Rondônia

Com Marcos Rogério, Vitorino & Mendonça soma três governadores eleitos em Rondônia

Após participar das reeleições de Confúcio Moura e Marcos Rocha, consultoria atuou na vitória de Marcos Rogério no primeiro turno e na eleição de Fernando Máximo, que conquistou votação recorde para o Senado

A vitória de Marcos Rogério (PL) para o Governo de Rondônia marca a terceira eleição de um governador do estado com a participação da Vitorino & Mendonça. A consultoria, dos professores e estrategistas Marcelo Vitorino e Natália Mendonça, já havia atuado nas reeleições de Confúcio Moura, em 2014, e de Marcos Rocha, em 2022.

Eleito em 4 de outubro, Marcos Rogério recebeu 537.370 votos, equivalentes a 56,86% dos votos válidos, segundo a totalização do Tribunal Superior Eleitoral. O resultado encerrou um intervalo de vinte anos sem uma eleição para governador decidida no primeiro turno em Rondônia: a última havia sido a reeleição de Ivo Cassol, em 2006.

A conquista ocorreu em uma disputa com seis candidatos, entre eles Adailton Fúria, ex-prefeito de Cacoal, e Hildon Chaves, ex-prefeito de Porto Velho. Diferentemente das duas vitórias anteriores com participação da consultoria, definidas no segundo turno, Marcos Rogério conseguiu reunir a maioria absoluta dos votos já na primeira votação.

De adversários em 2022 ao trabalho conjunto em 2026

A contratação da Vitorino & Mendonça por Marcos Rogério acrescentou uma particularidade à campanha. Quatro anos antes, a consultoria estava do outro lado da disputa, trabalhando pela reeleição de Marcos Rocha, que venceu o próprio Rogério no segundo turno. Em 2026, o antigo adversário passou a contar com os profissionais em sua equipe.

Na campanha deste ano, Marcelo Vitorino atuou na estratégia e na preparação de Marcos Rogério para os debates. Natália Mendonça coordenou a comunicação presencialmente em Rondônia, participando também da estratégia e da preparação do candidato para os encontros com os concorrentes.

A experiência de acompanhar Marcos Rogério em duas eleições, primeiro como adversário e depois como integrante de sua campanha, permitiu aos consultores observar sua evolução como candidato.

“Marcos evoluiu muito de uma eleição para a outra. Demonstrou segurança para discutir os problemas do estado, apresentar prioridades e explicar como pretendia enfrentá-los. Havia adversários fortes, com experiência e presença política. Vencer uma disputa com seis candidatos, no primeiro turno, depois de vinte anos sem que isso acontecesse em Rondônia, mostra a dimensão da confiança que ele conquistou”, avalia Marcelo Vitorino.

Evolução do candidato e foco em soluções

Segundo a consultoria, o posicionamento da candidatura procurou evidenciar, além da trajetória parlamentar de Marcos Rogério, seu preparo para assumir o comando do Executivo estadual. A comunicação concentrou-se em problemas conhecidos pelos rondonienses que permaneciam sem solução, com atenção à clareza das prioridades e à responsabilidade dos compromissos apresentados.

A orientação foi evitar o acúmulo de promessas e não gastar a campanha atacando adversários ou permitindo que as provocações dos concorrentes determinassem sua agenda. O objetivo era manter Marcos Rogério discutindo o que pretendia fazer pelo estado.

Essa postura apareceu publicamente desde o primeiro debate, em agosto. Na ocasião, o candidato defendeu o trabalho em equipe e afirmou que preferia dedicar seu tempo aos problemas de Rondônia, em vez de atacar os demais concorrentes.

Para Vitorino, o desempenho nos debates foi uma das expressões mais importantes dessa evolução. Na avaliação do consultor, Marcos Rogério conseguiu sustentar suas propostas diante dos adversários sem perder a direção estabelecida para a campanha.

“Marcos teve firmeza sem precisar transformar cada encontro em uma briga. Foi muito bem nos debates porque mostrou conhecimento dos problemas e disposição para assumir a responsabilidade pelas soluções. Para quem está esperando atendimento, uma estrada melhor ou uma escola funcionando, essa discussão importa muito mais do que a troca de ataques entre candidatos”, afirma.

Planejamento fase a fase e integração com a equipe

As campanhas de Marcos Rogério e Fernando Máximo foram planejadas em detalhe, com objetivos definidos para cada fase e uma linha narrativa coerente ao longo da disputa. O planejamento orientou a sequência das mensagens e o trabalho de comunicação, respeitando as características e os desafios de cada candidatura.

Na disputa ao governo, a preparação para os debates fez parte dessa construção. Os encontros não foram tratados como ações isoladas: precisavam reforçar o posicionamento do candidato e dar continuidade ao que vinha sendo apresentado nas demais atividades da campanha.

A coordenação presencial de Natália Mendonça manteve a ligação entre as decisões estratégicas e a execução cotidiana. Segundo ela, o bom ambiente de trabalho e a colaboração entre os profissionais foram importantes para manter essa coerência mesmo nos momentos de maior pressão.

“Tivemos uma equipe comprometida, com pessoas que conhecem Rondônia, acreditavam na candidatura e estavam dispostas a trabalhar juntas. Havia espaço para conversar, ajustar o que fosse necessário e seguir em frente. Marcos também contribuiu para esse ambiente. Uma campanha exigente como essa precisa de dedicação, mas precisa igualmente de confiança e respeito entre as pessoas”, destaca Natália.

Fernando Máximo conquista votação recorde para o Senado

A atuação da Vitorino & Mendonça em Rondônia incluiu também a campanha de Fernando Máximo (PL), eleito senador com 570.799 votos. Ele terminou na primeira colocação, com 96.573 votos a mais que Bruno Bolsonaro Scheid, também do PL, que recebeu 474.226 votos e conquistou a segunda vaga.

A votação de Máximo foi a maior já registrada para o Senado em Rondônia em números absolutos, superando os 481.420 votos obtidos por Valdir Raupp em 2010. A consultoria já havia participado de sua eleição para deputado federal, em 2022.

“Fernando chegou a essa eleição com uma trajetória de trabalho que os eleitores reconheceram. A votação recorde valoriza essa trajetória e o empenho de todas as pessoas que estiveram com ele na campanha. É uma conquista expressiva e uma responsabilidade importante para o mandato que vai exercer”, afirma Natália.

Com os resultados, a Vitorino & Mendonça reúne participações em três candidaturas vitoriosas ao Governo de Rondônia e acompanha uma nova etapa da trajetória de Fernando Máximo, da Câmara dos Deputados ao Senado. O histórico passa por candidatos, equipes e contextos políticos distintos, incluindo o trabalho conjunto com quem havia sido adversário na eleição anterior.

FONTE:RONDONIAGORA.COM

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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