Brasil Produtivo

Clone da cana produzida em Alagoas ocupa 70% da área canavieira do Brasil

Cerca de 15 anos. Este é o tempo médio do trabalho que é referência nacional e internacional e envolve dezenas de pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal)

Um estudo que embala persistência, dedicação e paciência para que a cana-de-açúcar geneticamente melhorada chegue ao setor produtivo, elevando os rendimentos agroindustriais no âmbito canavieiro, além de beneficiar milhares de pequenos produtores dentro da Zona da Mata, Litoral e parte do Agreste do Estado, além do resto do mundo afora.

Levantamentos indicam que a cana melhorada produzida em Alagoas ocupa cerca de 70% da área canavieira do Brasil. O teor de sacarose e a resistência às pragas estão entre os principais atrativos das variedades RB (República do Brasil) produzidas a partir do Programa de Melhoramento Genético da Cana-de-açúcar (PMGCA), desenvolvido pela Ufal, no Centro de Ciências Agrárias (Ceca), em Rio Largo, região metropolitana de Maceió, e na Estação Experimental da Serra do Ouro, em Murici, na Zona da Mata do Estado.

Antônio Rosário, da região do Baixo São Francisco, está entre os inúmeros agricultores que recebem esses clones híbridos da cana-de-açúcar em Alagoas. Um programa que consiste em uma seleção de diferentes etapas com efetivas inovações tecnológicas, símbolo da conquista que faz os pesquisadores aprenderem com o passado, acreditar no presente e sonhar com o futuro.

“O encaminhamento é espetacular, a contemplação dessas mudas para o pequeno produtor é o foco da Ufal. Beneficiar estes fornecedores, que não são poucos, principalmente do Nordeste, com baixa quantidade de área. Para se ter uma noção, atualmente em Alagoas são mais de sete mil produtores e 86% deles têm uma ocupação de 20 hectares”, destacou o pequeno produtor.

Hoje os pequenos produtores de 54 municípios de Alagoas são privilegiados com a cana melhorada. Cerca de 30 mil toneladas da planta são produzidas no Estado, sendo que 33% pertence aos produtores de cana independentes, e 67% às usinas.

“É uma evolução constante, que gera empregos e garante o crescimento da economia do Estado”, defende Antônio Rosário.

Há 27 anos, a Universidade Federal de Alagoas desenvolve o Programa de Melhoramento Genético da Cana-de-açúcar em parceria com as empresas do setor sucroenergético regional. De lá, saem centenas de profissionais de nível superior com ênfase na cultura canavieira.

Para se ter uma ideia da infinidade de variedades RB que já foram liberadas no Brasil, em 1990 existiam apenas 5% delas. Atualmente, a área de ocupação canavieira saltou e passa da casa dos 70%.

O coordenador do PMGCA em Alagoas, Geraldo Veríssimo, destacou com entusiasmo a garantia da visibilidade e referência mundial no melhoramento genético da cana-de-açúcar estudada no Estado.

“As visitas são constantes pela procura do material genético e propostas de contratos com empresas dos Estados Unidos, Austrália, África do Sul, Argentina, Colômbia, querendo o material da pesquisa estudado na Ufal, é que não faltam”, declarou.

A fama se alastrou tão rapidamente que os pesquisadores alagoanos cresceram e são vistos como os maiores produtores de variedade da cana-de-açúcar do Brasil. Os olhos estão voltados para Alagoas quando se fala de melhoramento genético a partir da cana-de-açúcar.

Segundo o coordenador do Programa, existe variedade RB produzida no Estado, que na década de 90 chegou a um milhão e meio de hectares, alcunhada como a variedade mais cultivada do mundo. “O Brasil é onde há maior área plantada de cana no mundo, hoje tem variedade com mais de dois milhões de hectares, cuja origem é da cana-de-açúcar e que saiu da Serra do Ouro em Murici”, salientou.

“O Programa de Melhoramento Genético da Cana-de-açúcar situado no Centro de Ciências Agrárias tem variedade muito maior do que toda a área cultivada em Alagoas, que é de 400 mil hectares”, revelou com orgulho o coordenador Geraldo Veríssimo.

A última variação da cana-de-açúcar RB liberada foi em junho do ano passado e a penúltima há seis anos. De acordo com o professor pesquisador, a próxima liberação está prevista para 2020, podendo acontecer uma ou outra em 2018. “Está dependendo de uma nova variedade que queremos apressar”, avisou.

Veríssimo ressaltou que o mais interessante hoje é o teor de sacarose da cana dentro do peso da planta, e não o caldo com pouco açúcar e água como era feito antigamente. “A cana é composta de fibra, água e açúcar. Em 1970, a cana tinha menos açúcar do que agora, antes eram 90 quilos de açúcar por toneladas, mas nas últimas safras foram 140 quilos por toneladas, um ganho expressivo em 40 anos”, comparou.

Veríssimo lembrou ainda que aconteceu do mesmo jeito quando se refere ao peso da cana, que antes, segundo ele, era de 50 quilos passando para 80 nos dias atuais. “Com isso se produzia 4,5 mil quilos por hectare, porém atualmente a média é de 10 mil quilos, mais que o dobro”, disse.

O PMGCA/Ceca/Ufal é quem gerencia o Banco Mundial de Germoplasma da cana-de-açúcar, situado na Serra do Ouro, em Murici, Alagoas, que nada mais é do que uma coleção de várias espécies e muitas variedades que existem da planta no mundo inteiro. É lá que são realizadas anualmente as hibridações e produção de cariopses (fruto com semente) para atender as pesquisas de obtenção de variedades RB das universidades federais da Ribesa – Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético.

O coordenador do programa de melhoramento genético frisou que os cruzamentos genéticos acontecem entre abril e junho de cada ano. Ele detalhou que quando a planta floresce, os pesquisadores vão acasalando os milhões de combinações, “e escolhem as melhores no sentido de produtividade, teor de açúcar, resistência às diversas doenças e pragas, se formando assim as variedades RB”.

“É um trabalho de `formiguinha´, de persistência ano a ano que pode durar 15 anos ou mais, até se chegar a uma possível variedade; são várias as pesquisas de campo para selecionar as melhores, tendo o apoio do setor sucroenergético nacional e regional. As usinas são parceiras das universidades e por lá também é desenvolvido trabalhos dentro do campo, além dos insumos e contribuições financeiras para o desenvolvimento de estudos de variedades”, observou.

História

O Ceca da Ufal que fica em Rio Largo engloba vários cursos, entre eles: Agronomia, Zootecnia, Engenharia de Energia Renovável, Agroecologia, Engenharia de Agrimensura, Engenharia Florestal, alguns mestrados e também doutorados. A base é uma estação experimental de cana-de-açúcar que pertencia ao Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA) e ao Sindicato da Indústria do Açúcar de Alagoas (Sindaçúcar), em 1966.

Após quatro anos, o IAA criou o Planalsucar – Programa Nacional de Melhoramento da Cana-de-Açúcar – que cuidava da pesquisa da planta no Brasil e Alagoas era o segundo maior produtor da cana no país. O programa ainda garantia o suporte ao Proálcool – Programa Nacional do Álcool – para usar o combustível em carros, o que hoje é uma realidade, mas que começou no Estado fortemente. Alagoas teve e tem uma localização geográfica favorável para que a cana floresça e faça os cruzamentos genéticos para obter variedades RB.

A origem da Ridesa

Com a extinção do IAA pelo presidente Fernando Collor de Melo, no ano de 1990, algumas universidades brasileiras absorveram as estruturas físicas e pessoal para fins de pesquisas e a Ufal foi uma delas. De forma que foi criada a Ridesa – Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético – um dos maiores programas de melhoramento genético da cana do mundo, mas que levantou uma incógnita no início de sua implantação. A Universidade Federal de Alagoas e mais outras quatro não hesitaram e acionaram o termo de adesão à rede, mesmo sem a garantia do governo federal de recursos financeiros para custear as atividades de pesquisa, mas superada em poucos anos na medida que os trabalhos eram executados com eficiência e os resultados se tornaram realidade.

Logo na primeira década da Ribesa, a rede criou personalidade quando promoveu a liberação das primeiras variedades RB em ciclo precoce, ricas em sacarose, produtivas, adaptadas à ampla diversidade ambiental, até mesmo aqueles ambientes restritos ao cultivo da cana-de-açúcar.

Fonte: Jornal Tribuna

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: As perspectiva de inflação pioram segundo Boletim Focus – Por Silvio Persivo

    Sobre os fatos hediondos e lamentáveis. “Aconteceu e, portanto, pode voltar a acontecer: está a essência do que temos para dizer” (Primo Levi). BLACK FRIDAY IMPULSIONA COMÉRCIO DE RONDÔNIA Segundo a  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio/RO). a Black Friday de 2026 deve movimentar cerca de R$ 736 milhões em Rondônia. Para Porto Velho, a estimativa é de R$ 147 milhões em vendas, com um crescimento previsto de 3,2%.  No cenário nacional, um estudo da Stefanini Marketing estimou que a data poderá gerar R$ 14,47 bilhões em vendas e 18,3 milhões de pedidos. Uma sondagem da Fecomércio/RO aponta que 68,4% dos consumidores pretendem fazer compras. Entre os produtos mais procurados estão roupas (51,8%), eletrodomésticos (31,9%) e eletrônicos (23%). A pesquisa também aponta que 48,1% planejam pagar à vista, enquanto 50,9% pretendem antecipar as compras para a semana anterior à Black Friday. Para a Fecomércio/RO, a movimentação antecipada pode estender o período de promoções e contribuir para as vendas de fim de ano. “A antecipação das compras deve ampliar o período de promoções e, este ano, inclusive com o apoio direto do Sebrae de Rondônia, os empresários se prepararam mais. Daí a suposição de que a Black Friday deve impulsionar as vendas de fim de ano”, disse o presidente da entidade, Raniery Araújo Coêlho. PREÇO DO DIESEL AUMENTA QUASE 2% EM RONDÔNIA O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha o comportamento de preços nos postos de combustível, aponta que Rondônia registrou um cenário de alta nos preços dos combustíveis em outubro, na comparação com setembro, com exceção do etanol.  O diesel comum subiu 1,93%, custando em média R$ 7,39 já o S-10 ficou 1,87% mais caro, com preço médio de R$ 7,61, enquanto a gasolina subiu 0,13%, alcançando R$ 7,45. No sentido oposto, o etanol recuou 0,58%, cotado a R$ 5,14. Segundo Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, “Em outubro, Rondônia apresentou uma tendência de alta nos preços da maior parte dos combustíveis, com destaque para o diesel, que registrou os avanços mais expressivos no período. Com a queda registrada no período, o etanol se consolida como a opção mais econômica e sustentável para os motoristas rondonienses”. ENCONTRO DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DE RONDÔNIA O governo do estado realizou na segunda-feira (2) o 4º Encontro Estadual de Catadores de Materiais Recicláveis, entre os municípios de Presidente Médici e Ji-Paraná. Durante o evento, encerrado na terça-feira (3), cerca de 100 profissionais organizados em cooperativas, associações ou de forma individual participaram da programação, coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), com palestras, visita técnica, atividades práticas e levantamento de demandas que ampliem a geração de renda, qualifiquem a atuação das cooperativas e associações, difundam práticas seguras de trabalho e consolidem propostas para o desenvolvimento da política pública de reciclagem inclusiva no estado.  A titular da Seas, Luana Rocha reforçou, que com estes encontros o governo, por meio da Seas, contribui com a organização dos catadores no estado para o fortalecimento das cooperativas e a construção de uma pauta unificada em defesa da reciclagem inclusiva em Rondônia. ““A escolha de Presidente Médici atendeu ao pedido dos próprios catadores, apresentado no Fórum Estadual de Lixo e Cidadania, pelo fato de o município estar mais centralizado, favorecendo a participação de um número maior de catadores. Nesta edição foi inserida pela primeira vez a oficina do projeto “Recicla ON”, do Instituto Gea, do estado de São Paulo, focada na capacitação e estruturação de cooperativas de catadores para a destinação correta de resíduos eletroeletrônicos (lixo eletrônico). AS PERSPECTIVAS DE INFLAÇÃO PIORAM SEGUNDO O BOLETIM FOCUS A mais recente edição do Boletim Focus mostra uma piora drástica das expectativas dos investidores com relação à inflação, aos juros e à taxa de câmbio. A piora se inicia pela inflação. Há quatro semanas, a estimativa este ano foi de 5,01%. Na semana passada, subiu para 5,19% e, nesta edição, avançou para 5,22%, bastante acima do teto da meta.  A projeção para 2027 também piorou. Nas últimas semanas, a expectativa estave ao redor de 4,3%. Acima da meta de 3%, mas dentro do limite aceitável. Agora, a projeção avançou para 4,76%, acima do teto de 1,5% da meta. A alta prevista é menos intensa nos anos de 2028 e de 2029. Porém, as estimativas para esses dois anos se situavam ao redor de 3,5% e agora estão ao redor de 4%, também  acima da meta. RESILIÊNCIA DA ECONOMIA GLOBAL DIMINUI AFIRMA FMI O documento final da 54ª reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, alerta que a economia global resiste a choques, mas sua capacidade de absorver novas turbulências diminui, após o desmantelamento da ordem geopolítica, conflitos e danos às cadeias de suprimentos, pela pandemia e por guerras. Assim o FMI pede políticas mais consistentes, reconstrução das reservas fiscais, estabilidade de preços e cooperação entre nações. O World Economic Outlook projeta um crescimento mundial de 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, e inflação global de 4,7% neste ano, recuando para 4,1% no próximo. Há diferenças: países beneficiados por investimentos em IA e condições comerciais favoráveis têm perspectivas melhores do que importadores de energia e economias de baixa renda. Interessante é que o documento destaca os riscos do endividamento público: a alta dos rendimentos dos títulos soberanos, somada à dívida elevada, pode encarecer o crédito. Recomenda consolidação fiscal e marcos fiscais, preservando investimentos prioritários e a proteção social; transferências temporárias e direcionadas seriam mais eficientes do que controles generalizados de preços. Na política monetária, pede estabilidade de preços, decisões baseadas em dados, comunicação clara e independência dos bancos centrais. A inteligência artificial impulsiona investimentos, comércio e produtividade, mas seus benefícios tendem a ser desiguais; revisões nas expectativas de rentabilidade podem provocar correções nos mercados e ampliar disparidades. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  TEIA DIGITAL

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