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Chefe da Otan diz que permanência da Groenlândia na Dinamarca não foi discutida com Trump

Rutte declarou que o tema não fez parte da pauta do diálogo no qual foi definida a base de um possível acordo envolvendo a Groenlândia e a região do Ártico

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, afirmou nesta quarta-feira (21) que a permanência da Groenlândia na Dinamarca não foi abordada durante conversa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizada mais cedo no mesmo dia.

Em entrevista ao programa Special Report with Bret Baier, da Fox News, Rutte declarou que o tema não fez parte da pauta do diálogo no qual foi definida a base de um possível acordo envolvendo a Groenlândia e a região do Ártico.

Horas antes, Trump havia surpreendido ao mencionar a possibilidade de usar tarifas de importação como instrumento de pressão para assumir o controle da Groenlândia. No entanto, no fim da tarde, ele recuou das ameaças e afirmou que o entendimento ainda está em construção e que novas rodadas de negociação serão realizadas.

“Após uma reunião muito produtiva com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, definimos a estrutura de um futuro acordo referente à Groenlândia e, na verdade, a toda a região do Ártico. Essa solução, se concretizada, será excelente para os Estados Unidos da América e para todos os países da OTAN. Com base nesse entendimento, não imporei as tarifas que entrariam em vigor em 1º de fevereiro”, escreveu Trump.

Em discurso em Davos, na Suíça, o presidente também descartou o uso de força militar na região e afirmou que Europa “não está na direção certa”, em relação a questão da Groenlândia.

“Eu amo a Europa e quero ver a Europa ir bem, mas ela não está indo na direção certa. Acho que chegaremos a um acordo em que a Otan ficará muito feliz e nós ficaremos muito felizes. Mas precisamos dela para fins de segurança. Precisamos dela para a segurança nacional”, disse ele.

A Groenlândia tem posição estratégica no Ártico, região que ganhou importância geopolítica nos últimos anos devido a rotas marítimas, exploração de recursos naturais e presença militar.

O tema já provocou reações de autoridades dinamarquesas e europeias em ocasiões anteriores.

FONTE: REUTERS

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Gomes

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