Esporte

Chape vira sobre Inter, deixa Z-4 e mantém São Paulo na liderança

Em jogo emocionante e com 3 pênaltis, time catarinense bateu gaúcho por 2 a 1, fugiu das últimas posições e manteve Tricolor na ponta do Brasileirão 2018

A Chapecoense venceu o Internacional de virada por 2 a 1 em um jogo muito intenso e emocionante nesta segunda-feira (17), na Arena Condá, em Chapecó, no encerramento da 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. Leandro Pereira foi o grande herói do time alviverde com dois gols. O Internacional ainda perdeu um pênalti, cobrado por Leandro Damião, nos acréscimos do segundo tempo.

Por motivos opostos, ambas as equipes precisavam muito da vitória e lutaram bastante pelo resultado. O Inter buscava o triunfo para recuperar a liderança do campeonato, enquanto a Chape visava sair da zona de rebaixamento.

Com a vitória, a Chape chegou aos 28 pontos, subiu para a 16ª colocação e saiu da zona da degola. Já o Internacional permaneceu com 49 pontos e perdeu a chance de recuperar a ponta do Nacional. O São Paulo, com 50 pontos, se manteve na liderança do campeonato.

O jogo

Já no primeiro minuto, o uruguaio Nico López invadiu a área pela direita, cortou o zagueiro e bateu rasteiro. A bola passou perto da trave esquerda do goleiro Jandrei. Aos 2 minutos, o meia Doffo, da Chape, recebeu o primeiro cartão amarelo da partida por falta violenta.

Aos 6, Patrick derrubou o atacante da Chapecoense a um passo da área e também recebeu o cartão amarelo. Na cobrança de falta, Diego Torres tentou encobrir o goleiro Marcelo Lomba, mas a bola subiu demais e saiu pela linha de fundo.

O Internacional criou outra boa jogada ofensiva aos 15 minutos, quando Nico López chegou à linha de fundo. Ele cruzou para trás, dois defensores não conseguiram cortar e a bola sobrou para Patrick, que se atrapalhou e permitiu a chegada da zaga adversária.

Aos 24 minutos, Willian Pottker avançou pela esquerda, o zagueiro Rafael Thyere falhou e com Jandrei, que saía do gol, derrubou Pottker na área. O árbitro titubeou no primeiro instante, mas marcou a penalidade.

Na cobrança, Nico López deslocou o goleiro e fez o primeiro gol do jogo, recolocando o Internacional na liderança do Brasileirão naquele instante.

A Chape tentou reagir e quase chegou empatou a partida, aos 30 minutos, quando Doffo fez grande jogada pela esquerda, pedalou na frente da zaga colorada e chutou forte. A defesa do Inter conseguiu cortar.

Logo depois, Eduardo arriscou de longe e a bola tinha endereço certo. No entanto, o zagueiro Víctor Cuesta desviou de cabeça e cedeu novo escanteio para a equipe alviverde local.

Aos 32 minutos, o argentino Diego Torres fez uma bela cobrança de falta com a perna esquerda e acertou a trave superior de Marcelo Lomba, que estava totalmente batido no lance e apenas observou.

O jogo estava bastante intenso no primeiro tempo e as duas equipes criavam boas oportunidades de gol.

Aos 34, o Inter quase chegou ao segundo gol com uma cabeçada de Gabriel Dias que passou perto da meta de Jandrei. Em seguida, o mesmo Gabriel Dias fez falta dura em Elicarlos e foi advertido com o cartão amarelo.

Três minutos mais tarde, o centroavante Leandro Pereira aproveitou o bom cruzamento de Eduardo pela direita e cabeceou para o chão, sem dar chances de defesa para Marcelo Lomba: 1 a 1.

Os dois times mantiveram o ritmo forte até o apito final da primeira etapa. Aos 47, a Chape ainda teve uma chance de virar o placar em um ótimo cruzamento de Doffo pela esquerda, mas Moledo cortou a bola.

Segundo tempo

A intensidade que predominou na partida nos primeiros 45 minutos prevaleceu na volta do intervalo. As equipes voltaram do vestiário com a mesma gana pela vitória.

Porém, a primeira grande chance de gol foi perdida pelo Internacional, aos 10 minutos, quando o uruguaio Jonatan Álvez disparou sozinho do meio de campo em direção ao gol, mas chutou em cima de Jandrei, que saiu para fechar o ângulo do atacante colorado.

A Chape criou duas boas jogadas de ataque na sequência. A primeira em uma bola alçada na área que obrigou Lomba a sair do gol e a segunda com Leandro Pereira, mas o atacante cabeceou fraco e facilitou a defesa do goleiro.

Aos 19 minutos, Edenilson entrou na área e buscou o passe para o centroavante Leandro Damião, que havia entrado na segunda etapa. No entanto, o goleiro Jandrei foi mais esperto e interceptou a jogada.

Apesar da chance colorada, a Chape continuou pressionado e teve mais dois bons ataques em cobranças de escanteio. A defesa do Internacional tinha dificuldades para conter o ímpeto da equipe alviverde.

Aos 29 minutos, o uruguaio Nico López, um dos grandes nomes da partida, deixou o gramado com problemas musculares e D´Alessandro entrou.

A virada veio com Leandro Pereira, que girou e bateu rasteiro para o gol. A bola bateu no braço de Víctor Cuesta, que havia se jogado no gramado para bloquear o chute.

O árbitro Wagner do Nascimento Magalhães deixou a jogada prosseguir, mas foi avisado — por rádio — pelo adicional Felipe Gomes da Silva sobre a falta dentro da área e marcou o pênalti.

O zagueiro Víctor Cuesta, que já havia levado o cartão amarelo, reclamou da marcação e foi expulso. A partida ficou paralisada até os 36 minutos, quando Leandro Pereira foi para a cobrança e virou a partida para a Chapecoense.

O Inter não desistiu do jogo e tentou o empate. Aos 44, D´Alessandro soltou uma bomba de fora da área, mas Jandrei fez uma excelente defesa e salvou a Chape de sofrer o gol.

Em seguida, Camilo tentou tocar para o gol, mas a bola explodiu na cabeça de um companheiro de time e saiu pela linha de fundo.

Aos 47, Leandro Damião cruzou da direita, Camilo chegou na corrida e tocou, mas a bola passou raspando a trave esquerda de Jandrei. O duelo seguiu emocionante até o último lance.

Mas, aos 48 minutos, D´Alessandro cruzou e o atacante foi empurrado pelo zagueiro na área: pênalti. O experiente Leandro Damião foi o escolhido para a cobrança, mas Jandrei defendeu.

No último lance do jogo, aos 51 minutos, Jandrei ainda salvou com os pés um desvio à queima-roupa de Damião. Em seguida, o árbitro apitou o fim de uma das partidas mais emocionantes do Brasileirão até aqui.

Próximos jogos

Na próxima rodada do Brasileiro (26ª), a Chapecoense receberá o Fluminense. O jogo está marcado para às 20 horas da segunda-feira que vem, na Arena Condá. Antes, no domingo, o Internacional visitará o Corinthians, às 16 horas, em Itaquera.

Ficha técnica
CHAPECOENSE 2 x 1 INTERNACIONAL
17/9 – Arena Condá (Chapecó)

Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (Fifa); Público: 16.981; Gols: Nico López, aos 25 minutos do 1º tempo, Leandro Pereira, aos 37 do 1º tempo e aos 36 do 2º tempo; Cartões amarelos: Doffo, Rafael Thyere, Jandrei (Chapecoense); Patrick, Víctor Cuesta, Gabriel Dias (Internacional); Cartão vermelho: Víctor Cuesta (Internacional)
CHAPECOENSE: Jandrei; Eduardo (Barreto, aos 39 do 2º), Rafael Thyere, Nery Bareiro e Bruno Pacheco; Márcio Araújo, Elicarlos, Victor Andrade (Bruno Silva, aos 18 do 2º), Diego Torres (Yann Rolim, aos 30 do 2º) e Doffo; Leandro Pereira. Técnico: Guto Ferreira.
INTERNACIONAL: Marcelo Lomba, Zeca, Rodrigo Moledo, Víctor Cuesta e Iago; Gabriel Dias, Edenilson, Patrick, Nico López (D´Alessandro, aos 29 do 2º) e Willian Pottker (Camilo, aos 40 do 2º); Jonatan Álvez (Leandro Damião, aos 15 do 2º). Técnico: Odair Hellmann.

FONTE: R7.COM

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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