Esporte

Clubes priorizam sócios-torcedores em volta aos estádios; médicos alertam para riscos

Jogos do Brasileirão terão público neste fim de semana após um ano e nove meses

A rodada do Brasileirão que começa neste sábado será especial para clubes e torcedores. Após um ano e nove meses, ou exatos 664 dias, o público está de volta aos estádios na Série A. A última vez que uma partida pela competição contou com torcida foi em 8 de dezembro de 2019. Com a eclosão da pandemia de covid-19 no Brasil em março de 2020, o Brasileirão daquele ano ocorreu todo com portões fechados.

Apesar da decisão do Conselho Técnico de clubes da Série A pelo retorno do público a partir desta rodada, os estádios em São Paulo só poderão receber torcida com 30% de sua capacidade a partir de segunda-feira, dia 4, por decisão do governo. Depois de 14 de outubro, o governador João Doria autorizou o limite de 50%. A partir de 1º de novembro, passará para 100%.

As equipes paulistas tiveram a prerrogativa de adiar suas partidas, como fez o Santos, que aceitou postergar o confronto com o Fluminense, antes marcado para este domingo. Mas o Palmeiras não quis jogar para frente o compromisso com o Juventude e jogará neste domingo com os portões fechados no Allianz Parque, assim como o Bragantino, que encara o Corinthians neste sábado, no Nabi Abi Chedid.

O Athletico-PR foi o único a defender portões fechados até o fim da competição, enquanto o Flamengo não quis participar do conselho técnico que aprovou a medida, repetindo o que fizera em encontro semelhante no início do mês. Ficou definido que o porcentual de ocupação dos estádios seguirá a autorização oficial dos órgãos sanitários locais.

O protocolo elaborado pela CBF exige para os torcedores que forem às arenas o uso de máscaras, o distanciamento social e a apresentação de teste negativo para covid ou comprovante de imunização completa.

“É um passo importante para a presença dos torcedores nos estádios que está sendo dado em parceria com os órgãos sanitários, respeitando sempre o protocolo elaborado pela comissão médica organizada pela CBF. Esperamos que a torcida, a maior beleza do futebol, volte a brilhar e se emocionar nos estádios”, disse o presidente interino da CBF, Ednaldo Rodrigues.

Retornar aos estádios é seguro neste momento?

A liberação parcial da torcida suscita o questionamento: a medida é segura? Para Eliseu Alves Waldman, epidemiologista e professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, não há problema no retorno dos torcedores às arquibancadas desde que o protocolo seja bem elaborado e respeitado.

“Com 1/4 da lotação dos estádios e se o protocolo for respeitado o risco é muito pequeno porque os estádios são abertos”, opina Waldman, que alerta para os riscos que podem trazer as aglomerações fora dos estádios. “Os torcedores têm que tomar cuidado na entrada e saída das arenas. Será esse o problema principal. Se for escalonado diminui o risco. Não parece que deva ter impacto na trajetória da pandemia no País”.

É importante, diz o epidemiologista, monitorar os torcedores depois das partidas. A prefeitura do Rio adotou esse procedimento, e identificou um caso confirmado de covid-19 e outros nove suspeitos entre os torcedores presentes no jogo-teste entre Flamengo e Grêmio, em 15 de setembro, pela Copa do Brasil.

“É possível monitorar, condições tem, se os gestores públicos fizerem isso vai ajudar. É aconselhável. Assim, conseguimos identificar qual tipo de atividade terá o maior impacto”, recomenda Waldman.

A biomédica Mellanie Fontes-Dutra, coordenadora da Rede Análise covid-19, entende que o momento não é propício para aglomerações nos estádios. “Enquanto a transmissão ainda estiver significativa entendo que não seja seguro fazer esse retorno, ainda que estejamos vendo medida sanitárias sendo implantadas”, salienta.

“Minha preocupação é em relação ao que pode ocorrer após o momento do jogo. Mesmo um vacinado não ficando doente, ou transmitindo menos, uma pessoa vulnerável ou sem o regime completo da vacina ainda pode acabar sendo exposta se não houver os cuidados necessários. Em minha análise, deveríamos abaixar ainda mais nossas curvas para ter um cenário de maior segurança para fazer isso, com uma transmissão mais controlada”, argumenta Mellanie.

Clubes dão prioridade a sócios

No Rio Grande do Sul, o Grêmio terá o apoio de seu torcedor contra o Sport neste domingo, enquanto o Internacional vive a expectativa de retornar ao Beira-Rio na próxima semana e já anunciou que irá priorizar seus sócios-torcedores.

“O governo estadual decretou, neste inicio, a liberação de 30% da capacidade dos estádios. É um momento de comemoração e reaproximação com o nosso torcedor, que ficou tanto tempo sem assistir ao Inter das arquibancadas. A expectativa é de que tenhamos 15 mil sócios no Beira-Rio para o duelo contra a Chapecoense, na semana que vem”, diz Victor Grunberg, vice-presidente de administração do Internacional.

O Juventude decidiu que só abrirá a venda de ingressos para o público geral quando a capacidade liberada for acima de 50%. De acordo com Fábio Pizzamiglio, vice-presidente de marketing do clube, apenas os sócios adimplentes terão acesso aos ingressos neste primeiro momento.

“A ajuda dos nossos sócios durante a pandemia foi fundamental, é uma forma de recompensá-los, reforçando nosso apoio e gratidão pelo suporte nesse período. Para as partidas no Alberto Jaconi, precisamos que eles estejam vacinados ou apresentem resultado negativo para covid-19”, comenta o executivo.

Após 35 anos, o torcedor mato-grossense poderá acompanhar um clube do Estado no Brasileirão. Até 35% da capacidade da Arena Pantanal poderá ser ocupada no duelo com o América-MG, neste sábado. A última vez que um representante do Mato Grosso disputou um jogo da Série A com a presença de torcedores foi em 1986.

“Era um sonho de todo mato-grossense poder assistir uma equipe do estado na primeira divisão. Ficamos muitos anos sem ter um time na Série A, o Cuiabá se orgulha muito por representar o nosso povo e a nossa região. Para premiar os nossos sócios-torcedores, aqueles que estão com a mensalidade em dia, independente do plano, não pagarão para acompanhar a partida”, conta Cristiano Dresch, vice-presidente do Cuiabá.

No Ceará, o torcedor precisará apresentar um passaporte digital desenvolvido pela empresa Mooh!Tech, que apresenta o teste negativo RT-PCR de até 48 horas ou o comprovante de vacinação, o que facilita a vida do fã ávido para ver seu time novamente. “Ao utilizar o sistema como uma credencial no controle de acesso a locais públicos ou privados, várias medidas, complexas para serem atendidas, deixam de ser essenciais”, explica o CEO da Mooh!Tech, Everton Cruz.

A ferramenta já foi testada em ligas da França, Portugal, Israel, Estônia e Vietnã, e será exigida em jogos também em Pernambuco e pela Federação de Futebol de Brasília.

Prejuízo sem torcida

Com os torcedores nas arquibancadas, a arrecadação com bilheteria marca a retomada de um vetor importante na receita das equipes brasileiras. Com a segunda maior média de público do Brasil em 2019, o Fortaleza foi um dos clubes mais afetados financeiramente pela ausência de sua torcida nas arquibancadas. O lucro bruto dos ingressos naquela temporada foi de R$ 11 milhões, valor equivalente a cerca de 10% da receita operacional do clube.

Para a partida contra o Atlético-GO, neste sábado, a Secretaria da Saúde do Ceará liberou a presença de 10% do público no Castelão.

“A perda da arrecadação com bilheterias impactou de forma significativa a nossa receita. Nessa volta, iremos priorizar os sócios-torcedores, que mesmo sem poderem ir ao estádio abraçaram o clube durante esse período complicado”, ressalta o presidente Marcelo Paz, contente com a volta dos apoiadores, que será feita, segundo ele, “com cautela e responsabilidade”. “O apoio da torcida está no nosso DNA, é um reforço para o clube dentro e fora de campo”.

A ausência dos torcedores nos estádios em 2020 causou a perda de R$ 450 milhões com bilheteria para os 34 principais times brasileiros, segundo estudo feito pela Pluri Consultoria. Os clubes, hoje, vivem uma situação muito pior em comparação a 14 de março do ano passado, quando pela primeira vez os estádios brasileiros não tiveram cadeiras cheias, catracas em atividade e as lanchonetes com fila.

“Os jogos sem bilheteria representam um prejuízo irreparável, a começar pelo ponto de vista desportivo já que a torcida é o 12º jogador. E também, além do valor dos ingressos, que são uma importante fonte de receita para o futebol, toda cadeia produtiva foi afetada, do pipoqueiro na porta do estádio até a loja oficial do clube”, explica Pedro Trengrouse, especialista em gestão esportiva pela ESPM.

Em 2019, as receitas com dias de jogos fizeram os 20 principais times brasileiros arrecadar R$ 950 milhões, segundo levantamento feito pela E&Y. A quantia representa em média 17% do total de entradas.

“A grande maioria dos clubes já estava em situação de dificuldade extrema. Imaginem que o débito líquido dessas instituições (passivo total menos o dinheiro que tem a receber) atingiu mais de R$ 10 bilhões, houve um aumento em torno de 20% neste débito líquido (R$ 2 bi) apenas no ano de 2020. Com certeza é reflexo da crise causada pelo vírus”, aponta Renê Salviano, executivo com experiência profissional em diretoria comercial, de marketing e novos negócios do esporte, e dono da agência de marketing esportivo HeatMap.

Atlético-MG, Flamengo e Red Bull Bragantino já jogaram com torcida

Para três clubes da Série A, jogar com torcida não será novidade. Atlético-MG e Flamengo atuaram com o apoio de seu torcedor em duelos da Libertadores e o Red Bull Bragantino fez o mesmo na vitória por 2 a 0 sobre o Libertad, pelo jogo de ida da semifinal da Copa sul-americana. Na ocasião, pouco mais de 1.200 torcedores viram o triunfo das arquibancadas do Nabi Abi Chedid.

O Flamengo foi a equipe que mais se esforçou para jogar diante de seu torcedor e a primeira a poder contar com público. A diretoria rubro-negra aproveitou que a Conmebol liberou a presença de público a partir das oitavas e transferiu seu duelo com o Defensa y Justicia, pela Libertadores, para Brasília, já que a prefeitura do Rio havia negado o pedido do clube para atuar no Maracanã. Cerca de 5 mil rubro-negros geraram renda de quase R$ 1 milhão e assistiram ao time golear o rival argentino por 4 a 1 e avançar de fase.

Nas quartas, o Flamengo enfrentou o Olímpia novamente no Mané Garrincha. Fez 5 a 1 no oponente paraguaio com 11 mil torcedores nas arquibancadas. Na semifinal, a prefeitura do Rio liberou e o time de Renato Gaúcho duelo com o Barcelona de Guayaquil no Maracanã, onde 23.083 pessoas deram renda de R$ 4 milhões ao clube e viram de perto o triunfo por 2 a 0 sobre os equatorianos.

Mas o retorno do torcedor ao Maracanã foi contra o Grêmio pelas quartas da Copa do Brasil. Como a Secretaria Municipal de Saúde do Rio apresentou um parecer técnico favorável à proposta do Flamengo, o time pôde duelar com os gaúchos com público no estádio. Diante de 6 mil torcedores, venceu por 2 a 0 e ratificou a vaga à semifinal.

O Atlético-MG contou com público em dois jogos da Libertadores. Contra River Plate, nas quartas, foi apoiado por cerca de 17 mil torcedores, e diante do Palmeiras, na semifinal, pouco mais de 18 mil viram a equipe empatar por 1 a 1 e ser eliminada.

FONTE: ESTADÃO CONTEÚDO –  AGÊNCIA ESTADO

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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