Esporte

Com retorno do Carioca, estaduais cogitam volta entre julho e agosto

Campeonatos paralisados há três meses, com a volta do estadual do Rio de Janeiro, começam a planejar um possível retorno para os gramados

Não há consenso em relação ao retorno dos estaduais no Brasil ainda em meio à pandemia do novo coronavírus. Por causa das dimensões continentais do País, a situação epidemiológica das diferentes regiões está em diferente estágios. Isso impede uma unidade em relação à volta do futebol.

Dentre os 26 Estados, mais o Distrito Federal, apenas o Campeonato Carioca voltou, na quinta-feira. O Catarinense também tem data definida para o retorno. Algumas federações do Norte e Nordeste estudam retomar os Estaduais apenas mais perto do final do ano, em uma tentativa de emendar o torneio com o início da pré-temporada de 2021.

A grande maioria, por sua vez, planeja restabelecer os torneios entre metade de julho e o início de agosto. Contudo, as federações dependem do aval das autoridades sanitárias locais. No meio destes emaranhados de decisões autônomas, o Campeonato Amazonense foi encerrado.

Confira situação dos Estaduais:

Região Norte

Acre

A Federação de Futebol do Acre se reuniu com os dirigentes dos clubes participantes do torneio estadual, na última terça-feira, e apresentou uma proposta para retomada da competição em meados de julho. Um protocolo com as medidas exigidas pela CBF para a realização das partidas já foi entregue.

Amapá

A Federação Amapaense de Futebol e o Tribunal de Justiça Desportiva se reuniram na última segunda-feira para discutir os trâmites necessários para o retorno dos clubes aos gramados. A decisão dependerá da evolução da pandemia no Amapá.

Amazonas

O Campeonato Amazonense foi encerrado em março.

Pará

A Comissão de Segurança no Combate à covid-19 da Federação Paraense de Futebol enviou na última terça-feira, dia 16, o protocolo de retomada dos jogos. O documento será analisado pelo governo estadual.

Rondônia

O Campeonato Rondoniense deverá ser retomado apenas em novembro, segundo a federação local.

Roraima

Ainda não há previsão para a retomada das competições. A Federação Roraimense de Futebol aguarda a situação epidemiológica do estado melhorar.

Tocantins

Não há previsão de retorno do Campeonato Tocantinense. Apenas Tocantinópolis, Interporto e Palmas confirmaram que poderão regressar aos gramados.

Região Nordeste

Alagoas

Datas para a retomada do Campeonato Alagoano ainda são discutidas.

Bahia

Clubes baianos esperam a liberação das autoridades sanitárias, para volta dos treinos nos centros de treinamentos. Espera-se que o campeonato seja retomado em julho.

Ceará

A Federação Cearense de Futebol afirma que ainda não há data definida para a volta do campeonato. Contudo, acredita-se que a competição seja retomada junto à última fase do plano de retomada econômica anunciado pelo governo do Estado do Ceará, prevista para acontecer em 20 de julho. Equipes já estão autorizadas a treinar.

Maranhão

A Federação Maranhense de Futebol pretende recomeçar o campeonato no início de agosto. A volta das sessões de treinamento acontecerá a partir de 22 de junho. A retomada da competição, no entanto, dependerá da situação epidemiológica do Maranhão.

Paraíba

A Federação Paraibana de Futebol (FPF) e os clubes que disputam o campeonato se reuniram na quinta-feira, na sede da FPF, para discutir a retomada do torneio. A federação e alguns clubes projetam a realização de um complemento do Campeonato Paraibano entre 5 e 26 de julho. Tudo dependerá do aval das autoridades sanitárias da Paraíba.

Pernambuco

O governo de Pernambuco autorizou o retorno dos treinamentos presenciais para o último dia 15. O Campeonato Pernambucano deverá ser retomado em 28 de junho. Contudo, a volta dependerá da evolução do coronavírus no estado.

Rio Grande do Norte

Ainda não há previsão para a retomada do Campeonato Potiguar. A Federação Norte-Rio-Grandense de Futebol estuda restabelecer as sessões de treinamento ainda em junho, todavia, isso dependerá do aval das autoridades sanitárias locais.

Piauí

O Campeonato Piauiense não será retomado antes do 22 de junho. O decreto emergencial que proíbe a realização de atividades esportivas foi estendido pelo governo do Estado do Piauí. Devido a isso, a competição poderá ser restabelecida em novembro. A ideia seria juntar o torneio estadual com a pré-temporada de 2021. Esta saída será discutida no próximo dia 24.

Sergipe

O Presidente da Federação Sergipana de Futebol, Milton Dantas, definiu, em reunião com os clubes participantes do campeonato, que a competição estadual será restabelecida no próximo dia 25. A data, porém, está sujeita a alterações conforme a evolução da situação epidemiológica de Sergipe.

Região Centro-Oeste

Distrito Federal

Espera-se que o Campeonato Brasiliense seja retomado em meados de julho. Clubes que disputam a competição aguardam uma autorização do Governo do Distrito Federal para a volta dos treinos nos CTs.

Goiás

O Campeonato Goiano não deverá ser restabelecido em julho. A Federação Goiana de Futebol estuda a viabilização de um quadrangular com as equipes da capital.

Mato Grosso

O presidente da Federação Mato-Grossense de Futebol, Aron Dresch, já veio a público manifestar que não está disposto a decretar o encerramento do Campeonato Mato-Grossense. O secretário de Estado da Cultura, Esporte e Lazer, Alan Kardec, estuda a possibilidade de o torneio ser concluído a partir de outubro.

Mato Grosso do Sul

Em abril, o diretor de competições da Federação de Futebol do Mato Grosso do Sul, afirmou à TV Morena, que o torneio deverá ser retomado apenas em julho.

Região Sudeste

Espírito Santo

O presidente da Federação do Espírito Santo, Gustavo Vieira, afirmou que este não é o momento de se pensar na volta da primeira e segunda divisão do Campeonato Capixaba. Portanto, não há previsão de retorno da competição estadual.

Minas Gerais

A Federação Mineira de Futebol quer restabelecer a competição estadual em 26 de julho. A decisão, porém, irá depender das autoridades sanitárias locais. Cogita-se que as partidas sejam realizadas em uma única cidade. Os confrontos ocorreriam no meio e no final de semana. Desta a forma o torneio seria encerrado entre a primeira e a segunda semana de agosto.

Rio de Janeiro

A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro definiu a volta do Campeonato Carioca após forte pressão do Flamengo. Botafogo e Fluminense são contrários ao restabelecimento da competição, que voltou nesta quinta-feira.

São Paulo

O governador João Doria liberou os clubes da primeira divisão do Campeonato Paulista para retomar suas sessões de treinamento a partir do dia 1ª de julho. A Federação Paulista de Futebol, no entanto, reprovou o anúncio. A entidade máxima do futebol de São Paulo afirmou que a data estabelecida pelo governador é “distante” e diz que não há “explicação plausível e científica” para tal decisão. O retorno do torneio ainda não foi discutido.

Região Sul

Paraná

Na última segunda-feira, a Prefeitura de Curitiba cogitou realizar a liberação dos treinos. No dia seguinte, o Athletico-PR retomou suas atividades. Contudo, na quarta-feira, a Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba descartou afrouxar as medidas de prevenção à covid-19 e impediu o clube se realizar sessões de treinamento. É possível que o Campeonato Paranaense seja retomado em julho.

Santa Catarina

A Federação Catarinense de Futebol confirmou a retomada do campeonato estadual para o dia 8 de julho.

Rio Grande do Sul

Havia previsão de o Campeonato Gaúcho ser retomado em meados de julho, mas isso só deverá acontecer em agosto.

 

FONTE: ESTADÃO CONTEÚDO

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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