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Brasil tem ao menos 23 possíveis reinfecções por Covid-19 em investigação

Cerca de 23 pessoas estão sendo investigadas por terem supostamente testado positivo para a Covid-19 duas vezes – são os possíveis casos de reinfecção da doença no país. Os dados foram levantados pela CNN com as Secretarias de Saúde dos estados.

O número divulgado anteriormente era 27, mas houve uma revisão nesta terça-feira (25). A Secretaria do Estado do Ceará havia informado ontem sobre nove casos com recorrência de sintomas, mas após um estudo preliminar, concluiu que apenas seis deles se encaixam nos critérios que qualificam uma reinfecção.

Além disso, o órgão de Saúde de Minas Gerais também falava em um possível caso de reinfecção no estado, mas uma análise de dados mostrou que não foi possível determinar se o paciente foi de fato reinfectado ou se teve uma infecção prolongada.

São Paulo

São Paulo, que é o estado com o maior número de casos e mortes pelo coronavírus no Brasil, também é o com o maior número de casos investigados: dez do total. Na capital paulista, segundo o Hospital das Clínicas, sete pessoas procuraram a instituição alegando sintomas da doença após já terem testado positivo anteriormente.

Já no município de Santa Bárbara D’Oeste, no interior de São Paulo, a prefeitura informou em nota para a CNN que a secretária municipal de Saúde, Lucimeire Cristina Coelho Rocha, testou positivo para a Covid-19 duas vezes, uma em maio e outra em julho.

Em Araraquara foi registrado um caso pela prefeitura da cidade. De acordo com nota do órgão municipal, um funcionário do Samu apresentou sintomas em abril, quando testou positivo para a doença. Depois, voltou a apresentar sintomas em julho – quando testou positivo novamente. Segundo a prefeitura, o caso foi encaminhado para o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto para ser investigado.

No HC de Ribeirão Preto, no entanto, eles já estavam investigando outro caso. Publicada em 5 de agosto, a pesquisa, denominada “Recorrência de Covid-19: um relato de caso”, analisa uma técnica de enfermagem de 24 anos que, com comorbidades, apresentou sintomas da Covid-19 em maio e, segundo o estudo, testou positivo duas vezes para a doença.

O Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto garante no estudo que “o presente relato confirma que, ainda que extremamente rara, a reinfecção por SARS-CoV-2 e o adoecimento por Covid-19 em mais de uma ocasião são eventos possíveis”. “Essa constatação traz implicações clínicas e epidemiológicas que precisam ser analisadas com cuidado pelas autoridades em saúde”, conclui.

Demais estados

O segundo estado com o maior número de possíveis casos de reinfecção no Brasil é o Ceará. Segundo nota publicada em julho, mas que ainda é considerada válida pela Secretaria de Estado da Saúde, seis profissionais de saúde testaram positivo para a Covid-19 em duas ocasiões diferentes.

De acordo com o documento, as amostras foram colhidas e a infecção confirmada por teste RT-PCR entre março e abril. No entanto, após o retorno dos sintomas, os testes foram realizados novamente e os resultados resultaram em positivo entre os meses de maio e junho.

Em Goiás, todos os possíveis casos de reinfecção identificados também foram em profissionais de saúde. Ao todo, a secretaria de saúde identificou seis casos de pessoas que testaram positivo duas vezes. Segundo a pasta, um grupo técnico do Centro de Operações de Emergências (COE) em Saúde Pública de Goiás analisa os casos.

Em Minas Gerais, um caso estava sendo investigado em Divinópolis, junto à secretaria municipal de Saúde, mas ele foi desconsiderado depois que uma análise de dados mostrou que não é possível concluir se o caso é de reinfecção ou de infecção prolongada. “No momento, a SES-MG não acompanha mais nenhum caso suspeito de reinfecção”, informou o órgão estadual.

Já no Rio de Janeiro, há o registro de um possível caso de reinfecção de uma mulher moradora de Volta Redonda, que teria sido infectada em maio e agosto. Segundo a Secretaria de Saúde do Rio, a pasta e o Ministério da Saúde investigam o caso.

Isso significa que todos esses casos, de fato, tiveram Covid-19 duas vezes? Embora ainda estejam em investigação, o Hospital das Clínicas de São Paulo possui três hipóteses que podem explicar o diagnóstico duplicado: longa permanência do vírus no corpo, reativação do vírus e possível reinfecção.

Para constatar qualquer uma das hipóteses, os pacientes devem ser acompanhados com exames adicionais para que os hospitais e órgãos que investigam os casos tenham o diagnóstico final se é ou não possível a reinfecção por Covid-19.

Outras hipóteses

A reinfecção é apenas uma das hipóteses estudadas pelos médicos brasileiros. Os pesquisadores da USP de Ribeirão Preto classificam como “evento raro” porém “possível”. Em entrevista à CNN, o pesquisador Max Igor Banks elencou três outras possibilidades.

A primeira, explica, é uma infecção por outro vírus, como o da gripe, que promova sintomas semelhantes aos do coronavírus. Neste caso a pessoa tem sinais como febre, tosse e dor de garganta, mas provocadas por outra doença. No entanto, como o corpo ainda não teria se livrado completamente do coronavírus, fragmentos dele são detectados no teste.

Uma segunda possibilidade é o vírus ter “adormecido” por meses. É como se ele continuasse no corpo, mas não manifestasse sintomas num intervalo de tempo entre a primeira e a segunda vez. Isso não significaria uma reinfecção, mas sim uma duração mais longa da Covid-19, diferentemente do que os médicos imaginavam inicialmente. “Essa é a possibilidade que eu menos acredito”, disse Banks.

Há ainda uma nova hipótese elencada pelo grupo do Hospital das Clínicas. A de que o vírus fique “esquecido” pelo organismo por semanas, como se não o percebesse mais ali. E quando o corpo “descobre” o vírus esquecido e decide reagir, os sintomas voltam nessa batalha para eliminar de vez o novo coronavírus.

Pesquisador desconfia

Em entrevista à CNN, o pesquisador da USP de Ribeirão Preto Fernando Bellissimo-Rodrigues disse desconfiar do caso de reinfecção em Hong Kong. Ele aposta que a técnica de enfermagem de 24 anos estudada pela universidade se trata, sim, de um caso de reinfecção, mas não teve o relato publicado por nenhum periódico científico brasileiro ou reconhecido por um órgão técnico. “No caso de Hong Kong não teve o pilar epidemiológico e nem o clínico, quem me garante que o segundo caso não foi o falso positivo?”, diz ele.

Belíssimo-Rodrigues chama de “pilar epidemiológico” o contato com o coronavírus nos dois episódios distintos do surgimento dos sintomas. Já o pilar clínico é a manifestação de sinais da doença — no caso da paciente estudada por eles, entre os primeiros sintomas (que duraram 10 dias) e os novos sinais de coronavírus, ela ficou 38 dias assintomática. O pilar laboratorial é o exame positivo nas duas oportunidades, item comum no caso brasileiro e no caso oriental.

Acontece que os brasileiros não guardaram o resultado do primeiro exame positivo da paciente – nem ela própria guardou. “Nós não temos a e evidencia ultramolecular com em Hong Kong porque nós não guardamos a amostra dela, então a gente não tem como fazer essa evidência de fazer a identificação do vírus e tal. Mas eu, sinceramente, acho que essa prova é desnecessária para o ‘julgamento do crime’”.

“Muitos médicos valorizam extremamente a prova molecular em detrimento das demais, como a prova clínica e a prova epidemiológica. No meu entender isso é um viés”, defende ele.

Perguntado se pode cravar se o caso de Ribeirão Preto trata-se de uma reinfecção do coronavírus, o pesquisador alegou que “tanto na medicina quanto no amor, a gente não diz nem nunca nem sempre”. “Eu não posso te falar que é 100%, mas eu posso te dizer que essa explicação [de outras hipóteses] é muito improvável (…), se fosse um outro vírus ou um processo de ‘clarificação’, como é que explicaria ela ter tido o sintoma só depois que um familiar ter tido a doença e transmitido pra ela?”, diz ele.

Ao final da entrevista, a CNN questionou o pesquisador quanto ele apostaria que o caso estudado por ele trata-se de reinfecção se tivesse R$1 milhão de reais para apostar. “Apostaria R$2 milhões. Estou bastante convicto de que a evidência é forte o suficiente”, declarou Belíssimo-Rodrigues.

FONTE: CNN BRASIL

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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