense tornar-se referência na produção de café robusta de qualidade é uma conquista a ser consolidada. Para João Vitor, se os cafeicultores de Rondônia continuarem investindo na produção do café com qualidade e sustentabilidade, com certificação das propriedades, que é uma exigência que o mundo todo tem feito, o reconhecimento virá, com certeza.

LICITAÇÃO DO CENTRO DE CONVENÇÕES DE PORTO VELHO 

Sem dúvida uma boa notícia para Rondônia e Porto Velho: a Superintendência Estadual de Licitações (Supel) anunciando a abertura do processo de licitação 003/2019, na modalidade Concorrência Pública, para a construção do Centro de Convenções de Porto Velho. O espaço destinado aos eventos públicos da cidade será construído no Parque dos Tanques, na Zona Norte da capital. Afirmou o superintendente da Supel, Márcio Rogério Gabriel, que a determinação do governador Marcos Rocha é dar o máximo de transparência na competição entre as empresas participantes.  De acordo com Márcio, quanto à questão econômica, a ordem é ter um preço máximo referencial calculado pelo engenheiro orçamentista. O projeto foi bem amadurecido ao longo do tempo, e já foi realizada uma ampla revisão de preços por um engenheiro, que estuda todo o custo da obra e atesta que o preço é o máximo a se executar. Para ele, a estimativa do custo é de pouco mais de R$ 17 milhões, e os interessados vão competir desse valor para baixo, em que se chegando acima de 5% de desconto com base no valor teto já é considerada uma boa contratação”.  

INSEGURANÇA JURÍDICA PREJUDICA ZONA FRANCA DE MANAUS

As lideranças do Amazonas preocupadas com o que consideram uma retaliação contra a ZFM (Zona Franca de Manaus) representada por medidas que tendem a retirar vantagens comparativas às empresas lá instaladas. O economista e professor José Alberto Machado, por exemplo, avalia que a insegurança jurídica vem afugentando novos investimentos estrangeiros no Estado, principalmente com o cenário de incertezas demonstrado pelo novo governo federal em relação à ZFM e a proximidade de uma reforma tributária Segundo ele, as bancadas amazonenses na Câmara e no Senado deverão ter muita habilidade para enfrentar as articulações nos bastidores de Brasília contrárias às atividades da Zona Franca.

COMÉRCIO TENDE CADA VEZ MAIS PARA O MEIO DIGITAL 

É uma realidade que se impõe: o mundo digital avança rapidamente no comércio com a grande maioria dos brasileiros acessando a internet pelo celular e laptop. Para se ter uma boa ideia deste processo basta ver que, de acordo com  a ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico), em 2018, a quantidade de vendas pela web cresceu 15% na comparação com o ano anterior, bem acima dos 2,3% de crescimento do varejo tradicional. Já o relatório da E-bit, o E-commerce no Brasil fechou o ano de 2018 com um faturamento de R$ 53,2 bilhões, uma alta nominal de 12% em relação ao ano anterior. A expectativa de vendas de 2019 é de que o faturamento alcance R$ 61,2 bilhões. Ou seja, para permanecer com sua clientela e/ou manter a liderança do seu setor se torna imprescindível se adequar à esta nova realidade. Empresas de sucesso não hesitam e criam aplicativos para atingir o público online.

PREVISÃO DE INFLAÇÃO CAI PELA QUINTA VEZ SEGUIDA

O boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central (BC), divulga previsão para a inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 3,59%, para este ano, uma queda em relação à previsão anterior de 3,54%. Para 2020, a estimativa também foi reduzida, ao passar de 3,85% para 3,82%. A previsão para os anos seguintes não teve alterações: 3,75%, em 2021, e 3,50%, em 2022. É a quinta vez seguida, este ano, em que o mercado financeiro reduziu a estimativa de inflação.  A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5% para cima ou para baixo.

QUEDA MUNDIAL NO TRANSPORTE AÉREO DE CARGA

Embora haja sinais de que a briga entre os cachorros grandes deve arrefecer os estragos de sua continuação já são visíveis. Estados Unidos e China, por conta de sua queda de braço, segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), derrubaram o transporte aéreo de carga. Em toneladas de carga por quilômetro (FTKs), houve uma queda de 3,2% em julho em relação ao mesmo período de 2018. É o nono mês consecutivo de declínio nos volumes de carga aérea na comparação com o ano anterior. Claro que deriva do impacto do fraco comércio global, segundo a Iata. Mas, quando se analisa, se vê que o comércio global teve umja queda de 1,4%, enquanto os volumes de carga entre os Estados Unidos e a China caíram 14% no acumulado do ano em relação ao mesmo período de 2018.

AUTOR: SÍLVIO PERSIVO –  COLUNISTA TEIA DIGITAL

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: BRASIL É O 8º MERCADO DE MÚSICA GRAVADA DO MUNDO – Por Silvio Persivo

    Com um faturamento de R$ 3,958 bilhões, crescimento de 14,1%, segundo a Pró-Música Brasil, o Brasil se tornou o 8º maior mercado de música gravada do mundo em 2025. Do total do faturamento cerca de R$ 3,4 bilhões vieram do streaming, que aparece como principal motor das receitas do setor.  Neste cenário, a Associação Brasileira da Música Independente (ABMI) amplia sua agenda de conexões comerciais por meio do BMK (Brazil Music Market), um projeto voltado à aproximação de artistas, selos e empresas com profissionais e oportunidades da indústria musical. Em outubro, são previstas ações no Formemus, no Espírito Santo, e, em novembro, na Semana Internacional de Música de São Paulo (SIM São Paulo). Para Talita Cordeiro, diretora-geral da ABMI, o avanço do mercado brasileiro precisa se traduzir em oportunidades concretas para as empresas independentes. A discussão envolve o acesso a novos mercados, a construção de parcerias comerciais e a capacidade de transformar a circulação internacional da música brasileira em negócios sustentáveis. FONTE: COLUNA TEIA DIGITAL –  POR SILVIO PERSIVO

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