A quem interessa calar Marcos combate
Na política de Porto Velho, uma pergunta começa a ecoar com cada vez mais força nos bastidores do poder e nas ruas da capital: a quem interessa calar a voz do vereador Marcos Combate?
Conhecido por sua atuação incisiva e fiscalizadora, Combate tem se consolidado como uma das vozes mais combativas da Câmara Municipal. Em contraponto direto ao prefeito Léo Moraes, o parlamentar vem denunciando supostas irregularidades e questionando decisões administrativas que envolvem milhões de reais.
Um dos episódios mais emblemáticos dessa atuação foi a denúncia encaminhada ao Tribunal de Contas e ao Ministério Público envolvendo a compra de massa asfáltica pela Prefeitura. Segundo informações divulgadas, o contrato poderia chegar a mais de R$ 26 milhões e apresentaria indícios de irregularidades,
Esse tipo de ação não apenas expõe possíveis problemas na gestão, mas também acende o alerta dos órgãos de controle. Há indicativos de que denúncias feitas por Combate têm servido de base para análises e intervenções do Tribunal de ContasNos bastidores, aliados do vereador afirmam que sua atuação já teria contribuído para evitar prejuízos que ultrapassariam a marca dos R$ 100 milhões aos cofres públicos. Embora os números exatos ainda sejam objeto de debate, o fato é que sua postura fiscalizadora incomoda — e muito.
O clima de tensão entre o Legislativo e o Executivo não é segredo. Episódios recentes mostram o nível de desgaste dessa relação. Há relatos de discussões públicas entre o vereador e o prefeito durante agendas oficiais, além de denúncias de constrangimentos e até supostas ameaças envolvendo equipes de segurança . O ambiente político em Porto Velho, claramente, está longe de ser harmonioso.
Mas a questão vai além de um embate pessoal ou político. O avanço de denúncias e a atuação vigilante de Combate atingem interesses sensíveis. Setores historicamente beneficiados por estruturas de poder como cargos comissionados, contratos questionáveis e pagamentos de jetons veem suas zonas de conforto ameaçadas por um vereador que insiste em fiscalizar, cobrar e denunciar.
É nesse ponto que a pergunta ganha ainda mais peso: quem perde com a atuação de Marcos Combate?
Certamente não é a população, que depende de serviços públicos eficientes e da correta aplicação dos recursos. Por outro lado, aqueles amigos do Rei, que se refestelam de dinheiro publico ilícito. Tem motivos de sobra para desejar o silêncio de uma voz incômoda. Empresários mal intencionados, grupos políticos que querem manter no cabresto parte dos eleitores.
A Ausência de controle e fiscalização podem custar caro a população da capital.Diante disso, a atuação de vereadores fiscalizadores não é apenas desejável é essencial.
Silenciar uma voz como a de Marcos Combate não seria apenas um ato político, mas um risco institucional. Afinal, quando a fiscalização é enfraquecida, quem paga a conta é sempre o cidadão.
Fica então o questionamento que ecoa cada vez mais forte:
a quem interessa calar a voz de Marcos Combate?
A resposta, talvez, esteja justamente entre aqueles que mais temem a transparência.
Por Gomes Oliveira -Economista e Jornalista
Da Redação Folha


























Add Comment