Esporte

Com caminhos parecidos, Larghi e Carille se reencontram, agora como adversários

Auxiliares na última passagem de Oswaldo de Oliveira pelo Corinthians, treinadores mantêm bom relacionamento e trilham rumos parecidos no início das carreiras; Galo e Timão jogam neste domingo

O duelo entre Atlético-MG e Corinthians, um dos mais aguardados da terceira rodada do Campeonato Brasileiro, vai colocar frente a frente dois treinadores da nova safra do futebol brasileiro. Do lado do atleticano, Thiago Larghi (37 anos) ainda não é tratado como técnico efetivo, mas com 19 jogos à frente do Galo, está longe de ser apenas um interino no clube. Já o Timão vem com Fábio Carille (44 anos), atual bicampeão paulista e campeão brasileiro.

O jogo no Independência será um reencontro dos dois, mas a primeira vez em lados opostos comandando suas equipes. Larghi e Carille trabalharam juntos por quase três meses na temporada 2016, quando Thiago, hoje técnico do Atlético-MG, era analista de desempenho de Oswaldo de Oliveira no Corinthians. À época, Fábio Carille também estava no Timão, mas como auxiliar técnico.

A boa relação entre os dois no curto período em São Paulo foi mantida após a saída de Thiago Larghi, e os elogios vêm das duas partes. Do lado do técnico do Galo não faltam boas referências, tanto pela parte do futebol, quanto pela pessoa do técnico corintiano.

– O Carille é um profissional e uma pessoa espetacular. Isso eu afirmo aqui. Tive o prazer de conhecê-lo também ao lado da família – disse Larghi.

– Ele é uma pessoa muito bacana, um profissional muito sério. Ele trata bem o futebol, gosta de um futebol bem jogado e tem uma equipe muito bem montada.

Contra o Corinthians, Thiago Larghi fará sua 20ª partida no comando do Galo (Foto: Bruno Cantini)Contra o Corinthians, Thiago Larghi fará sua 20ª partida no comando do Galo (Foto: Bruno Cantini)

Contra o Corinthians, Thiago Larghi fará sua 20ª partida no comando do Galo (Foto: Bruno Cantini)

O treinador corintiano ressalta uma das principais características de Thiago Larghi, o interesse pelos estudos, e acredita em um futuro de sucesso no clube alvinegro.

– O Thiago, tive o prazer de trabalhar com ele aqui na época do Oswaldo. Apesar de estar assumindo agora a equipe do Atlético-MG, já é calejado, acompanhou o Oswaldo em outros clubes e agora teve essa oportunidade. Está buscando demais, nos encontramos no curso da CBF no fim do ano, é um cara estudioso. Vem conseguindo alguns resultados, classificado na Copa do Brasil, Sul-Americana tem um jogo para decidir em casa agora.

– Está no caminho certo. Tenho certeza de que, com paciência, diretoria abraçando, como acredito que esteja abraçando, ele vai trilhar um caminho de sucesso – elogiou Carille.

Sobre o estilo de jogo do amigo, mas adversário neste domingo, Thiago Larghi destaca a eficiência corintiana, mas aposta em um bom jogo do Atlético-MG para sair do Independência vitorioso.

– Talvez o jogo não seja tão plástico, mas é muito eficiente e competitivo. É um time muito difícil de ser batido, mas a gente acredita bastante no nosso trabalho e no grupo que a gente tem aqui – contou.

No comando do Atlético-MG, Larghi tenta repetir o caminho seguido pelo colega. Após a saída de Oswaldo de Oliveira, Carille foi efetivado no comando do Corinthians e começou sua carreira como de sucesso. Para Larghi, a partida deste domingo é uma afirmação para todos de que pode colocar a equipe mineira no caminho para uma boa temporada, a sua primeira como treinador no futebol.

FONTE: GLOBOESPORTE.COM

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

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  • COLUNA TEIA DIGITAL: BRASIL É O 8º MERCADO DE MÚSICA GRAVADA DO MUNDO – Por Silvio Persivo

    Com um faturamento de R$ 3,958 bilhões, crescimento de 14,1%, segundo a Pró-Música Brasil, o Brasil se tornou o 8º maior mercado de música gravada do mundo em 2025. Do total do faturamento cerca de R$ 3,4 bilhões vieram do streaming, que aparece como principal motor das receitas do setor.  Neste cenário, a Associação Brasileira da Música Independente (ABMI) amplia sua agenda de conexões comerciais por meio do BMK (Brazil Music Market), um projeto voltado à aproximação de artistas, selos e empresas com profissionais e oportunidades da indústria musical. Em outubro, são previstas ações no Formemus, no Espírito Santo, e, em novembro, na Semana Internacional de Música de São Paulo (SIM São Paulo). Para Talita Cordeiro, diretora-geral da ABMI, o avanço do mercado brasileiro precisa se traduzir em oportunidades concretas para as empresas independentes. A discussão envolve o acesso a novos mercados, a construção de parcerias comerciais e a capacidade de transformar a circulação internacional da música brasileira em negócios sustentáveis. FONTE: COLUNA TEIA DIGITAL –  POR SILVIO PERSIVO

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