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Cerca de 5 mil pessoas morrem por ano por falta de radioterapia

Brasil tem menos de 60% da quantidade total de aparelhos necessária para tratar câncer de toda a população; região Norte é a mais deficiente

Cerca de 5 mil pessoas morrem de câncer no Brasil todo ano por falta de aparelhos para o tratamento de radioterapia. O dado é da Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT).

De acordo com o radio-oncologista Arthur Accioly Rosa, esse número pode ser maior. “O número é uma estimativa feita levando-se em consideração as taxas de incidência de câncer para o ano de 2016 fornecidas pelo INCA, mas a realidade é que o número de vítimas da falta de radioterapia pode ser bem maior”.

A radioterapia, junto com a cirurgia e a quimioterapia, é uma das principais formas de tratamento para combater o câncer. De acordo com a SBTR, seis em cada dez pacientes diagnosticados com câncer no Brasil terão, em algum momento, a indicação de radioterapia, seja para o tratamento curativo ou para o tratamento paliativo.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), cerca de 600 mil pessoas devem confirmar o diagnóstico de câncer este ano. “Considerando este número, pelo menos 360 mil pessoas vão precisar de radioterapia para combater a doença”, afirma o o radio-oncologista.

Ele explica que o problema é que não existem máquinas, ou aceleradores lineares, em número suficiente para tratar todos que precisam.

A recomendação da SBRT é que cada acelerador possa atender cerca entre 450 e 600 pacientes por ano. Sendo assim, seriam necessárias entre 600 e 800 máquinas espalhadas pelo país.

Segundo a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), há 371 aceleradores lineares em funcionamento no Brasil, destes, 259 estão na rede pública de saúde. Isso significa que existe uma carência de pelo menos 40% na oferta de máquinas.

Existe, ainda, outro problema: a otimização das máquinas existentes. O levantamento feito pela SBRT mostra que cada máquina rende 70% do que deveria.

“Além de sucateados, os equipamentos estão distribuídos de forma desigual entre os Estados, estando concentrados nas regiões Sul e Sudeste. Os Estados do Amapá e de Roraima nem possuem essas máquinas”, afirma o presidente da SBRT.

A espera pelo início do tratamento também interfere no número de mortes. Entre os pacientes que precisam fazer o tratamento pelo SUS, apenas 16% iniciam o procedimento em até 30 dias; o tempo médio de espera é 113,4 dias.

Accioly acredita que o problema começa na falta de investimentos e segue pela falta de estrutura e conhecimento técnico para a instalação das máquinas.

“A implantação de infraestrutura de radioterapia é demorada, principalmente se gerenciada pela iniciativa pública. Das 80 máquinas compradas pelo Ministério da Saúde em 2013, menos de 10% estão instaladas até o momento, falta pessoal para instalar e operar os equipamentos”, analisa o especialista.

FONTE: R7.COM

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

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    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. 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