Cidades

CAPITAL: Barco Saúde inicia primeira viagem do ano para atendimento aos ribeirinhos

A embarcação vai atender os distritos de Calama, Nazaré e São Carlos de 19 a 25 de fevereiro

Em sua primeira viagem de 2024, o Barco Saúde Dr. Floriano Riva Filho partiu no domingo (18) rumo ao baixo Madeira para uma jornada de nove dias. O objetivo da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) é ampliar e facilitar o atendimento médico básico e especializado para os distritos de Calama, Nazaré, São Carlos e mais 12 comunidades adjacentes.

Serão realizados atendimento médicos com clínico geral, ortopedista, ginecologista e pediatras, além de serviços de enfermagem, vacinação, educação em saúde, dispensação de medicações, puericultura, exames laboratoriais básicos e atendimento psicológico.

A embarcação deixou Porto Velho com uma equipe de 30 profissionais, e seguiu direto para Calama, onde permanece dois dias atracada para os atendimentos, que iniciam nesta segunda-feira (19).

PROJETO

O projeto do Barco Saúde foi criado pela Semusa para reforçar os trabalhos das unidades de saúde das localidades e das vilas que se encontram às margens do rio Madeira. Sempre que o barco se desloca, leva consigo médicos especialistas para suprir as necessidades locais, já que as unidades contam com médicos generalistas.

Embarcação deixou Porto Velho com uma equipe de 30 profissionaisEmbarcação deixou Porto Velho com uma equipe de 30 profissionais

Originalmente inaugurada em 2004, a embarcação permaneceu inativa por muitos anos, resultando em vários danos. A revitalização foi uma das principais prioridades durante o primeiro mandato do prefeito Hildon Chaves. Cerca de R$ 1,2 milhão foi investido, com aproximadamente R$ 900 mil provenientes dos cofres municipais.

Atualmente, a embarcação está equipada com uma farmácia, laboratório e cinco consultórios médicos, odontológicos e de enfermagem, além de uma enfermaria para a observação de pacientes. Desde a sua reativação, mais de 40 mil atendimentos já foram realizados nas comunidades às margens do rio Madeira.

Durante a saída da embarcação, o prefeito destacou a importância do equipamento para assegurar serviços de saúde de qualidade à população ribeirinha de Porto Velho. “Essa missão vai durar aproximadamente sete dias. A expectativa, tomando como base as missões anteriores, é de atendermos aproximadamente de 8 a 10 mil pessoas nas diversas comunidades do rio Madeira. Este barco ficou paralisado por muitos e muitos anos, e em 2021, foi completamente revitalizado. A partir daí foi possível entregar este barco para a população, e não é só saúde que nós estamos levando, nós estamos levando dignidade e respeito para todos os habitantes do baixo Madeira”, enfatizou.

Barco Saúde é equipado com cinco consultórios médicosBarco Saúde é equipado com cinco consultórios médicos

Eliana Pasini, secretária municipal de Saúde, aponta que “a Semusa tem investido muito para que o barco tenha condições de navegabilidade, pois a população ribeirinha conta com ele e precisa dos atendimentos mais especializados. É uma grande estrutura de pessoal mobilizada para esse suporte”.

A diretora do Departamento de Atenção Básica (DAB), Fabíola Barros, reforça que a presença da embarcação encurta a distância dos moradores a alguns serviços de saúde.

“O Barco Saúde possibilita que os moradores das comunidades ribeirinhas recebam cuidados médicos, incluindo consultas e tratamentos especializados, que muitas vezes não seriam possíveis por dificuldades de distância e deslocamento. Assim, garantimos um tratamento mais eficaz, reduzindo a incidência de complicações”, afirma.

CRONOGRAMA DE ATENDIMENTOS
19 e 20 de fevereiro, a partir das 8h – atendimento em Calama
22 e 23 de fevereiro, a partir das 8h – atendimento em Nazaré
24 e 25 de fevereiro, a partir das 8h – atendimento em São Carlos

FONTE: ASSESSORIA COMDECOM




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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

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    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. 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Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. 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