Esporte

Caso Naiara volta à pauta com julgamento de acusados

Estupro e assassinato de jovem até hoje não foi esclarecido pela Polícia Civil, que se perdeu no meio das investigações e conseguiu esvaziar o inquérito

 Esfriou?

 O DNIT, ao que tudo indica, fez só o foguetório da retomada das obras dos viadutos de Porto Velho. Colocaram umas proteções laterais na pista e ninguém falou mais sobre o assunto. Assim como o governo do Estado que havia se comprometido a concluir as obras da rua da Beira. Continua tudo parado, enlameado e esburacado.

 Na avenida

 Jorge Teixeira, que é de responsabilidade do DNIT, a situação também não é nada promissora. A pista está cheia de buracos, causando acidentes e colocando a vida de motociclistas e motoristas em risco. Não dá para entender como os órgãos públicos são tão desleixados aqui em Rondônia. Nada é concluído, não existe prevenção. Por aqui a coisa funciona na base do “deixa acabar que depois a gente faz outro”. Só que nesse meio tempo, a população fica a mercê de todo esse descaso.

 Nas comissões

 O senador Valdir Raupp tem investido pesado em sua participação nas comissões temáticas do Senado. Esta semana, ele passou a integrar como titular a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a do parlamento do Mercosul. Ele já integra a do Meio Ambiente (CMA), Ciência e Tecnologia (CCT) e Infraestrutura (CI). Agoa que já sabemos quais as comissões que ele atua, é aguardar para ver quais os resultados práticos que isso trará a Rondônia. Influência não lhe falta.

 Júri popular

 Os acusados do assassinato de Naiara Karine, ocorrido em 24 de janeiro de 2013, em uma estrada vicinal na capital, irão à júri popular. Francisco da Silva Plácido, Wagner Strougulsky de Souza e Richardson Bruno Mamede das Chagas haviam impetrado recurso querendo evitar o júri, mas ele foi negado esta semana pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Rondônia que manteve a decisão do juízo de primeiro grau.

Barbárie

 O crime foi cometido com requintes de crueldade. A menina foi violentada por pelo menos 5 homens, estrangulada e esfaqueada mais de 20 vezes. Seu corpo foi largado nas imediações da Lagoa do Sapo, próximo ao presídio Urso Branco. Ela havia saído de casa pela manhã para uma aula na auto-escola, quando foi raptada. A história é cabeluda, cheia de contradições e o caso até hoje não foi resolvido pela Polícia Civil de Rondônia, que se perdeu no meio das investigações, prática, que aliás, está se tornando comum em casos de grande repercussão.

 Chama a atenção

O fato dos executores mal se conhecerem, alguns sequer já haviam se visto, mas eles se reuniram e cometeram o crime. Alguns meses depois, um vigilante foi preso após ter sido reconhecido em imagens que haviam sido feitas pelo celular de Naiara, encontrado próximo a lagoa (alguém jogou achando que cairia na água, mas ele ficou na margem). Os pais de Naiara concederam diversas entrevistas e insinuaram por diversas vezes que “alguém poderoso” estaria envolvido no assassinato da moça. Eles foram embora de Rondônia alegando estarem sendo ameaçados.

 O problema

 É que como a polícia não resolveu o caso, e sequer apresentou uma linha de raciocínio plausível, abriram-se margens a especulações e teses diversas, envolvendo pessoas que, até onde se sabe, são inocentes. Mas a conta continua sem fechar, porque não faz o menor sentido a família da vítima ter ido embora se não houvesse algo realmente grave por trás de toda essa situação. De qualquer forma, mesmo com a condenação dos acusados, essa alma ainda não vai descansar em paz.

 Dessa escapamos

 A lista de políticos com contas na Suiça que aparece no escândalo do HSBC não tem ninguém de Rondônia. Dessa nós escapamos. Não é crime ter conta no exterior, é crime não declarar o dinheiro. Por enquanto, os acusados andaram apresentando as respectivas declarações e outras contas estavam zeradas. Mas isso se deve ao cerco que vem se fechando no exterior para dinheiro oriundo de corrupção e exploração humana. Por aqui a turma guarda dinheiro em casa. Tem gente que jura de pés juntos que tem uns que enterram o dinheiro em tambores em fazendas, sítios e no fundo do quintal de casa para evitar ser flagrado.

 Desenfreada

 A violência em Rondônia está atingindo níveis alarmantes. Mortes em todo o Estado e nenhuma ação concreta para reduzir. Falta efetivo e pela primeira vez, sobram viaturas. Mas falta comando e ninguém se mexe. Nesta quinta-feira foi assassinado um assessor parlamentar do deputado Edson Martins (PMDB). O rapaz foi morto à tiros dentro de seu carro na zona leste da cidade, após ser perseguido por um motociclista. Evidente que se trata de um crime pontual, mas crimes pontuais estão se tornando tão rotineiros exatamente pela total falta de policiamento.

 Acordo

 O ministro Ricardo Lewandoski, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) assinou na última quarta-feira um acordo que visa dar celeridade aos processos de políticos que tramitam na Corte. Tem casos que se arrastam por décadas sem serem conclusos, outros mofam nas gavetas aguardando uma simples publicação de acórdão. Se de fato o STF cumprir com esse acordo, teremos mudanças em níveis federal e estadual.

 Falando em STF

 Teori Zavascki é o relator da Ação Penal contra o deputado federal Lúcio Mosquini, que tramita no STF. E está andando rápida a ação 904, que já se encontra conclusa ao relator.

 No TRE

 Espalhou-se a notícia que o julgamento dos embargos de Confúcio Moura ocorreriam na sessão desta quinta-feira e muita gente estava ansiosa para saber o resultado. Será na terça-feira, 31, o julgamento.

 Só os pequenos que sofrem

 Depois da operação Lava Jato, que investiga escândalo de corrupção envolvendo Petrobras, políticos e empreiteiras, o setor da construção civil registrou um saldo negativo de 250 mil empregos formais nos últimos cinco meses (de outubro a fevereiro). Os dados são do Caged (cadastro de empregados com carteira assinada, do Ministério do Trabalho). De acordo com o Caged, o estoque de empregos com carteira assinada na construção foi reduzido em 10% nos últimos meses, o maior índice entre todos os setores destacados. A primeira fase da Lava Jato ocorreu em março de 2014, mas as delações premiadas começaram a vazar durante setembro/outubro.

 Para contatos

 Fale conosco pelos telefones (69) 3225-9979 ou 9363-1909. Também estamos no www.painelpolitico.com e www.facebook.com/painel.politico e no Twitter (@painelpolitico). Caso prefira, envie correspondencia para Rua da Platina, 4326, Conjunto Marechal Rondon. Whatsapp 9248-8911.

 Dieta mediterrânea reduz pela metade risco de doenças cardíacas

 Um estudo apresentado no dia 15 de março em um dos mais importantes congressos internacionais de cardiologia, o da Academia Americana de Cardiologia, mostra que seguir a dieta mediterrânea – aquela composta por peixes, verduras, castanhas, azeites, grãos e uma taça de vinho tinto – pode reduzir em 47% a chance de ter problemas cardiovasculares. O estudo concluiu também que aderir à dieta mediterrânea traz mais benefícios protetores do que praticar exercícios físicos. Já se suspeitava que a dieta mediterrânea é amiga do coração. Nenhum estudo anterior, porém, tinha acompanhado pessoas de meia-idade ao longo de 10 anos para concluir que o cardápio é realmente um grande protetor do sistema cardiovascular. Para adaptar a dieta do Mediterraneo ao cotidiano, é só incluir peixes e reduzir, ao máximo, o consumo de carne vermelha, explicam especialistas brasileiros.

 

 

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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