Agronegócio

Certificadora Cdial Halal promove workshop sobre Bem-Estar Animal com Erika Voogd, profissional renomada mundialmente no segmento

Ontem, dia 4 de julho, a convite da certificadora Cdial Halal, Erika Voogd – renomada auditora, especialista norte-americana em Bem-Estar Animal e presidente da Voogd Consulting – realizou um workshop baseado em “Bem-Estar Animal” no hotel Hilton em São Paulo. O evento contou com mais de 100 participantes, entre eles: Ahmad Ali Saifi,  Presidente do Centro de divulgação do Islam para América Latina; Sheik Mohamad Zeidan, da Liga Mundial Islâmica no Brasil ; Sheik Houssam El Boustani, presidente da CIFA- diretor da Universidade Americana para Ciências humanas no Brasil; Daniel Boer, diretor de Suprimentos do McDonalds; Paulo Magalhães, gerente de Gestão de Qualidade da Seara; Erika Pucci, coordenadora de Qualidade da JBS; Mariana Modesto, gerente de Sustentabilidade da BRF; Erlando Schimidt, coordenador de Qualidade e Segurança da YUM (empresa americana do setor de alimentação que controla as franquias de fast food KFC, Pizza Hut, Taco Bell e Wingstreet) e doutora Charli Ludtke, coordenadora Geral de Agregação de Valor (CGAV/SMC) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

De acordo com o diretor-executivo da Cdial Halal, Ali Saifi, este evento foi revolucionário. “Somos a primeira empresa brasileira e talvez do mundo em certificação de produtos halal a realizar uma programação como esta. Espero que não sejamos os únicos. Os convidados tiveram a oportunidade de conhecer a Erika, uma profissional renomada neste segmento e toda sua experiência com o Bem-Estar Animal (também manejo humanitário), desde a nutrição, manejo e abate. Nosso objetivo é fazer com que o mercado entenda ainda mais a importância de tratar o animal com dignidade e respeito, pois é ele que irá se sacrificar para nos fornecerá o alimento.  De acordo com as leis de Deus, devemos agir com bondade. Se tratarmos bem o animal, este ato irá refletir também em nossas vidas”, ressalta Saifi.

Durante todo o dia, foram discutidos vários assuntos: Bem-Estar Animal do ponto de vista islâmico; razões para manipulação humanizada (aves e bovinos) e seus benefícios para o cliente; conceitos de manipulação humanizada e boas práticas na cadeia produtiva de frango (granja, captura, transporte, galpão de espera, pendura, atordoamento etc) e bovina (campo, transporte, carga e descarga do caminhão, curral e rampa de abate), além da apresentação do Bem-Estar Animal para o abate religioso, que são princípios complementares e não conflitantes.

É preciso fazer todos os processos de abate de forma correta. O Bem-Estar Animal não pode ser apenas uma ciência. É necessário colocar em prática, porque garante saúde ao animal, sustentabilidade ambiental, tendo como resultado um alimento seguro. Quando há manejo humanitário correto em toda cadeia, a qualidade do produto final certamente será melhor para os consumidores.

Erika comentou que as empresas têm se preocupado cada vez mais com o Bem-Estar Animal. “O abate humanitário, de acordo com a doutora no assunto, Temple Grandin – professora de Bem-Estar Animal da Universidade Estadual do Colorado (EUA) – envolve a cadeia inteira e não somente na hora do corte”, ressalta.

Antes de iniciar o bate-papo com Erika, vamos entender resumidamente o abate halal. O alimento permitido no Islã, de acordo com a regras de Deus escritas no Alcorão, é denominado halal, que em árabe significa lícito, autorizado, ou seja, alimentos que seguem 100% todas as normas da jurisprudência islâmica para consumo dos muçulmanos.

As normas básicas a serem seguidas para o abate halal são: os animais devem estar saudáveis, aprovados pelas autoridades sanitárias e que estejam em perfeitas condições físicas. Antes do abate, o profissional muçulmano que irá realizá-lo deve dizer a frase “Em nome de Deus, Deus é maior! Todos os equipamentos e utensílios devem ser próprios para o abate halal. A faca deve ser bem afiada para que seja feita apenas uma sangria que reduza o sofrimento do animal. O corte deve atingir a tranqueia, o esôfago, artérias e a veia jugular, para que todo o sangue do animal seja escoado e o animal morra sem sofrimento. Inspetores muçulmanos acompanharão todo o abate, uma vez que eles são responsáveis pela verificação dos procedimentos.

Confira ogora bate-papo com Erika Voogd

 

O que é o Bem-Estar Animal no ponto de vista islâmico e qual a diferença para os demais povos?

Erika Voogd: No ponto de vista islâmico, o animal precisa ter uma vida saudável, digna e com respeito. São estes os pré-requisitos para realizar um abate halal, respeitando as leis do Alcorão. Estas não são condições somente para o islamismo mas para qualquer povo do mundo. Alcançar este Bem-Estar Animal é uma expectativa mundial de qualquer nação.

Quais são as boas práticas no abate halal para frango e para carne bovina?

Erika Voogd: As boas práticas ressaltam que todo o processo deve ser realizado de forma humanitária, ou seja, rápido e correto. No caso das aves, se possível, não pendurar o frango para o abate, mas se for necessário, mantê-lo pendurado o menor tempo possível antes da sangria. Realizar um corte certeiro na tranqueia, no esôfago, nas artérias e na veia jugular.

Para ter uma carne bovina de qualidade, é necessário que o animal tenha um manejo calmo e tranquilo desde a fazenda, durante o transporte e descarga. Mantê-lo o mínimo possível em sistema de confinamento – principalmente em espaço pequenos -, proporcionando temperatura agradável, água e alimentação adequadas. Todo o procedimento de abate deve ser rápido e eficiente. Se a degola for bem realizada e os animais perderem a consciência dentro do menor tempo possível, designado pela empresa, os animais serão considerados halal. Se houver retorno da consciência, o animal não deve ser creditado como halal. Se estes procedimentos tanto para carne de frango como para bovino forem respeitados, o aproveitamento da carne será de 100%.

Quais os potenciais do mercado brasileiro para exportação do abate halal?

Erika Voogd: O mundo demanda corte de altíssima qualidade. É muito importante e necessário realizar um manejo adequado desde de o pintinho e desde de o bezerrinho até o momento da degola para ter uma carne muito suculenta. Se o Brasil melhorar o Bem-Estar Animal, não somente para cumprir a lei, mas para executar o que a gente acredita que seja uma entrega de qualidade, o país pode conquistar qualquer mercado, não somente o mercado halal. O mundo precisa de carne de qualidade. Agora se não for realizado um abate humanitário e bem feito, a qualidade da carne cai e o Brasil vai perder mercado. Irá vender somente para mercados que pagam baixo valor agregado. A carne de qualidade agrega valor ao produto. Quer um exemplo. A marca mais sofisticada de carne é a Wholefoods. É uma empresa que faz todos os procedimentos à risca para garantir o Bem-Estar Animal, cobra três vezes mais o valor da carne e tem clientes em todo o mundo. E grande parte dos produtos da Wholefoods são halal. Ou seja, ter a certificação halal é sinônimo de confiança e atesta que a empresa segue os cumprimentos dos padrões religiosos. Atualmente trabalho com alguns frigoríficos que fazem abate halal no Estados Unidos. Todas as empresas, que fazem abate halal neste país, querem vender para Wholefoods, porque o valor de venda é maior. E os frigoríficos só vão conseguir negociar com esta empresa se realmente respeitar e cumprir toda etapa da cadeia produtiva.

Como a senhora vê o Bem-Estar Animal no mundo:

Erika Voogd: Eu realmente acredito em uma união global entre os animais, plantas, pessoas e a terra. Devemos respeitar e apreciar tudo em nossas vidas, inclusive os animais. A Bíblia nos diz para termos este comportamento e Alcorão a mesma coisa. Acredito que o mundo está pronto para receber este conceito. Devemos reconhecer cada sacrifício que o animal faz para nos prover comida e nossa vida. Temos que garantir que eles recebam respeito, compaixão e dignidade. Tenha certeza de que o empresário com este pensamento terá mais lucratividade em seus negócios; os supermercados oferecerão produtos melhores para seus clientes e na outra ponta, os consumidores terão produtos com mais qualidade. Tudo dará certo se fizermos do jeito correto.

Bem-Estar Animal: O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) disciplina o Bem-Estar Animal por meio das seguintes Legislações: » Decreto n° 30.691 de 1952; das Instruções Normativas n° 03 de 2000 e n° 56 de 2008. Para o MAPA, os princípios de bem-estar de animais de produção permeiam a boa nutrição, boa saúde, manejo e instalações adequadas e expressão de comportamentos característicos da espécie, que são diretamente relacionados com características que interessam ao setor de produção animal, destacando-se: crescimento; ganho de peso; desempenho reprodutivo; qualidade da carne e da carcaça; resistência às doenças; segurança dos trabalhadores e dos animais. O Bem-Estar Animal pode ter relevante impacto econômico na produção agropecuária. Ao adotar esses princípios é possível contribuir para o aumento da produtividade e da lucratividade da cadeia produtiva e colaborar para melhoria dos produtos de origem animal, além de minimizar as perdas decorrentes do manejo inadequado dos animais.

De acordo com dados do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – o abate de bovinos cresceu 3,8% em 2017, atingindo 30,83 milhões de cabeças. O de suínos cresceu 2,0%, chegando a 43,19 milhões de cabeças, um recorde na série histórica, iniciada em 1997. Já o de frangos, depois de quatro anos de altas, recuou 0,3% frente a 2016, totalizando 5,84 bilhões de cabeças de frangos. Mais de 6 bilhões de abates de animais por ano.

Erika L. Voogd é presidente da Voogd Consulting, Inc., empresa localizada na cidade de West Chicago, estado de Illinois, EUA. Atualmente, trabalha como consultora independente, especializada em assessoria global para a indústria de carne. Sua expertise inclui “Bem-Estar Animal”; “Segurança Alimentar”; “Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle”; “Garantia da Qualidade”; “Higiene Alimentar” e “Cumprimento das Regulamentações do USDA”.

 

FONTE: ASSESSORIA LN COMUNICAÇÃO

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: As perspectiva de inflação pioram segundo Boletim Focus – Por Silvio Persivo

    Sobre os fatos hediondos e lamentáveis. “Aconteceu e, portanto, pode voltar a acontecer: está a essência do que temos para dizer” (Primo Levi). BLACK FRIDAY IMPULSIONA COMÉRCIO DE RONDÔNIA Segundo a  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio/RO). a Black Friday de 2026 deve movimentar cerca de R$ 736 milhões em Rondônia. Para Porto Velho, a estimativa é de R$ 147 milhões em vendas, com um crescimento previsto de 3,2%.  No cenário nacional, um estudo da Stefanini Marketing estimou que a data poderá gerar R$ 14,47 bilhões em vendas e 18,3 milhões de pedidos. Uma sondagem da Fecomércio/RO aponta que 68,4% dos consumidores pretendem fazer compras. Entre os produtos mais procurados estão roupas (51,8%), eletrodomésticos (31,9%) e eletrônicos (23%). A pesquisa também aponta que 48,1% planejam pagar à vista, enquanto 50,9% pretendem antecipar as compras para a semana anterior à Black Friday. Para a Fecomércio/RO, a movimentação antecipada pode estender o período de promoções e contribuir para as vendas de fim de ano. “A antecipação das compras deve ampliar o período de promoções e, este ano, inclusive com o apoio direto do Sebrae de Rondônia, os empresários se prepararam mais. Daí a suposição de que a Black Friday deve impulsionar as vendas de fim de ano”, disse o presidente da entidade, Raniery Araújo Coêlho. PREÇO DO DIESEL AUMENTA QUASE 2% EM RONDÔNIA O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha o comportamento de preços nos postos de combustível, aponta que Rondônia registrou um cenário de alta nos preços dos combustíveis em outubro, na comparação com setembro, com exceção do etanol.  O diesel comum subiu 1,93%, custando em média R$ 7,39 já o S-10 ficou 1,87% mais caro, com preço médio de R$ 7,61, enquanto a gasolina subiu 0,13%, alcançando R$ 7,45. No sentido oposto, o etanol recuou 0,58%, cotado a R$ 5,14. Segundo Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, “Em outubro, Rondônia apresentou uma tendência de alta nos preços da maior parte dos combustíveis, com destaque para o diesel, que registrou os avanços mais expressivos no período. Com a queda registrada no período, o etanol se consolida como a opção mais econômica e sustentável para os motoristas rondonienses”. ENCONTRO DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DE RONDÔNIA O governo do estado realizou na segunda-feira (2) o 4º Encontro Estadual de Catadores de Materiais Recicláveis, entre os municípios de Presidente Médici e Ji-Paraná. Durante o evento, encerrado na terça-feira (3), cerca de 100 profissionais organizados em cooperativas, associações ou de forma individual participaram da programação, coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), com palestras, visita técnica, atividades práticas e levantamento de demandas que ampliem a geração de renda, qualifiquem a atuação das cooperativas e associações, difundam práticas seguras de trabalho e consolidem propostas para o desenvolvimento da política pública de reciclagem inclusiva no estado.  A titular da Seas, Luana Rocha reforçou, que com estes encontros o governo, por meio da Seas, contribui com a organização dos catadores no estado para o fortalecimento das cooperativas e a construção de uma pauta unificada em defesa da reciclagem inclusiva em Rondônia. ““A escolha de Presidente Médici atendeu ao pedido dos próprios catadores, apresentado no Fórum Estadual de Lixo e Cidadania, pelo fato de o município estar mais centralizado, favorecendo a participação de um número maior de catadores. Nesta edição foi inserida pela primeira vez a oficina do projeto “Recicla ON”, do Instituto Gea, do estado de São Paulo, focada na capacitação e estruturação de cooperativas de catadores para a destinação correta de resíduos eletroeletrônicos (lixo eletrônico). AS PERSPECTIVAS DE INFLAÇÃO PIORAM SEGUNDO O BOLETIM FOCUS A mais recente edição do Boletim Focus mostra uma piora drástica das expectativas dos investidores com relação à inflação, aos juros e à taxa de câmbio. A piora se inicia pela inflação. Há quatro semanas, a estimativa este ano foi de 5,01%. Na semana passada, subiu para 5,19% e, nesta edição, avançou para 5,22%, bastante acima do teto da meta.  A projeção para 2027 também piorou. Nas últimas semanas, a expectativa estave ao redor de 4,3%. Acima da meta de 3%, mas dentro do limite aceitável. Agora, a projeção avançou para 4,76%, acima do teto de 1,5% da meta. A alta prevista é menos intensa nos anos de 2028 e de 2029. Porém, as estimativas para esses dois anos se situavam ao redor de 3,5% e agora estão ao redor de 4%, também  acima da meta. RESILIÊNCIA DA ECONOMIA GLOBAL DIMINUI AFIRMA FMI O documento final da 54ª reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, alerta que a economia global resiste a choques, mas sua capacidade de absorver novas turbulências diminui, após o desmantelamento da ordem geopolítica, conflitos e danos às cadeias de suprimentos, pela pandemia e por guerras. Assim o FMI pede políticas mais consistentes, reconstrução das reservas fiscais, estabilidade de preços e cooperação entre nações. O World Economic Outlook projeta um crescimento mundial de 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, e inflação global de 4,7% neste ano, recuando para 4,1% no próximo. Há diferenças: países beneficiados por investimentos em IA e condições comerciais favoráveis têm perspectivas melhores do que importadores de energia e economias de baixa renda. Interessante é que o documento destaca os riscos do endividamento público: a alta dos rendimentos dos títulos soberanos, somada à dívida elevada, pode encarecer o crédito. Recomenda consolidação fiscal e marcos fiscais, preservando investimentos prioritários e a proteção social; transferências temporárias e direcionadas seriam mais eficientes do que controles generalizados de preços. Na política monetária, pede estabilidade de preços, decisões baseadas em dados, comunicação clara e independência dos bancos centrais. A inteligência artificial impulsiona investimentos, comércio e produtividade, mas seus benefícios tendem a ser desiguais; revisões nas expectativas de rentabilidade podem provocar correções nos mercados e ampliar disparidades. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  TEIA DIGITAL

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