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Brasileiro Feminino Série A1 começa neste sábado

Com estrelas como Cristiane, Andressinha, Glaucia e Byanca Brasil, competição abre sua temporada 2020. Domingo tem Palmeiras x Corinthians, em Vinhedo

Vai começar! O Brasileiro feminino Série A1 começa neste sábado com uma edição que promete ser uma das melhores de sua história. Com nomes conhecidos como Cristiane, Andressinha, Byanca Brasil e Glaucia, a competição tem tudo para corresponder às expectativas de nível elevado. Muitas atletas optaram até mesmo por não seguirem para o exterior e permanecerem no país pela valorização da disputa. O torneio chega em sua oitava edição com 16 participantes. Corinthians, Santos, Flamengo, Vitória-BA, Ponte Preta, Ferroviária, São José, Avaí/Kindermann, Iranduba, Audax, Minas ICESP-DF e Inter seguem na primeira divisão, enquanto São Paulo, Palmeiras, Cruzeiro e Grêmio subiram no ano passado da Série A-2.

Atual campeã, a Ferroviária vai em busca do seu terceiro título do campeonato – ganhou em 2014 e 2019. Centro Olímpico (2013), Rio Preto (2015), Flamengo (2016), Santos (2017) e Corinthians (2018) são os outros campeões. O sistema de disputa tem todas as equipes na mesma chave. Os oito melhores colocados se classificam à segunda fase, quando serão disputadas em formato de mata-mata, iniciando pela quartas de final.

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Sob o comando de Tatiele Silveira, a Ferroviária começa o Brasileiro feminino Série A1 defendendo seu título de 2019 – é a única que possui dois troféus da disputa, o outro tendo sido assegurado em 2014. Para isso, a atual líder do ranking feminino da CBF garantiu a permanência de sua estrela Aline Milene e ainda assegurou a chegada de Chú, que estava na China e tem sido presença nas convocações de Pia Sundhage na Seleção. Destaque ainda para a goleira Luciana, decisiva na conquista do ano passado. Veio também Patrícia Sochor, ex-Santos. Outros nomes: a atacante Elisa, a meia Sâmia, a lateral esquerda Bruna Natiele e a volante Amanda Brunner. Saíram Nathane, titular, e outras sete jogadoras: Gabi Lopes (meia), Gabi Arcanjo (lateral-direita), Isabela (lateral direita), Kamilla (atacante), Nathane (atacante), Vitória (meia), Sabrina (lateral-direita) e Ana Flávia Pissaia (Meia). A organização administrativa também atrai as jogadoras que acertam com a equipe. Todas recebem de acordo com a CLT há três anos. A estreia ocorre neste sábado, na Fonte Luminosa, onde o time mandará seus jogos, diante do Audax, às 17h (de Brasília).

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Campeão da Libertadores e do Paulista em 2019, o Corinthians entra na competição com a missão de assegurar o título que deixou escapar no ano passado – perdeu nos pênaltis para a Ferroviária. Um reforço em especial mostra que o clube está sempre em busca do nível mais alto. Mesmo com estrelas como Tamires, Erika e Gabi Zanotti, o time fez questão de contratar Andressinha, que estava no Portland Thorns. Outros reforços vieram: Pâmela, Poliana e Gabi Portilho. A única que deixou o elenco foi Millene. Aliás, todas atletas do grupo têm carteira assinada, algo que até pouco tempo era raro no futebol feminino do Brasil. Sob o comando do técnico Arthur Elias, a equipe estreia diante do Palmeiras, domingo, às 14h (de Brasília), em Vinhedo. Quando mandante, o Timão colocará seus jogos, em sua maioria, na Fazendinha.

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O Flamengo perdeu algumas atletas importantes no elenco, entre elas, Dany Helena, eleita melhor atacante do Brasileiro de 2018. No total, saíram outras oito jogadoras: Day, Fernanda Palermo, Bia Menezes, Gaby, Sâmia Pryscila, Raiza, Andressa e Larissa. Chegaram sete: Carlinha, Edna Baiana, Dantas, Michele Carioca, Jayanne, Kelly e Annaysa. O clube ainda pegou três atletas da base para o time principal: Mariana, Thalita e Tainá. O time busca ainda mais dois reforços para a temporada. Os destaques ficam por conta da goleira Kaká e da atacante Flavia. A estreia será diante do Santos, no Ulrico Mursa, sábado, 17h (de Brasília). Como mandante, o clube informa que, a princípio, colocará as partidas no Edson Passos, estádio do América.

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Com a goleira da seleção brasileira Bárbara no gol, o Avaí/Kindermann almeja algo maior na temporada 2020. Comandada por Jorge Luiz Barcellos Martins, a tradicional equipe do futebol feminino contratou sete atletas – Karen, Bebel, Bruna Rechi, Sara, Bárbara Melo, Larissa e Karina – e teve a saída de quatro jogadoras. Atualmente, 11 têm carteira assinada e outras 15 contam com vínculo não profissional. A estreia será diante do Vitória, no sábado, às 15h (de Brasília), no estádio Carlos Alberto da Costa Neves, em Caçador. Algumas partidas também serão realizadas na Ressacada, me Florianópolis.

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A estrela da equipe em 2020 é Cristiane, que deixou o São Paulo. Apesar do grande reforço, as Sereias da Vila perderam 19 atletas que estavam na temporada 2019. Chegaram outras 15. Isso indica que o técnico Guilherme Giudice precisará novamente formatar um esquema de jogo com tantas trocas. Ainda subiram seis jogadoras da base, que completam um elenco de 28 nomes – todas com carteira assinada, 13º salário, férias e os direitos da CLT. Aliás, a regra vale desde o retorno da modalidade em abril de 2015. A prioridade do clube é levar os jogos para a Vila Belmiro, mas a estreia será no Ulrico Mursa, em Santos, sábado, às 17h, diante do Flamengo. Há a possibilidade de alguns confrontos também no Pacaembu.

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O Grêmio passou por uma grande mudança para a temporada 2020. Saíram 16 atletas e chegaram oito. Entre os nomes contratados está o da lateral direita Isa, com passagem marcante pela Ferroviária. Também figurou nos elencos de Ponte Preta, Audax, Vitória-BA e o União Desportiva Alagoana. Outro destaque fica por conta de Marta, que já passou por Rio Preto, Ceará e Foz Cataratas. Nome importante no elenco, Karina permaneceu e será decisiva para as ambições da treinadora Patricia Gusmão com o grupo, que há dois anos conta com carteira assinada. A estreia será contra o Minas Icesp, sábado, 17h (de Brasília), no Francisco Novelletto, antigo estádio Passo D’Areia.

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Desde que voltou com seu futebol feminino, o Inter evolui ano a ano em busca do topo. Para 2020, assegurou a volta de Byanca Brasil, campeã do Gauchão com a equipe em 2017 e destaque do Corinthians no mesmo ano. E não parou por aí com os reforços de peso. Destaque do Iranduba, Djenifer também foi contratada, assim como Kemelli. Sem contar nomes fortes que permaneceram como Fabi Simões e Bruna Benites. A comissão técnica ganhou uma nutricionista, um auxiliar de campo, um supervisor, uma médica e um fisioterapeuta. Também ocorreu troca na preparação das goleiras. Subiram meninas que fizeram parte do sub-18 no ano passado como Mayara, Isa Haas, Belinha, Malu, Julia, Jheniffer, Queila e Tai. Saíram 11 atletas: Baiana, Camila Duarte, Camila Rodrigues, Fernanda, Flavinha, Gabi Batista, Ilana, Kika, Mariana Stefani, Moretti e Mylena. Todas elas têm carteira assinada e todos os benefícios. A estreia do Inter será no Estádio do Vale, em Novo Hamburgo, diante do São José, domingo, às 15h.

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O São Paulo teve a saída de Cristiane, além de Ary e Ottília. Importantes desfalques para a temporada. Porém, o campeão da Série A2 do Brasileiro 2019 não ficou para trás e assegurou um grande reforço, Glaucia, eleita melhor atacante de 2019 do Brasileiro e destaque das Sereias da Vila, além da permanência de Yaya. No total, o elenco conta com 26 atletas – 13 são remanescentes, 5 subiram da base (Rafaela, a zagueira Lauren, a volante Cris, Giovaninha e Emily) e 8 foram contratadas, todas com carteira assinada desde 2019. As novidades foram a goleira Thaís Helena, a zagueira Gislaine, a lateral-esquerda Dani, Duda, Glaucia, Kamilla, Carol e Mylla. Saíram 18 jogadoras. A princípio, o tricolor paulista mandará seus jogos em Cotia. A estreia será diante do Cruzeiro, na segunda-feira, dia 10, às 19h (de Brasília), no Estádio das Alterosas, em Belo Horizonte.

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Vice-campeão do Brasileiro feminino Série A2 em 2019, o clube buscou formar o elenco de acordo com o modelo de jogo pretendido e também com nomes com experiência na Série A1. Até o momento chegaram 10 atletas e saíram 12 da formação do ano passado. Os principais nomes são Duda, Micaelly e Maryana, que estarão sob o comando do treinador Jorge Victor. Quase todas têm carteira assinada em regime CLT. Apenas Letícia e Ana Luiza ficam fora desse número, pois foram admitidas com contrato formador. A Raposa fará seus jogos no Estádio das Alterosas – Sesc Venda Nova, em Belo Horizonte, justamente o local da estreia diante do São Paulo, dia 10, às 19h (de Brasília).

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Tradicional time no futebol feminino, o elenco do São José passou por uma reformulação. Foram sete renovações e 17 contratações. Entre as perdas, está a lateral direita Poliana, principal nome do ano passado e que foi para o Corinthians. Chegaram 17 atletas e saíram 15. Artilheira do São José no Brasileiro de 2019 com oito gols, Fernanda Tipa é a esperança da equipe para balançar as redes sob o comando do técnico Adilson Galdino dos Santos. É a segunda passagem do treinador pelo São José Futebol Feminino, tendo sido tricampeão da Libertadores e campeão da Copa Nestlé no Japão (que não contou com o campeão europeu). O São José participa da competição com uma equipe formada por atletas amadoras. O elenco recebe recursos da Prefeitura de São José dos Campos por meio do Fadenp (Fundo de Apoio ao Desporto Não Profissional), na forma de bolsas-auxílio. As despesas de custeio da competição são cobertas pela LIF (Lei de Incentivo Fiscal) do município. Os jogos serão realizados no Estádio Martins Pereira. A estreia será fora de casa diante do Inter, no Estádio do Vale, em Novo Hamburgo, no domingo, às 15h (de Brasília).

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O Palmeiras foi forte ao mercado em uma nova visão do futebol feminino em 2020. Chegaram ao clube oito atletas: a goleira Karen, a zagueira Agustina, a polivalente Rosana, as meio-campistas Angelina, capitã da seleção sub-20, Ary Borges e Stefany e as atacantes Ottilia e Monica. Ary e Ottilia justamente foram destaque em 2019 do rival São Paulo e acabaram se transferindo para o time alviverde. As jogadoras possuem no clube dois modelos de contrato: o contrato por imagem ou CLT. A escolha do tipo de vínculo fica por conta de cada uma. Na temporada passada, a equipe fez 30 jogos, com 16 vitórias, oito empates e seis derrotas, além de 65 gols marcados e 22 sofridos. A estreia no Brasileiro já é logo em um clássico diante do Corinthians. A partida pode ser conferida no estádio Nelo Bracalente, em Vinhedo-SP, às 14h deste domingo.

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Todo o elenco da Ponte Preta foi modificado para a temporada 2020. A equipe já tem uma base treinando desde o ano passado. A média de idada do grupo está em 22 anos. Para reforçar o elenco, foram asseguradas quatro contratações. Dandara é a posta da equipe comandada por Fábio Fukumoto. Como é o primeiro ano da atual direção, foi escolhido por ela fazer contrato de prestação de serviços com as jogadoras. A estreia no Brasileiro já será em um grande palco. O jogo ocorrerá no Moisés Lucarelli, em Campinas, diante do Iranduba, domingo, às 15h (de Brasília). Os outros jogos ocorrerão, a princípio, como mandante em Águas de Lindóia.

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FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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