Esporte

Com Neymar e Prass favoritos, Micale vê opções e adia decisão de capitão

Treinador faz reuniões e deve entregar faixa até amistoso do próximo dia 30. Além de craque e goleiro, Renato Augusto e jovens zagueiros são citados com perfil de líder

Fernando Prass tratou a faixa de capitão como simples simbologia. O técnico Rogério Micale respondeu a três perguntas em sua primeira entrevista coletiva na Granja Comary sobre o tema – que veio repetido do próprio anúncio da lista para a Rio 2016. E não respondeu objetivamente a nenhuma delas. Não chega a ser um drama a definição do capitão da seleção olímpica, mas o suspense deve durar mais uns dias. Micale quer estabelecer contato maior com todo o grupo antes de entregar a braçadeira de capitão. Há dois favoritos óbvios: Neymar eFernando Prass.

O craque do Barcelona se impõe como referência técnica e último capitão da seleção principal com o técnico Dunga – bom lembrar que na última Copa do Mundo, com Felipão, era Thiago Silva o dono da braçadeira. Mas qual a opinião de Micale para o posto? Hoje, ele ainda avalia as alternativas. Agrada muito o nome do goleiro do Palmeiras. Considera Prass um reflexo da liderança positiva num grupo de futebol. A primeira impressão sobre Neymar também foi boa.

Há vantagens, desvantagens e até alternativas para onde Micale resolver amarrar a braçadeira. Por enquanto o treinador opta pela conversa, pelos contatos diários e o “olho no olho”, como disse mais de uma vez. Neymar surpreendeu a comissão técnica na chegada. O jogador do Barcelona serviu de guia da garotada para os sete da seleção sub-20 que chegaram para completar o grupo de apenas 16 convocados – Marquinhos e Renato Augusto se juntam na quinta-feira e no dia 27, respectivamente. Ele fez questão de se apresentar a todos e cumprimentar um por um.

Micale e Erasmo Damiani, coordenador da base da CBF, observam o grupo e levam em conversas individuais pequenas impressões e anotações para diagnóstico do time olímpico. Sem psicólogo na delegação, enxergam a passagem da braçadeira como ritual de fundamental importância para o grupo.

Confira o cenário para a definição:

O craque: Neymar é o cara que carrega nas costas a responsabilidade de ser o melhor jogador, o que faz as principais jogadas e deve comandar o time. A ideia de Dunga de lhe dar a braçadeira era das melhores. Traria junto a noção de maturidade, de um representante da seleção, mas não foi bem assim. Mais “reclamão” do que o costume, ele discutiu e quase brigou com adversários e juízes e foi punido com cartões, suspensões.

O experiente: Fernando Prass é, desde a convocação, um porta-voz de Micale e da seleção olímpica. Em cada entrevista reforça esse status natural. Mas não é só com as palavras que ele impressiona. O primeiro dia de treinos no campo mostrou bem isso. Chegou antes das 9h ao lado dos garotos Uilson, de 22 anos, e Daniel Fuzato, 19. Foram os primeiros a chegar, últimos a sair, após o treino da tarde. No fim, ainda comandou a resenha sentado no gramado. Mas o goleiro do Palmeiras já deixou claro que não vai depender da braçadeira para cobrar, comandar, cativar, liderar… Entre os defensores estão, justamente, Damiani e Micale.

O porto seguro: Renato Augusto não estava na lista original de Micale. E isso se explica mais por alternativa de jogo, preferência tática a favor de Douglas Costa do que pelo também bom futebol do ex-jogador de Corinthians e Flamengo. Apesar de só chegar na próxima semana, se apresentando em Goiânia, Renato, aos 28 anos, é exemplo de maturidade e versatilidade que Micale quer ver. Colocar a faixa de capitão em Renato tiraria mais esse peso de Neymar e não inibiria em nada o capitão sem faixa que pode ser Fernando Prass.

Os jovens capitães:
Não é coincidência que Marquinhos, Rodrigo Caio e Luan sejam os três zagueiros dessa seleção. Pela versatilidade, pela boa técnica para sair jogando e para pensar o jogo vindo de trás – já atuaram em outra função, como lateral e volante -, mas também pela liderança natural. Os três têm histórico na função nas seleções de base. Marquinhos foi o capitão no Sul-Americano e no Mundial Sub-17 de 2011, Rodrigo Caio usou a braçadeira no Torneio de Toulon, em 2013 e 2014, e Luan, em 2015, foi o escolhido por Micale para ser o capitão da seleção que foi ao Pan, em Toronto.

Fonte: Globo Esporte

FRNEWS TV: Intercâmbio técnico fortalece parceria entre SENAR Rondônia e SENAR Mato Grosso

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

COLUNISTAS

PUBLICIDADE

Acesse nossa Página do Facebook

RESENHA POLITICA

TEIA DIGITAL

  • Coluna Teia Digita: Micro e Pequenas empresas exige mudanças para enfrentar 2027 – Por Silvio Persivo

    Que nem promessa de político depois das eleições. “Estou tentando escrever uma autobiografia. Mas, não me lembro nem de ontem” (Keith Richard). BANCOS DE RONDÔNIA SUSPENDERAM ATENDIMENTO PRESENCIAL NA QUINTA-FEIRA Os bancários de Rondônia, que reivindicam reajuste salarial, mudanças nos benefícios, entre eles o vale-alimentação, e manutenção dos postos de trabalho, deixaram as agências bancárias […]